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Notas de rodapé

Nota de rodapé é a indicação, observação ou aditamento ao texto feito pelo autor, tradutor ou editor, geralmente ao pé da página, mas também podendo ficar na margem esquerda ou direita da mancha. A nota de rodapé não se confunde com a nota de fim: a de fim reúne as notas no final do capítulo ou do livro, sem alterar a diagramação de cada página, o que a torna mais simples de produzir. O símbolo tradicional para marcar a nota, quando não se usa número, segue uma sequência fixa — asterisco, obelisco, obelisco duplo, parágrafo, barra dupla e pilcrow. Um exemplo antigo é a Bíblia dos Bispos, impressa por Richard Jugge em 1568, com chamadas "(f)" e "(g)" no livro de Jó remetendo a notas no pé da página.

No sistema de notas e bibliografia do Chicago Manual, o número sobrescrito no corpo do texto remete à citação completa no pé da página ou no fim do livro, e a obra volta a aparecer, por extenso, na bibliografia alfabética. O manual editorial da ONU manda usar números em vez de símbolos quando o texto passa de sete notas.

A nota de rodapé tem críticos. O ex-juiz da Suprema Corte americana Stephen Breyer é conhecido por nunca usar notas, preferindo manter toda citação dentro do texto; o jurista Richard Posner escreveu um ensaio inteiro contra o recurso, "Against Footnotes". Na ficção, o escritor John Green descreveu a nota de rodapé como uma segunda narrativa secreta, paralela à história principal.

Quem diagrama um livro sozinho esbarra num limite prático: nenhuma das plataformas de autopublicação consultadas em modelo de diagramação de um livro oferece suporte pronto para nota de rodapé, e o Kindle Create, ferramenta oficial da Amazon, nem aceita o recurso — como está em programas para diagramar livro.

A epígrafe, vizinha nas páginas pré-textuais, também recorre à nota de rodapé: pela NBR, a referência da citação vai sempre ao pé da página. A nota de rodapé é uma das peças que aparecem ao longo das partes de um livro.

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O guia completoAs partes de um livro, da capa ao colofão — A ordem das partes de um livro é costume de oficina, não regra de lei.

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Autoria: Verse MediaRevisado em 26 set. 2026Passos conferidos em 26 set. 2026Publicado em 26 set. 20268 fontes · 1 no integral

Lidas no texto integral

Lidas em resumo ou pela referência

  • The Oxford Companion to the English Language, 1992, p. 709
  • Robert Bringhurst, The Elements of Typographic Style, Hartley & Marks, 2005, p. 68–69
  • Chuck Zerby, The Devil's Details: A History of Footnotes, Invisible Cities, 2002, p. 19, 28, 34 n. 23
  • NYT, "In Justice Breyer's Opinion, A Footnote Has No Place", 28/07/1995; Richard Posner, "Against Footnotes", Court Review, verão de 2001
  • UN DGACM, Editorial Manual, cap. IX "Footnote indicators", un.org/dgacm/en/content/editorial-manual/footnotes/chap-09
  • The Chicago Manual of Style, 18ª ed., U. Chicago Press, 2024
  • John Green, "Footnotes", sparksflyup.com, 07/08/2006
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VERSE MEDIA. **Nota de rodapé** é a indicação, observação ou aditamento ao texto feito pelo autor, tradutor ou editor, geralmente ao pé da página, mas também podendo ficar na margem esquerda ou direita da mancha. A nota de rodapé não se confunde com a nota de fim: a de fim reúne as notas no final do capítulo ou do livro, sem alterar a diagramação de cada página, o que a torna mais simples de produzir. O símbolo tradicional para marcar a nota, quando não se usa número, segue uma sequência fixa — asterisco, obelisco, obelisco duplo, parágrafo, barra dupla e pilcrow. Um exemplo antigo é a Bíblia dos Bispos, impressa por Richard Jugge em 1568, com chamadas "(f)" e "(g)" no livro de Jó remetendo a notas no pé da página.. Enciclopédia Verse, 25 set. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/producao-editorial/fisico/notas-de-rodape. Acesso em: [data].

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