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Registrar ISBN: como tirar o ISBN do seu livro no Brasil (passo a passo, custo e prazo)

Para registrar o ISBN de um livro no Brasil, o autor se cadastra no portal da CBL, a Câmara Brasileira do Livro, preenche os dados da obra, paga R$ 28,60 e recebe o ISBN em até 2 dias úteis. O primeiro campo do formulário, o titular do ISBN, decide quem fica como editor do livro, e o número atribuído a ele não se transfere. "Registrar ISBN" registra uma edição e quem a publica, não a obra, que a lei protege sem registro.

Você abriu três páginas sobre ISBN e cada uma deu um preço, um prazo e um endereço diferente, uma delas mandando à Biblioteca Nacional. O livro está quase pronto, a plataforma oferece um número de graça, e você ainda não sabe se aceitar ou pagar o seu muda alguma coisa.

O que você leva

O pedido do ISBN feito na CBL sem erro, com cada campo do formulário decidido antes (em nome de quem sai, título, autoria, formato), sabendo quanto paga, quando chega, quando pedir outro número e onde imprimi-lo.

Pra quem é

Leu três páginas com preços e prazos diferentes, uma mandando à Biblioteca Nacional, e não sabe se o ISBN registra o livro nem se deve pagar o seu ou aceitar o grátis da plataforma.

Nesta página
  1. Como registrar o ISBN de um livro na CBL, passo a passo
  2. Pessoa física pode tirar ISBN?
  3. Como preencher o pedido do ISBN: o que não dá para mudar depois
  4. Quanto tempo demora para sair o ISBN (e o que o preço inclui)
  5. Registrar ISBN registra o livro?
  6. ISBN próprio ou o grátis da plataforma?
  7. Nova edição precisa de outro ISBN?
  8. Onde colocar o ISBN no livro (e o que fazer depois que ele sai)
  9. Perguntas frequentes
  10. O que decidir antes de pagar o ISBN
Pilha de livros brochura sobre uma mesa, com lombadas e quartas capas à vista
O ISBN identifica uma edição e quem a publica; o pedido à CBL decide quem fica como editor. Foto de Ahmet Polat no Pexels

Como registrar o ISBN de um livro na CBL, passo a passo

O pedido do ISBN é a ficha técnica da edição que vai sair: a CBL pede título, autoria, formato e classificação do livro, e o número nasce dela. A própria agência resume o caminho em quatro etapas: cadastrar-se, preencher os dados da obra, pagar e receber a carta com o ISBN, "em até 2 dias úteis". Tudo é online, no Portal de Serviços da CBL, com usuário e senha.

O formulário da obra vem em cinco blocos, nesta ordem.

  1. Dados da obra: o titular do ISBN, escolhido entre os titulares já cadastrados na conta; título; subtítulo, se houver; tipo de obra (individual, coleção ou série, com nome e número do volume); idiomas.
  2. Autoria: nome, papel e país de cada participante, como sairá no livro. A CBL pede todos, de autores e tradutores a organizadores e "todo o pessoal técnico".
  3. Dados complementares: se é tradução (com título e idioma originais), a veiculação (físico ou digital, com formato e dimensão ou extensão), o número da edição, o ano, a cidade e o estado, e os coeditores.
  4. Classificação: público, assunto, assunto pela tabela BISAC e palavras-chave.
  5. Arquivos: a folha de rosto, as primeiras páginas ou a obra inteira, e a sinopse. Ao enviar, o pedido vai para o carrinho, que se paga com cartão de crédito, boleto ou PIX.

O livro não precisa estar diagramado para pedir o número, mas título, autoria e editora, se houver, precisam estar fechados, diz a CBL. Também não há número mínimo de páginas: a agência cita a recomendação da norma técnica, que chama de livro a publicação de mais de 49 páginas, e diz não fazer exigência estrita, como nos livros infantis. O ISBN que sai começa por 978-65, o grupo que o Brasil usa em todo registro novo desde 2020; os números 978-85 são da época anterior. O que cada parte desses 13 dígitos quer dizer está nas páginas sobre o ISBN-13 e o prefixo de editor.

Ainda há páginas que descrevem a regra de antes de 2020. Até fevereiro daquele ano, a agência era a Fundação Biblioteca Nacional, como conta o guia sobre o ISBN do impresso e do e-book; página que manda ao antigo site do ISBN na Biblioteca Nacional, isbn.bn.br, está desatualizada. Até o manual da própria CBL, de 2020, falava em cadastro confirmado em um dia útil e emissão em até quatro; o site atual diz dois. Editora que tinha prefixo da época da Biblioteca Nacional precisou pedir de novo no sistema da CBL, sem custo.

Pessoa física pode tirar ISBN?

Pode, e ao pedir o autor passa a ser o editor da própria edição. A regra da CBL é direta: "Qualquer pessoa jurídica ou física, que pretenda publicar um livro, pode solicitar ISBN". Na página do serviço, a agência acrescenta que a pessoa física que publica de forma independente pede "assumindo a responsabilidade pela edição", e que a pessoa jurídica não precisa ser editora. Não há, portanto, exigência de CNPJ.

O autor que publica sozinho é o editor da própria edição: a Agência Internacional do ISBN, sediada em Londres e responsável por designar a CBL, chama de editor quem inicia a produção e normalmente arca com o custo e o risco, papel que pode ser do autor, o que se conhece como autopublicação. A CBL separa os casos: na edição do autor, o pedido sai em nome dele; se uma editora publica, quem pede é a editora; e o autor pode delegar o pedido a um terceiro.

Três situações têm regra própria. Com pseudônimo, só ele aparece na consulta pública do ISBN. O pedido em lote, que a CBL indica para editoras com muitos títulos (o manual dela de 2020 o restringia a pessoa jurídica), é o caminho de quem ainda não tem o título, porque no ISBN avulso título, autoria e características físicas são obrigatórios, enquanto no lote os dados de cada número entram depois. O ISBN também vale para livro distribuído de graça: a CBL atribui o número a publicações vendidas ou gratuitas.

Como preencher o pedido do ISBN: o que não dá para mudar depois

Folhas impressas de um manuscrito sobre uma mesa de trabalho, com uma caneta ao lado
Título, autoria e formato precisam estar fechados antes do pedido; depois de publicado, a CBL não altera. Foto de Ron Lach no Pexels

Título, autoria e formato precisam estar fechados antes do pedido: os dados do formulário ficam no registro, pelo menos uma loja os confere e a CBL não altera livro já publicado. A loja é a Amazon: quem publica no KDP, a plataforma de autopublicação dela, com ISBN próprio precisa informar título, autor e editora exatamente como estão registrados na agência, o KDP confere com o registro, e a divergência bloqueia a publicação; "unknown" ou "n/a" não são aceitos. A CBL, por sua vez, lista como dever do editor fornecer os metadados mínimos: formato, título, série, contribuinte, edição, idiomas, impressão, editor, país e data de publicação.

Corrigir é possível até certo ponto, e a própria CBL dá duas respostas. Numa pergunta do seu FAQ, diz que basta mandar um e-mail ao atendimento com o número e as alterações, que não mudam o ISBN nem o código de barras; na pergunta seguinte, diz que, se o livro já foi publicado e está no mercado, não é possível alterá-lo. Lidas juntas, a janela de correção é a da editoração: publicado o livro, mudança de peso pede outro número.

A ficha do pedido. O que cada campo do formulário fixa e o que acontece se ele mudar depois que o livro sai. Enquanto o livro está em editoração, a CBL aceita alteração por e-mail ao atendimento, sem mudar o número.

Feche a ficha do pedido antes de pagar
campo o que decidir antes de pedir se mudar depois de publicado
titular do ISBN você, pessoa física, ou a empresa ou selo que publica não se transfere: outro editor, outro ISBN
título e subtítulo o título definitivo, como vai na capa título novo pede ISBN novo; subtítulo, conforme a importância da mudança
autoria todos os participantes, com o nome como sai no livro e o papel de cada um; o pseudônimo, se houver outro nome de autor pede ISBN novo
tipo de obra individual, coleção ou série, com nome e volume a CBL não altera livro já publicado
idioma a língua desta edição outra língua é outra edição, com outro ISBN
veiculação e formato físico ou digital, formato e dimensão; um pedido por formato outra forma (brochura para capa dura, PDF para EPUB, outra dimensão) pede ISBN novo
edição e ano o número da edição, que só muda com alteração de conteúdo, título ou autoria texto mudado além de correção de erro pede ISBN novo
classificação público, assunto, BISAC e palavras-chave a CBL não altera livro já publicado
arquivos folha de rosto, primeiras páginas ou a obra; o miolo não precisa estar diagramado não se aplica

O campo de classificação pede o assunto pela tabela BISAC, que não é a categoria da Amazon; como escolher os códigos está no guia sobre BISAC, Thema e CDD.

Quanto tempo demora para sair o ISBN (e o que o preço inclui)

O número é a parte barata e rápida do pedido; o que encarece são os serviços ao lado, que a CBL vende à parte. Na tabela da agência conferida em outubro de 2026, o ISBN custa R$ 28,60 por título e sai em 2 dias úteis; o arquivo do código de barras custa R$ 41,20, também em 2 dias úteis, e a ficha catalográfica, R$ 68,60, em 1 dia útil.

A soma dos três por título e formato e a tabela completa, com o que cada serviço inclui, estão em quanto custa o ISBN.

A carta com o número é a entrega do pedido. A "declaração de registro do ISBN", que aparece na tabela por R$ 15,60, é outra coisa: um documento oficial que comprova o registro, pedido depois, um por ISBN, e que não aceita alteração depois de emitido. E o número não vence: a CBL diz que mesmo o ISBN comprado avulso pode ser usado quando convier, e que a data do registro não precisa ser a da publicação.

Registrar ISBN registra o livro?

Não. São três balcões diferentes, e nenhum é condição para a obra estar protegida, porque a lei protege a obra sem registro: o registro no Escritório de Direitos Autorais é uma faculdade do autor, o depósito legal guarda exemplares para a memória nacional, e o ISBN só identifica a edição.

A confusão começa na própria agência. A página do ISBN no site da CBL diz que o número serve, entre outras coisas, para "assegurar os direitos autorais do autor". A Agência Internacional diz o contrário no seu manual: o ISBN é um identificador e does not convey any form of legal or copyright protection (não confere nenhuma forma de proteção legal ou de direito autoral). A Lei 9.610, a lei de direitos autorais, resolve a questão no art. 18: "A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro", regra que o guia sobre como publicar um livro aplica a quem vai publicar. A ALLi, associação internacional de autores independentes, responde do mesmo jeito no seu guia sobre ISBN: o número é um identificador, um código de produto.

ISBN registro da obra depósito legal
onde CBL Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Biblioteca Nacional Biblioteca Nacional, Divisão de Depósito Legal
para que serve identificar a edição no comércio registrar a obra em órgão público, se o autor quiser guardar exemplares para a memória nacional
é obrigatório? a Lei do Livro (Lei 10.753/2003) manda adotar, e o texto dela não traz multa não: registrar é faculdade do autor sim, com advertência e multa

A lei sem artigo de multa é o que mostra o guia sobre partes de um livro. Quem quer registrar a obra o faz no EDA; o preço está no guia sobre como publicar um livro e o passo a passo, no guia sobre como registrar seu livro e proteger seus direitos. A CBL também vende, à parte, um registro de direito autoral próprio, por R$ 69,90; é outro serviço, que não vem com o ISBN. O depósito legal é obrigação separada do número comercial, como mostra o guia sobre o ISBN do impresso e do e-book; como cumpri-lo é tema do guia sobre ficha catalográfica, CIP e depósito legal.

ISBN próprio ou o grátis da plataforma?

Prateleira de livraria com livros de lombada alinhada
Livro que pode chegar à cadeia de livrarias deve receber ISBN, e o número gratuito de uma plataforma fica preso a ela. Foto de Serra Nur Çevikdal no Pexels

O ISBN grátis dispensa os R$ 28,60, mas o editor que fica no registro tende a ser quem deu o número, não o autor. O aviso é da Agência Internacional, e a CBL o repete no seu manual: se um prestador de serviço atribui ao autor um ISBN da faixa dele, é provável que esse prestador apareça como editor nas bases de dados do ISBN. E o número fica preso a quem o recebeu: um ISBN não pode ser revendido, transferido nem reaproveitado em outra obra, e o formulário da CBL avisa que o número atribuído a uma pessoa, empresa ou selo é intransferível.

O caso documentado em regra oficial é o do KDP. O ISBN grátis que ele dá à brochura sai com o selo "Independently published" e só vale dentro do KDP, como detalha a página sobre o ISBN gratuito. A ALLi resume a diferença dizendo que o ISBN próprio faz do autor o publisher of record, o editor que fica no registro, no lugar da plataforma. O blog da Reedsy, referência de autopublicação em inglês, aponta a consequência de usar o grátis de cada plataforma num texto atualizado em outubro de 2025: o mesmo livro pode acabar com vários ISBNs e vários editores, o que, segundo o texto, pode atrapalhar a entrada em livrarias e bibliotecas.

O Clube de Autores, plataforma brasileira de impressão sob demanda, vende o ISBN em vez de dá-lo, por um preço que o guia sobre quanto custa publicar um livro registra. No texto em que oferece o serviço, o Clube afirma que, para o autor independente, "a editora é você mesmo" e que ele não é considerado editora para fins de registro do ISBN. É a afirmação da plataforma; quem quer ver o que ficou registrado confere na pesquisa pública da CBL, como mostra a última seção.

Há um caso em que nem o número é preciso, e o grátis sobra: o manual internacional descreve a publicação exclusiva de uma única plataforma, fora da cadeia de livrarias. Livro que vai chegar à cadeia de livrarias deve receber ISBN, diz o mesmo manual; a CBL lembra que o ISBN é indispensável para vender em livrarias e para entrar em licitações e compras públicas.

O pedido é à agência do país onde o editor está, qualquer que seja a loja: autor brasileiro pede à CBL mesmo para vender na Amazon americana. As plataformas que dão ISBN e o que cada uma fixa estão em ISBN gratuito; quando o número é exigido, em preciso de ISBN.

Nova edição precisa de outro ISBN?

Precisa quando a nova edição muda o produto ou quem o publica; reimpressão sem mudança, capa nova, preço novo e errata mantêm o número. Título, autor, texto, formato, língua e selo pedem ISBN novo. É a regra do manual da Agência Internacional; a CBL traz regra parecida no campo "Edição" do formulário, em que o número da edição só troca "quando há alguma alteração no conteúdo da obra, título ou autoria".

O subtítulo é o caso que o manual trata à parte. Ele diz que depende da importância da mudança e dá um exemplo: acrescentar A Kurt Wallander Mystery como subtítulo não pede ISBN novo.

O selo também tem nuance: o manual diz que em alguns países mudar o selo não exige número novo e manda consultar a agência; a CBL diz que o prefixo editorial identifica uma editora ou selo e não pode ser usado por outro selo, nem do mesmo grupo. Somadas, as duas regras indicam que, no Brasil, trocar de selo pede número novo. Cada formato do livro tem número próprio, como explica o guia sobre o ISBN do impresso e do e-book, e isso vale dentro do digital: EPUB e PDF vendidos em separado têm um ISBN cada.

Precisa de ISBN novo?

o que muda ISBN novo?
título sim
subtítulo depende da importância da mudança
nome do autor sim
língua (tradução) sim
editor ou selo sim (o manual manda consultar a agência; na CBL, o prefixo é exclusivo do selo)
texto, além de correção de erro de impressão sim
forma (brochura para capa dura, impresso para e-book, PDF para EPUB, outra dimensão) sim
capa, cor da capa ou preço não
errata não
reimpressão sem mudança não
passar a imprimir sob demanda, na mesma forma não
EPUB 2 para EPUB 3, sem vender as duas ao mesmo tempo e sem que loja ou leitor precise distingui-las não

Onde colocar o ISBN no livro (e o que fazer depois que ele sai)

O ISBN só funciona impresso no lugar certo e com os mesmos dados que estão no registro; o resto do caminho, do código de barras ao depósito, é pedido ou dever à parte. Dentro do livro, a CBL manda pô-lo na página de créditos, dentro da ficha catalográfica, separado por hífens e precedido da sigla "ISBN". Fora, a lei manda que ele conste da quarta capa do livro impresso; o manual internacional recomenda o código de barras no quadrante inferior direito, perto da lombada, com o número legível logo acima.

No e-book, o lugar é a tela que mostra o título ou os direitos autorais, e o número vai também nos metadados embutidos no arquivo; a norma técnica brasileira pede que a versão digital traga o ISBN dela, não o do impresso.

Depois do número vêm quatro coisas, cada uma com seu caminho:

  1. Código de barras. A CBL o chama de imprescindível, mas a lei não o exige; quem o pede é o comércio, e o manual da CBL lembra que o ISBN em código de barras é o que os sistemas de ponto de venda das livrarias leem. Como gerar o arquivo está em código de barras do ISBN.
  2. Ficha catalográfica. A mesma lei que manda adotar o ISBN manda pôr a ficha, que é pedida à parte. Como pedir os dois juntos está em ISBN e ficha catalográfica, e o que a ficha exige, no guia sobre ficha catalográfica, CIP e depósito legal.
  3. Depósito legal. Publicado o livro, os exemplares vão à Biblioteca Nacional em até 30 dias corridos. Como mandá-los está em como fazer o depósito legal, e quem responde pela regra de 2026, no guia sobre ficha catalográfica, CIP e depósito legal.
  4. Conferência. Confira na pesquisa pública da CBL se o registro saiu como pedido; o passo a passo e o que cada campo mostra estão em como consultar um ISBN.

Perguntas frequentes

Quanto custa o ISBN?

Na CBL, R$ 28,60 por título e por formato, associado ou não, na tabela de outubro de 2026. Código de barras e ficha catalográfica são serviços pagos à parte; a tabela está em quanto custa o ISBN.

Existe ISBN gratuito?

Existe: plataformas como o KDP dão um ISBN delas. A plataforma tende a aparecer como editora e o número não se transfere; as opções estão em ISBN gratuito.

Preciso de ISBN para publicar e-book na Amazon?

Não: no KDP o ISBN é opcional para e-book, e a brochura e a capa dura pedem um, o grátis do KDP ou um próprio, como mostra o guia sobre como publicar um livro. Quando o número é exigido em cada canal está em preciso de ISBN.

Como gerar o código de barras do ISBN?

A CBL vende o arquivo à parte do número, entregue em 2 dias úteis. O código é o próprio ISBN-13 em símbolo EAN-13, e o que fazer com o arquivo está em código de barras do ISBN.

Dá para tirar ISBN e ficha catalográfica juntos?

Dá, os dois na CBL, mas são dois serviços pagos à parte: o ISBN sai em 2 dias úteis e a ficha, em 1 dia útil. A ordem e o custo do pedido conjunto estão em ISBN e ficha catalográfica.

Como saber se o ISBN do meu livro foi registrado?

Pela pesquisa pública da CBL, com o passo a passo em como consultar um ISBN.

Ainda se tira ISBN na Biblioteca Nacional?

Não. Desde 1º de março de 2020 a agência brasileira é a CBL, como registra o guia sobre o ISBN do impresso e do e-book; a Biblioteca Nacional segue com o depósito legal e o registro de obras.

Posso usar o ISBN do impresso no e-book?

Não. A CBL manda preencher de novo o formulário para o e-book, porque os campos mudam com o suporte, e o e-book sai com número próprio.

Numa coedição, cada editora pede o seu ISBN?

Pede: a CBL manda cada editora envolvida solicitar o próprio número, para identificar as duas na obra. A ficha catalográfica e o código de barras ficam com uma só delas.

O que decidir antes de pagar o ISBN

Antes de pagar, decida em nome de quem o ISBN sai e feche título, autoria e formato: o titular não muda, e o resto só se corrige enquanto o livro não sai. Peça um número por formato que vai à venda e confira o registro na pesquisa pública antes de cadastrar o livro nas lojas, com os mesmos dados.

Depois do número, o caminho segue pelos guias vizinhos: a ficha e o depósito em ficha catalográfica, CIP e depósito legal, a classificação em BISAC, Thema e CDD e a vitrine da Amazon em palavras-chave e categorias na Amazon.

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Guias que saem daqui

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Também nesta enciclopédia

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Termos usados nesta página

TermoISBNISBN (International Standard Book Number) é o número internacional padronizado que identifica de forma única uma publicação, ou uma edição dela, feita por um editor específico em um formato específico, segundo o manual da Agência Internacional do ISBN.TermoAgência Brasileira do ISBN (CBL)A Agência Brasileira do ISBN é a entidade que atribui o ISBN no Brasil e, desde 1º de março de 2020, é a Câmara Brasileira do Livro (CBL), de São Paulo, designada pela Agência Internacional do ISBN, de Londres.TermoLivroLivro é o nome de um objeto, o volume de folhas manuscritas ou impressas, reunidas em cadernos e presas num dos lados, e também o da obra que esse volume reúne.TermoISBN-13ISBN-13 é o formato de 13 dígitos do International Standard Book Number, o número que identifica uma edição de um livro, num formato e por um editor, e é o único que as agências nacionais fornecem desde 1º de janeiro de 2007.TermoPrefixo de editor (ISBN)O prefixo de editor é o elemento do ISBN-13, o terceiro dos cinco, que identifica um editor ou selo dentro do grupo de registro.TermoISBN impresso vs ebookISBN impresso vs ebook é a comparação entre os números que identificam cada formato de uma mesma obra: pela regra da Agência Internacional do ISBN, cada edição e cada formato de um livro — impresso, ebook, audiolivro, brochura, capa dura — recebe um número próTermoInternational ISBN AgencyA International ISBN Agency (Agência Internacional do ISBN) é a organização, com sede em Londres, que coordena e supervisiona o uso do ISBN no mundo e nomeia as agências nacionais que atribuem os números.TermoAutopublicaçãoAutopublicação é a publicação de um livro pelo próprio autor, que pode fazer sozinho cada etapa ou contratar profissionais, como editor e capista, para serviços específicos.TermoDepósito legalDepósito legal é a obrigação de entregar à biblioteca nacional exemplares de toda publicação, para a coleção da memória bibliográfica e documental do país.TermoQuarta capaQuarta capa é a face externa de trás do livro, onde a lei brasileira manda constar o ISBN, e a norma técnica manda, se houver, também o código de barras, podendo a face trazer ainda um resumo do conteúdo e o endereço da editora.TermoFicha catalográficaFicha catalográfica é o registro técnico impresso no livro que identifica a publicação para os catálogos de biblioteca: o "recurso técnico que registra as informações bibliográficas que identificam a publicação", segundo a NBR 6029:2023.TermoEAN (European Article Number)EAN (European Article Number) é o nome do padrão de código de barras da European Article Numbering Association, organização fundada em Bruxelas em 1977; o GTIN-13 é sinônimo de EAN e o único tipo de GTIN que pode ser codificado na barra EAN-13, segundo a GS1 dTermoSKU (Stock Keeping Unit)SKU (Stock Keeping Unit) é o código alfanumérico que o próprio vendedor cria para identificar cada item do estoque, segundo a Shopify e o Bling.TermoGTIN (Global Trade Item Number)GTIN (Global Trade Item Number) é uma chave de identificação da GS1 que serve a itens comerciais, segundo a GS1 dos Estados Unidos, que o descreve como um número universal e permanente emitido exclusivamente pela GS1.TermoDígito verificador (ISBN)Dígito verificador do ISBN é o último dígito do número, calculado a partir dos anteriores para validá-los.TermoUPC (Universal Product Code)UPC (Universal Product Code) é o código de barras de 12 dígitos do varejo dos Estados Unidos e do Canadá, o GTIN-12 da família de identificadores de produto da GS1.TermoISBN-10ISBN-10 é o formato de dez dígitos do International Standard Book Number, o único que existiu até o fim de dezembro de 2006 e que, desde 1º de janeiro de 2007, foi substituído pelo de 13 dígitos.TermoBookland EANBookland EAN é o código EAN-13 do livro, formado pelo prefixo 978, pelos dígitos do ISBN sem o verificador antigo e por um novo dígito EAN.TermoAdd-on de 5 dígitos (preço sugerido)O add-on de 5 dígitos é um código adicional de cinco dígitos, posto ao lado do código de barras do ISBN, que nos Estados Unidos e no Canadá indica o preço do livro no comércio.

Em breve

como registrar seu livro e proteger seus

Quem fala sobre isso 4pessoas

  • Felipe Lindosojornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e a leitura; foi diretor da Câmara Brasileira do Livro (bio da coluna no PublishNews, 2019)

    Obra sobre o ISBN no Brasil: coluna no PublishNews sobre a passagem da agência do ISBN para a Câmara Brasileira do Livro (2019).

    Página ↗
  • Eleanor Pigggerente da agência de ISBN do Reino Unido e da Irlanda, na Nielsen Book, desde 2018 (bio do guia, 2020)

    Obra sobre ISBN: assina o guia The AskALLi Ultimate Guide to ISBNs for Authors, da ALLi (2020).

    Página ↗
  • Martin Cavannaghprofissional de edição que assina guias para autores independentes no blog da Reedsy (bio da página, 2025)

    Obra sobre ISBN: assina o guia How to Get an ISBN Number for Your Book, no blog da Reedsy (atualizado em 2025).

    Página ↗
  • David Wogahnconsultor de autopublicação e presidente da AuthorImprints, empresa de serviços de autopublicação (site dele, conferido em 2026)

    Obra sobre registrar o livro: Register Your Book: The Essential Guide to ISBNs, Barcodes, Copyright, and LCCNs (edição de 2020).

    Página ↗

O que a rede diz 6 vozes

  • Capa do post de Renan Batistoni: ISBN | Como registrar um livro? CBLYouTube

    O vídeo responde às dúvidas de preenchimento do pedido de ISBN no então novo sistema da CBL, para quem precisa registrar o livro e não sabe como.

    Renan BatistoniYouTube ↗
  • Capa do post de Elyana Gonçalves - Youtube Marketing: Como Solicitar ISBN, Registro E  Qual é a Diferença Entre os Dois (CBL)YouTube

    O vídeo explica como pedir o ISBN e o registro do livro e qual a diferença entre os dois, avisando que o pedido passou a ser feito na CBL, e não mais na Biblioteca Nacional.

    Elyana Gonçalves - Youtube MarketingYouTube ↗
  • Capa do post de Sandrival Matos | Conta Junto: VALE A PENA REGISTRAR E-BOOK NO ISBN | REGISTRE SEU E-BOOK E EVITE PIRATARIAYouTube

    O vídeo pesa os pontos positivos e negativos de registrar ISBN para e-book, e o título apresenta o número como um jeito de evitar a pirataria.

    Sandrival Matos | Conta JuntoYouTube ↗
  • Capa do post de LeandroVSilva: Como emitir um ISBN para EBOOK na CBL?YouTube

    O escritor mostra, passo a passo, como emitir na CBL um ISBN para a obra digital.

    LeandroVSilvaYouTube ↗
  • Capa do post de @brulivretTikTok

    O perfil conta que um dono de editora aconselhou registrar o livro assim que ficasse pronto e reforça o conselho: uma ideia sozinha é difícil de provar, e um registro oficial ajudaria.

    @brulivretTikTok ↗
  • Capa do post de @pedroviejodesignTikTok

    Em sete slides, o perfil discute se, no Amazon KDP, vale usar o ISBN gratuito da plataforma ou ter um próprio (em espanhol).

    @pedroviejodesignTikTok ↗

O que está acontecendo

Como esta página foi feita

A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.

Autoria: Verse MediaRevisado em 18 out. 2026Passos conferidos em 18 out. 2026Publicado em 18 out. 202614 fontes · 13 no integral

Esta página parte do material de pesquisa da Verse sobre ISBN e metadados e de uma leitura própria das páginas de serviço da CBL, baixadas e lidas inteiras em outubro de 2026, quando foram conferidos os preços, os prazos e os campos do formulário. O lado internacional vem do manual da Agência Internacional do ISBN e de duas referências de fora, a ALLi e a Reedsy. Preço, prazo e formulário mudam: valem na data indicada.

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VERSE MEDIA. Registrar ISBN: como tirar o ISBN do seu livro no Brasil (passo a passo, custo e prazo). Enciclopédia Verse, 18 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/metadados-e-identificadores/isbn-e-metadados/como-tirar-isbn-no-brasil. Acesso em: [data].

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