Formato do livro
Formato do livro, no sentido bibliográfico clássico, é a medida da página que resulta de quantas vezes uma folha de impressão inteira foi dobrada antes de ser encadernada; no uso comercial de hoje, é simplesmente a largura e a altura do livro pronto, às vezes medida pela capa em vez da folha.
No sentido clássico, uma folha impressa dobrada em dois produz o fólio (do latim foliō); dobrando-a de novo, na mesma lógica, chega-se ao quarto (quartō) e depois ao oitavo — cada corte novo divide o tamanho ao meio e dobra o número de páginas. Com o mesmo tamanho de papel, o fólio é sempre o maior dos três, seguido do quarto e do oitavo. Bibliógrafos reconstroem o formato de um livro antigo pelo número de folhas de cada caderno, pela proporção das páginas e pela posição das marcas d'água no papel, não só pela medida final — um romance moderno, por exemplo, pode ter cadernos de dezesseis folhas mas ter sido impresso com sessenta e quatro páginas de cada vez numa folha bem maior, depois cortada. O tamanho real de cada formato também não era fixo: no período da prensa manual, cada fabricante usava folhas de tamanhos e nomes próprios (pot, demy, foolscap, crown), sem padronização entre países.
No mercado editorial de hoje, o formato se descreve em centímetros ou polegadas do livro fechado, e a escolha nasce de três perguntas — como o livro será segurado, quantas páginas o texto dá e quanto da folha da gráfica se aproveita —, detalhadas em Como escolher o formato do livro. A Lei 10.753/2003, que define livro no Brasil, não impõe formato nem tamanho: fala em "qualquer formato e acabamento". As convenções mais usadas no mercado brasileiro — o A5 do romance, o formato de bolso — estão detalhadas em tamanho padrão de livro e em tamanho do livro de bolso; fora do Brasil, o brochura de bolso britânico chamado B-format (usado, por exemplo, pela Penguin Classics) se opõe ao A-format — mais estreito que o padrão ISO B6 — e ao C-format.
Formato de recorde também vira notícia: o maior livro publicado registrado pelo Guinness World Records em 2007 foi impresso no Brasil, uma edição gigante de O Pequeno Príncipe; o menor, Teeny Ted from Turnip Town, tem as páginas gravadas a feixe de íons num chip de silício, medindo 70 por 100 micrômetros.
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O guia completoTipos de papel para livro: como escolher papel, formato e acabamento — Nas plataformas e gráficas consultadas, o miolo de livro sai quase sempre em um de quatro papéis: o offset branco, o off-white (creme, como o Pólen e o Avena), o couché, que tem revestimento, e o groundwood, de pasta mecânica, mais leve e mais barato.Também nesta enciclopédia
Lidas no texto integral
- Lei 10.753/2003, art. 2º e parágrafo único, planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.753.htm
Lidas em resumo ou pela referência
- Book size, colheita da Wikipedia em inglês (fontes citadas: Matt T. Roberts, Bookbinding and the Conservation of Books, Library of Congress, 1982; A New Introduction to Bibliography, 1972; An Introduction to Bibliography for Literary Students, 1927; American Encyclopaedia of Printing, 1871, p. 139–140; Wilson-Fletcher, "The importance of format and feel", The Guardian, 11/8/2001; Guinness World Records, "Largest book published" e "Smallest reproduction of a printed book")
VERSE MEDIA. Formato do livro. Enciclopédia Verse, 25 set. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/producao-editorial/fisico/formato-do-livro. Acesso em: [data].
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