Registrar ISBN: como tirar o ISBN do seu livro no Brasil (passo a passo, custo e prazo)
Para registrar o ISBN de um livro no Brasil, o autor se cadastra no portal da CBL, a Câmara Brasileira do Livro, preenche os dados da obra, paga R$ 28,60 e recebe o ISBN em até 2 dias úteis. O primeiro campo do formulário, o titular do ISBN, decide quem fica como editor do livro, e o número atribuído a ele não se transfere. "Registrar ISBN" registra uma edição e quem a publica, não a obra, que a lei protege sem registro.
Você abriu três páginas sobre ISBN e cada uma deu um preço, um prazo e um endereço diferente, uma delas mandando à Biblioteca Nacional. O livro está quase pronto, a plataforma oferece um número de graça, e você ainda não sabe se aceitar ou pagar o seu muda alguma coisa.
O pedido do ISBN feito na CBL sem erro, com cada campo do formulário decidido antes (em nome de quem sai, título, autoria, formato), sabendo quanto paga, quando chega, quando pedir outro número e onde imprimi-lo.
Leu três páginas com preços e prazos diferentes, uma mandando à Biblioteca Nacional, e não sabe se o ISBN registra o livro nem se deve pagar o seu ou aceitar o grátis da plataforma.
Nesta página
- Como registrar o ISBN de um livro na CBL, passo a passo
- Pessoa física pode tirar ISBN?
- Como preencher o pedido do ISBN: o que não dá para mudar depois
- Quanto tempo demora para sair o ISBN (e o que o preço inclui)
- Registrar ISBN registra o livro?
- ISBN próprio ou o grátis da plataforma?
- Nova edição precisa de outro ISBN?
- Onde colocar o ISBN no livro (e o que fazer depois que ele sai)
- Perguntas frequentes
- O que decidir antes de pagar o ISBN
Como registrar o ISBN de um livro na CBL, passo a passo
O pedido do ISBN é a ficha técnica da edição que vai sair: a CBL pede título, autoria, formato e classificação do livro, e o número nasce dela. A própria agência resume o caminho em quatro etapas: cadastrar-se, preencher os dados da obra, pagar e receber a carta com o ISBN, "em até 2 dias úteis". Tudo é online, no Portal de Serviços da CBL, com usuário e senha.
O formulário da obra vem em cinco blocos, nesta ordem.
- Dados da obra: o titular do ISBN, escolhido entre os titulares já cadastrados na conta; título; subtítulo, se houver; tipo de obra (individual, coleção ou série, com nome e número do volume); idiomas.
- Autoria: nome, papel e país de cada participante, como sairá no livro. A CBL pede todos, de autores e tradutores a organizadores e "todo o pessoal técnico".
- Dados complementares: se é tradução (com título e idioma originais), a veiculação (físico ou digital, com formato e dimensão ou extensão), o número da edição, o ano, a cidade e o estado, e os coeditores.
- Classificação: público, assunto, assunto pela tabela BISAC e palavras-chave.
- Arquivos: a folha de rosto, as primeiras páginas ou a obra inteira, e a sinopse. Ao enviar, o pedido vai para o carrinho, que se paga com cartão de crédito, boleto ou PIX.
O livro não precisa estar diagramado para pedir o número, mas título, autoria e editora, se houver, precisam estar fechados, diz a CBL. Também não há número mínimo de páginas: a agência cita a recomendação da norma técnica, que chama de livro a publicação de mais de 49 páginas, e diz não fazer exigência estrita, como nos livros infantis. O ISBN que sai começa por 978-65, o grupo que o Brasil usa em todo registro novo desde 2020; os números 978-85 são da época anterior. O que cada parte desses 13 dígitos quer dizer está nas páginas sobre o ISBN-13 e o prefixo de editor.
Ainda há páginas que descrevem a regra de antes de 2020. Até fevereiro daquele ano, a agência era a Fundação Biblioteca Nacional, como conta o guia sobre o ISBN do impresso e do e-book; página que manda ao antigo site do ISBN na Biblioteca Nacional, isbn.bn.br, está desatualizada. Até o manual da própria CBL, de 2020, falava em cadastro confirmado em um dia útil e emissão em até quatro; o site atual diz dois. Editora que tinha prefixo da época da Biblioteca Nacional precisou pedir de novo no sistema da CBL, sem custo.
Pessoa física pode tirar ISBN?
Pode, e ao pedir o autor passa a ser o editor da própria edição. A regra da CBL é direta: "Qualquer pessoa jurídica ou física, que pretenda publicar um livro, pode solicitar ISBN". Na página do serviço, a agência acrescenta que a pessoa física que publica de forma independente pede "assumindo a responsabilidade pela edição", e que a pessoa jurídica não precisa ser editora. Não há, portanto, exigência de CNPJ.
O autor que publica sozinho é o editor da própria edição: a Agência Internacional do ISBN, sediada em Londres e responsável por designar a CBL, chama de editor quem inicia a produção e normalmente arca com o custo e o risco, papel que pode ser do autor, o que se conhece como autopublicação. A CBL separa os casos: na edição do autor, o pedido sai em nome dele; se uma editora publica, quem pede é a editora; e o autor pode delegar o pedido a um terceiro.
Três situações têm regra própria. Com pseudônimo, só ele aparece na consulta pública do ISBN. O pedido em lote, que a CBL indica para editoras com muitos títulos (o manual dela de 2020 o restringia a pessoa jurídica), é o caminho de quem ainda não tem o título, porque no ISBN avulso título, autoria e características físicas são obrigatórios, enquanto no lote os dados de cada número entram depois. O ISBN também vale para livro distribuído de graça: a CBL atribui o número a publicações vendidas ou gratuitas.
Como preencher o pedido do ISBN: o que não dá para mudar depois
Título, autoria e formato precisam estar fechados antes do pedido: os dados do formulário ficam no registro, pelo menos uma loja os confere e a CBL não altera livro já publicado. A loja é a Amazon: quem publica no KDP, a plataforma de autopublicação dela, com ISBN próprio precisa informar título, autor e editora exatamente como estão registrados na agência, o KDP confere com o registro, e a divergência bloqueia a publicação; "unknown" ou "n/a" não são aceitos. A CBL, por sua vez, lista como dever do editor fornecer os metadados mínimos: formato, título, série, contribuinte, edição, idiomas, impressão, editor, país e data de publicação.
Corrigir é possível até certo ponto, e a própria CBL dá duas respostas. Numa pergunta do seu FAQ, diz que basta mandar um e-mail ao atendimento com o número e as alterações, que não mudam o ISBN nem o código de barras; na pergunta seguinte, diz que, se o livro já foi publicado e está no mercado, não é possível alterá-lo. Lidas juntas, a janela de correção é a da editoração: publicado o livro, mudança de peso pede outro número.
A ficha do pedido. O que cada campo do formulário fixa e o que acontece se ele mudar depois que o livro sai. Enquanto o livro está em editoração, a CBL aceita alteração por e-mail ao atendimento, sem mudar o número.
| campo | o que decidir antes de pedir | se mudar depois de publicado |
|---|---|---|
| titular do ISBN | você, pessoa física, ou a empresa ou selo que publica | não se transfere: outro editor, outro ISBN |
| título e subtítulo | o título definitivo, como vai na capa | título novo pede ISBN novo; subtítulo, conforme a importância da mudança |
| autoria | todos os participantes, com o nome como sai no livro e o papel de cada um; o pseudônimo, se houver | outro nome de autor pede ISBN novo |
| tipo de obra | individual, coleção ou série, com nome e volume | a CBL não altera livro já publicado |
| idioma | a língua desta edição | outra língua é outra edição, com outro ISBN |
| veiculação e formato | físico ou digital, formato e dimensão; um pedido por formato | outra forma (brochura para capa dura, PDF para EPUB, outra dimensão) pede ISBN novo |
| edição e ano | o número da edição, que só muda com alteração de conteúdo, título ou autoria | texto mudado além de correção de erro pede ISBN novo |
| classificação | público, assunto, BISAC e palavras-chave | a CBL não altera livro já publicado |
| arquivos | folha de rosto, primeiras páginas ou a obra; o miolo não precisa estar diagramado | não se aplica |
O campo de classificação pede o assunto pela tabela BISAC, que não é a categoria da Amazon; como escolher os códigos está no guia sobre BISAC, Thema e CDD.
Quanto tempo demora para sair o ISBN (e o que o preço inclui)
O número é a parte barata e rápida do pedido; o que encarece são os serviços ao lado, que a CBL vende à parte. Na tabela da agência conferida em outubro de 2026, o ISBN custa R$ 28,60 por título e sai em 2 dias úteis; o arquivo do código de barras custa R$ 41,20, também em 2 dias úteis, e a ficha catalográfica, R$ 68,60, em 1 dia útil.
A soma dos três por título e formato e a tabela completa, com o que cada serviço inclui, estão em quanto custa o ISBN.
A carta com o número é a entrega do pedido. A "declaração de registro do ISBN", que aparece na tabela por R$ 15,60, é outra coisa: um documento oficial que comprova o registro, pedido depois, um por ISBN, e que não aceita alteração depois de emitido. E o número não vence: a CBL diz que mesmo o ISBN comprado avulso pode ser usado quando convier, e que a data do registro não precisa ser a da publicação.
Registrar ISBN registra o livro?
Não. São três balcões diferentes, e nenhum é condição para a obra estar protegida, porque a lei protege a obra sem registro: o registro no Escritório de Direitos Autorais é uma faculdade do autor, o depósito legal guarda exemplares para a memória nacional, e o ISBN só identifica a edição.
A confusão começa na própria agência. A página do ISBN no site da CBL diz que o número serve, entre outras coisas, para "assegurar os direitos autorais do autor". A Agência Internacional diz o contrário no seu manual: o ISBN é um identificador e does not convey any form of legal or copyright protection (não confere nenhuma forma de proteção legal ou de direito autoral). A Lei 9.610, a lei de direitos autorais, resolve a questão no art. 18: "A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro", regra que o guia sobre como publicar um livro aplica a quem vai publicar. A ALLi, associação internacional de autores independentes, responde do mesmo jeito no seu guia sobre ISBN: o número é um identificador, um código de produto.
| ISBN | registro da obra | depósito legal | |
|---|---|---|---|
| onde | CBL | Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Biblioteca Nacional | Biblioteca Nacional, Divisão de Depósito Legal |
| para que serve | identificar a edição no comércio | registrar a obra em órgão público, se o autor quiser | guardar exemplares para a memória nacional |
| é obrigatório? | a Lei do Livro (Lei 10.753/2003) manda adotar, e o texto dela não traz multa | não: registrar é faculdade do autor | sim, com advertência e multa |
A lei sem artigo de multa é o que mostra o guia sobre partes de um livro. Quem quer registrar a obra o faz no EDA; o preço está no guia sobre como publicar um livro e o passo a passo, no guia sobre como registrar seu livro e proteger seus direitos. A CBL também vende, à parte, um registro de direito autoral próprio, por R$ 69,90; é outro serviço, que não vem com o ISBN. O depósito legal é obrigação separada do número comercial, como mostra o guia sobre o ISBN do impresso e do e-book; como cumpri-lo é tema do guia sobre ficha catalográfica, CIP e depósito legal.
ISBN próprio ou o grátis da plataforma?
O ISBN grátis dispensa os R$ 28,60, mas o editor que fica no registro tende a ser quem deu o número, não o autor. O aviso é da Agência Internacional, e a CBL o repete no seu manual: se um prestador de serviço atribui ao autor um ISBN da faixa dele, é provável que esse prestador apareça como editor nas bases de dados do ISBN. E o número fica preso a quem o recebeu: um ISBN não pode ser revendido, transferido nem reaproveitado em outra obra, e o formulário da CBL avisa que o número atribuído a uma pessoa, empresa ou selo é intransferível.
O caso documentado em regra oficial é o do KDP. O ISBN grátis que ele dá à brochura sai com o selo "Independently published" e só vale dentro do KDP, como detalha a página sobre o ISBN gratuito. A ALLi resume a diferença dizendo que o ISBN próprio faz do autor o publisher of record, o editor que fica no registro, no lugar da plataforma. O blog da Reedsy, referência de autopublicação em inglês, aponta a consequência de usar o grátis de cada plataforma num texto atualizado em outubro de 2025: o mesmo livro pode acabar com vários ISBNs e vários editores, o que, segundo o texto, pode atrapalhar a entrada em livrarias e bibliotecas.
O Clube de Autores, plataforma brasileira de impressão sob demanda, vende o ISBN em vez de dá-lo, por um preço que o guia sobre quanto custa publicar um livro registra. No texto em que oferece o serviço, o Clube afirma que, para o autor independente, "a editora é você mesmo" e que ele não é considerado editora para fins de registro do ISBN. É a afirmação da plataforma; quem quer ver o que ficou registrado confere na pesquisa pública da CBL, como mostra a última seção.
Há um caso em que nem o número é preciso, e o grátis sobra: o manual internacional descreve a publicação exclusiva de uma única plataforma, fora da cadeia de livrarias. Livro que vai chegar à cadeia de livrarias deve receber ISBN, diz o mesmo manual; a CBL lembra que o ISBN é indispensável para vender em livrarias e para entrar em licitações e compras públicas.
O pedido é à agência do país onde o editor está, qualquer que seja a loja: autor brasileiro pede à CBL mesmo para vender na Amazon americana. As plataformas que dão ISBN e o que cada uma fixa estão em ISBN gratuito; quando o número é exigido, em preciso de ISBN.
Nova edição precisa de outro ISBN?
Precisa quando a nova edição muda o produto ou quem o publica; reimpressão sem mudança, capa nova, preço novo e errata mantêm o número. Título, autor, texto, formato, língua e selo pedem ISBN novo. É a regra do manual da Agência Internacional; a CBL traz regra parecida no campo "Edição" do formulário, em que o número da edição só troca "quando há alguma alteração no conteúdo da obra, título ou autoria".
O subtítulo é o caso que o manual trata à parte. Ele diz que depende da importância da mudança e dá um exemplo: acrescentar A Kurt Wallander Mystery como subtítulo não pede ISBN novo.
O selo também tem nuance: o manual diz que em alguns países mudar o selo não exige número novo e manda consultar a agência; a CBL diz que o prefixo editorial identifica uma editora ou selo e não pode ser usado por outro selo, nem do mesmo grupo. Somadas, as duas regras indicam que, no Brasil, trocar de selo pede número novo. Cada formato do livro tem número próprio, como explica o guia sobre o ISBN do impresso e do e-book, e isso vale dentro do digital: EPUB e PDF vendidos em separado têm um ISBN cada.
Precisa de ISBN novo?
| o que muda | ISBN novo? |
|---|---|
| título | sim |
| subtítulo | depende da importância da mudança |
| nome do autor | sim |
| língua (tradução) | sim |
| editor ou selo | sim (o manual manda consultar a agência; na CBL, o prefixo é exclusivo do selo) |
| texto, além de correção de erro de impressão | sim |
| forma (brochura para capa dura, impresso para e-book, PDF para EPUB, outra dimensão) | sim |
| capa, cor da capa ou preço | não |
| errata | não |
| reimpressão sem mudança | não |
| passar a imprimir sob demanda, na mesma forma | não |
| EPUB 2 para EPUB 3, sem vender as duas ao mesmo tempo e sem que loja ou leitor precise distingui-las | não |
Onde colocar o ISBN no livro (e o que fazer depois que ele sai)
O ISBN só funciona impresso no lugar certo e com os mesmos dados que estão no registro; o resto do caminho, do código de barras ao depósito, é pedido ou dever à parte. Dentro do livro, a CBL manda pô-lo na página de créditos, dentro da ficha catalográfica, separado por hífens e precedido da sigla "ISBN". Fora, a lei manda que ele conste da quarta capa do livro impresso; o manual internacional recomenda o código de barras no quadrante inferior direito, perto da lombada, com o número legível logo acima.
No e-book, o lugar é a tela que mostra o título ou os direitos autorais, e o número vai também nos metadados embutidos no arquivo; a norma técnica brasileira pede que a versão digital traga o ISBN dela, não o do impresso.
Depois do número vêm quatro coisas, cada uma com seu caminho:
- Código de barras. A CBL o chama de imprescindível, mas a lei não o exige; quem o pede é o comércio, e o manual da CBL lembra que o ISBN em código de barras é o que os sistemas de ponto de venda das livrarias leem. Como gerar o arquivo está em código de barras do ISBN.
- Ficha catalográfica. A mesma lei que manda adotar o ISBN manda pôr a ficha, que é pedida à parte. Como pedir os dois juntos está em ISBN e ficha catalográfica, e o que a ficha exige, no guia sobre ficha catalográfica, CIP e depósito legal.
- Depósito legal. Publicado o livro, os exemplares vão à Biblioteca Nacional em até 30 dias corridos. Como mandá-los está em como fazer o depósito legal, e quem responde pela regra de 2026, no guia sobre ficha catalográfica, CIP e depósito legal.
- Conferência. Confira na pesquisa pública da CBL se o registro saiu como pedido; o passo a passo e o que cada campo mostra estão em como consultar um ISBN.
Perguntas frequentes
Quanto custa o ISBN?
Na CBL, R$ 28,60 por título e por formato, associado ou não, na tabela de outubro de 2026. Código de barras e ficha catalográfica são serviços pagos à parte; a tabela está em quanto custa o ISBN.
Existe ISBN gratuito?
Existe: plataformas como o KDP dão um ISBN delas. A plataforma tende a aparecer como editora e o número não se transfere; as opções estão em ISBN gratuito.
Preciso de ISBN para publicar e-book na Amazon?
Não: no KDP o ISBN é opcional para e-book, e a brochura e a capa dura pedem um, o grátis do KDP ou um próprio, como mostra o guia sobre como publicar um livro. Quando o número é exigido em cada canal está em preciso de ISBN.
Como gerar o código de barras do ISBN?
A CBL vende o arquivo à parte do número, entregue em 2 dias úteis. O código é o próprio ISBN-13 em símbolo EAN-13, e o que fazer com o arquivo está em código de barras do ISBN.
Dá para tirar ISBN e ficha catalográfica juntos?
Dá, os dois na CBL, mas são dois serviços pagos à parte: o ISBN sai em 2 dias úteis e a ficha, em 1 dia útil. A ordem e o custo do pedido conjunto estão em ISBN e ficha catalográfica.
Como saber se o ISBN do meu livro foi registrado?
Pela pesquisa pública da CBL, com o passo a passo em como consultar um ISBN.
Ainda se tira ISBN na Biblioteca Nacional?
Não. Desde 1º de março de 2020 a agência brasileira é a CBL, como registra o guia sobre o ISBN do impresso e do e-book; a Biblioteca Nacional segue com o depósito legal e o registro de obras.
Posso usar o ISBN do impresso no e-book?
Não. A CBL manda preencher de novo o formulário para o e-book, porque os campos mudam com o suporte, e o e-book sai com número próprio.
Numa coedição, cada editora pede o seu ISBN?
Pede: a CBL manda cada editora envolvida solicitar o próprio número, para identificar as duas na obra. A ficha catalográfica e o código de barras ficam com uma só delas.
O que decidir antes de pagar o ISBN
Antes de pagar, decida em nome de quem o ISBN sai e feche título, autoria e formato: o titular não muda, e o resto só se corrige enquanto o livro não sai. Peça um número por formato que vai à venda e confira o registro na pesquisa pública antes de cadastrar o livro nas lojas, com os mesmos dados.
Depois do número, o caminho segue pelos guias vizinhos: a ficha e o depósito em ficha catalográfica, CIP e depósito legal, a classificação em BISAC, Thema e CDD e a vitrine da Amazon em palavras-chave e categorias na Amazon.
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Guias que saem daqui
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Termos usados nesta página
Em breve
Quem fala sobre isso 4pessoas
- Felipe Lindosojornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e a leitura; foi diretor da Câmara Brasileira do Livro (bio da coluna no PublishNews, 2019)
Obra sobre o ISBN no Brasil: coluna no PublishNews sobre a passagem da agência do ISBN para a Câmara Brasileira do Livro (2019).
Página ↗ - Eleanor Pigggerente da agência de ISBN do Reino Unido e da Irlanda, na Nielsen Book, desde 2018 (bio do guia, 2020)
Obra sobre ISBN: assina o guia The AskALLi Ultimate Guide to ISBNs for Authors, da ALLi (2020).
Página ↗ - Martin Cavannaghprofissional de edição que assina guias para autores independentes no blog da Reedsy (bio da página, 2025)
Obra sobre ISBN: assina o guia How to Get an ISBN Number for Your Book, no blog da Reedsy (atualizado em 2025).
Página ↗ - David Wogahnconsultor de autopublicação e presidente da AuthorImprints, empresa de serviços de autopublicação (site dele, conferido em 2026)
Obra sobre registrar o livro: Register Your Book: The Essential Guide to ISBNs, Barcodes, Copyright, and LCCNs (edição de 2020).
Página ↗
O que a rede diz 6 vozes
YouTubeO vídeo responde às dúvidas de preenchimento do pedido de ISBN no então novo sistema da CBL, para quem precisa registrar o livro e não sabe como.
Renan BatistoniYouTube ↗
YouTubeO vídeo explica como pedir o ISBN e o registro do livro e qual a diferença entre os dois, avisando que o pedido passou a ser feito na CBL, e não mais na Biblioteca Nacional.
Elyana Gonçalves - Youtube MarketingYouTube ↗
YouTubeO vídeo pesa os pontos positivos e negativos de registrar ISBN para e-book, e o título apresenta o número como um jeito de evitar a pirataria.
Sandrival Matos | Conta JuntoYouTube ↗
YouTubeO escritor mostra, passo a passo, como emitir na CBL um ISBN para a obra digital.
LeandroVSilvaYouTube ↗
TikTokO perfil conta que um dono de editora aconselhou registrar o livro assim que ficasse pronto e reforça o conselho: uma ideia sozinha é difícil de provar, e um registro oficial ajudaria.
@brulivretTikTok ↗
TikTokEm sete slides, o perfil discute se, no Amazon KDP, vale usar o ISBN gratuito da plataforma ou ter um próprio (em espanhol).
@pedroviejodesignTikTok ↗
O que está acontecendo
- O APAGÃO DE DADOS SOBRE LIVROS NO BRASIL ↗
As falhas da base do ISBN, que identifica as publicações no país
- 80 anos da CBL: trajetória que se renova para construir o futuro do livro no Brasil ↗
"Completar 80 anos é mais do que celebrar uma trajetória. É reconhecer a capacidade de uma instituição de acompanhar as transformações do país, enfrentar diferentes desafios e renovar sua atuação sem perder de vista seus princípios. Ao chegar a oito décadas de existência, a Câmara Brasileira do Liv…
- CBL passa a oferecer ISNI para autores e editoras ↗
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) passou a oferecer o registro do International Standard Name Identifier (ISNI) em seu portal de serviços. O identificador internacional permite atribuir de forma única e padronizada a autoria de obras criativas, ajudando a eliminar ambiguidades entre nomes semelhan…
- Book Output Topped Four Million in 2025 ↗
The total number of books published in the U.S. in 2025 jumped 32.5% over 2024, according to statistics compiled by Bowker, led by a boom in self-published titles. The number of traditionally published books released last year rose 6.6%, to 642,242.
A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.
Esta página parte do material de pesquisa da Verse sobre ISBN e metadados e de uma leitura própria das páginas de serviço da CBL, baixadas e lidas inteiras em outubro de 2026, quando foram conferidos os preços, os prazos e os campos do formulário. O lado internacional vem do manual da Agência Internacional do ISBN e de duas referências de fora, a ALLi e a Reedsy. Preço, prazo e formulário mudam: valem na data indicada.
Lidas no texto integral
- CBL Serviços (Agência Brasileira do ISBN), "Como solicitar um ISBN?", "Dúvidas frequentes ISBN", "ISBN em lotes", "Preços e prazos", "Declaração de registro do ISBN", "Responsabilidades do editor", "Atribuição do ISBN" e "ISBN", cblservicos.org.br, consultadas em 18/10/2026
- Agência Brasileira do ISBN / CBL, Manual do Usuário ISBN, São Paulo, 2020
- International ISBN Agency, ISBN Users' Manual, International Edition, 7ª ed., Londres, 2017
- International ISBN Agency, "What is an ISBN?" e "Changes in arrangements for ISBN in Brazil" (17/12/2019), isbn-international.org
- Lei 10.753, de 30/10/2003 (Política Nacional do Livro), art. 6º
- Lei 9.610, de 19/02/1998 (direitos autorais), arts. 18 e 19
- Fundação Biblioteca Nacional, Instrução Normativa nº 001, de 18/06/2026 (depósito legal)
- Fundação Biblioteca Nacional / EDA, "Tabela de retribuição", 2026
- ABNT, NBR 6029:2023, Informação e documentação — Livros e folhetos — Apresentação, 3ª ed.
- Amazon KDP, ajuda, "What is an ISBN and Imprint?", consultada em 18/10/2026
- Clube de Autores, blog, "O que é ISBN e como obter o registro? Guia 2026", atualizado em 04/06/2026
- ALLi (Alliance of Independent Authors), "The AskALLi Ultimate Guide to ISBNs for Authors", 2020, modificado em 14/10/2024
- Reedsy, "How to Get an ISBN Number for Your Book", atualizado em 15/10/2025
Lidas em resumo ou pela referência
VERSE MEDIA. Registrar ISBN: como tirar o ISBN do seu livro no Brasil (passo a passo, custo e prazo). Enciclopédia Verse, 18 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/metadados-e-identificadores/isbn-e-metadados/como-tirar-isbn-no-brasil. Acesso em: [data].
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