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Como classificar um livro: BISAC, Thema e CDD, e quem escolhe cada um

Classifica-se um livro em três sistemas: o do comércio, o BISAC (ou o Thema, no comércio internacional), escolhido pelo autor no pedido de ISBN e nas distribuidoras; o da biblioteca, a CDD ou a CDU, posta pelo bibliotecário na ficha catalográfica; e o da loja, as categorias da Amazon, escolhidas na KDP. Dos três, o que quem publica escolhe e que circula por toda a cadeia do livro é o BISAC, que tem código para o autor brasileiro, FIC089000; na CDD oficial, toda a literatura brasileira cai no 869.

Você chegou ao pedido de ISBN e o formulário quer o assunto BISAC, numa lista inteira em inglês. Alguém disse que o livro também precisa de CDD, e você não sabe se é você quem escolhe, nem se o seu romance é o Romance da lista.

O que você leva

Saber, para o próprio livro, quais códigos de assunto ele leva, quem escolhe cada um e onde cada um é pedido (ISBN da CBL, ficha catalográfica, plataformas), com o BISAC e o Thema do gênero dele na mão e o número de CDD que a ficha vai trazer.

Pra quem é

O formulário do ISBN pediu o assunto BISAC e a lista está em inglês; leu que o livro precisa de CDD e não sabe se é ele quem escolhe; não sabe se o romance dele é Romance no BISAC nem se precisa do Thema.

Nesta página
  1. BISAC, Thema, CDD: qual a diferença e qual o seu livro precisa?
  2. Quantos códigos BISAC usar e em que ordem?
  3. Preciso do Thema?
  4. Quem dá a CDD do livro e o que ela diz sobre ele?
  5. Como classificar o livro por gênero e por faixa etária?
  6. Quais códigos BISAC e Thema usar em cada gênero?
  7. A classificação faz o livro vender mais?
  8. Perguntas frequentes
  9. Onde cada código entra, na ordem
Estante de biblioteca com fileiras de livros de lombadas variadas.
Cada livro numa estante já foi classificado por alguém, em um dos sistemas que a página compara. Foto de Pixabay no Pexels

Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.

BISAC, Thema, CDD: qual a diferença e qual o seu livro precisa?

Cada sistema serve a um leitor diferente, e o autor brasileiro encontra cada um num balcão. O BISAC é a etiqueta de assunto da cadeia comercial: na reportagem "The Dewey Dilemma", de 2009, da Library Journal, revista americana de bibliotecas, a autora, Barbara Fister, descreve a categoria como decidida em geral pela editora, muitas vezes pelo editor do livro, e usada em toda a distribuição, por empresas como Amazon, Baker & Taylor, Barnes & Noble, Bowker e Ingram, sem que o comprador a veja.

No Brasil, o primeiro encontro com ele é o pedido de ISBN: o formulário da Câmara Brasileira do Livro (CBL) tem um campo de assunto BISAC, como mostra o guia sobre como tirar o ISBN no Brasil. A CDD e a CDU servem a outro leitor, a biblioteca, e chegam ao livro pela ficha catalográfica, que traz a classificação junto dos outros campos. A loja é o terceiro leitor: em 2009, a Library Journal listava a Amazon entre as empresas que usam o BISAC das editoras, mas hoje o painel da KDP, a autopublicação da Amazon, não pede BISAC, e sim três categorias da própria loja.

Os sistemas e quem os pede.

sistema quem mantém para quem serve onde o autor brasileiro o encontra
BISAC BISG (Book Industry Study Group), dos Estados Unidos cadeia comercial: editoras, distribuidoras, lojas pedido de ISBN da CBL; Metabooks, onde é obrigatório; IngramSpark; Google Play Livros
Thema EDItEUR, a mesma organização do ONIX comércio internacional IngramSpark, que o recomenda além do BISAC
CDD OCLC, cooperativa americana de bibliotecas, dona dos direitos bibliotecas ficha catalográfica
CDU UDC Consortium bibliotecas ficha catalográfica
categorias da Amazon a própria Amazon a vitrine da loja painel da KDP, três por livro

A França mantém a sua, a classificação temática da CLIL, comissão de livreiros e distribuidores franceses, que a EDItEUR mapeia para o Thema.

Quantos códigos BISAC usar e em que ordem?

Até três códigos, cada um o mais específico possível e em ordem de importância: é a regra do BISG. Para quem publica ficção, o gênero vai na primeira vaga, e o autor brasileiro tem um código próprio para a segunda, FIC089000, o da literatura do Brasil.

O comitê do BISG que mantém a lista recomenda no máximo três cabeçalhos, e menos quando poucos já descrevem o livro inteiro; pede o código mais específico possível, desaconselha dar ao mesmo livro o específico e o geral correspondente e põe os assuntos em ordem de importância, com o primeiro como principal. Na maioria dos casos, ficção não se mistura com não ficção, e os cabeçalhos infantis (JUVENILE) e juvenis (YOUNG ADULT) não se usam entre si nem com os de outra seção. A edição em vigor é a de 2025, lançada em dezembro daquele ano, com 54 seções e cerca de 6 mil códigos de nove caracteres; uma nova sai a cada outono do hemisfério norte.

O código da origem é o que os guias em inglês não ensinam ao brasileiro. A lista de ficção tem FIC089000, FICTION / World Literature / Brazil, ao lado de Portugal, Argentina, Chile e México, e o BISG explica que esses códigos marcam a origem do autor, e não o cenário nem a língua do livro: o de Portugal vale só para autor português. Há também códigos de região e de grupo, como Places / Caribbean & Latin America (FIC147000) e Hispanic & Latino, que dizem outra coisa.

Na nossa leitura, como o primeiro código é o principal e o BISG manda pôr o gênero primeiro nas coletâneas, a ordem defensável é o gênero na primeira vaga e FIC089000 na segunda.

Na poesia, a mesma regra dá menos: não há código do Brasil, e o poeta brasileiro cai num bloco regional, POE012000, POETRY / Caribbean & Latin American. Dois rótulos pedem cuidado. Literary (FIC019000) fica a critério de quem classifica, para obras tidas como de valor literário; e FIC000000, FICTION / General, a IngramSpark, distribuidora americana de impressão sob demanda, chama de quase desperdício de uma das vagas, a usar só quando não há código melhor. A IngramSpark também pede os mesmos códigos no impresso e no e-book da mesma obra.

Como achar o código certo fora da tabela desta página, seção por seção, está em códigos BISAC.

Quantas vagas preencher é, na nossa leitura, onde a IngramSpark e uma livreira ouvida pela Publishers Weekly em 2025 puxam para lados opostos. A IngramSpark recomenda usar os três códigos para o maior alcance e, se possível, tirá-los de seções diferentes, como a memória de uma atriz e comediante classificada em biografia e em humor. A dona da Charis Books, livraria de Decatur, nos Estados Unidos, critica o autopublicado que escolhe o código para aparecer no maior número de lugares e põe na busca da loja livros que ela nunca venderia.

O próprio BISG lembra que vários gêneros já têm o subtítulo Collections & Anthologies, o que reduz a necessidade de mais códigos. Lidas juntas, as posições pedem três códigos só quando os três são verdadeiros.

Preciso do Thema?

Para vender no Brasil, na nossa leitura, não: a Metabooks, plataforma de metadados usada pelo mercado brasileiro, diz na orientação de ONIX que o BISAC é obrigatório e descreve o Thema como vantagem para o mercado alemão. A plataforma nasceu de uma joint venture entre a CBL e a associação alemã de editoras e livrarias. O exemplo de Thema que ela dá é um romance biográfico sobre corrupção política no Brasil, com o código FC (ficção biográfica) e o JPZ (corrupção política), na versão 1.2 e com os rótulos em alemão.

A IngramSpark sugere somar códigos Thema aos BISAC para o mercado global: é para quem distribui fora do Brasil que o Thema pesa. A versão vigente é a 1.6, de 31 de outubro de 2024, com tradução oficial para o português do Brasil, e a EDItEUR publica o mapa do BISAC 2025 para o Thema 1.6.

As regras de escolha se parecem com as do BISAC: o primeiro código é o assunto principal, não se somam um código e o seu ancestral, e é muito raro precisar de mais de três ou quatro categorias. A tradução em português do navegador oficial diz "mais de quatro" onde o inglês diz three or four, e deixa notas sem tradução; na dúvida, convém conferir a página em inglês.

O que muda de verdade é o país. No BISAC, World Literature / Brazil diz de onde é o autor, e não onde a história se passa; no Thema, o qualificador de lugar do Brasil, 1KLSB, diz justamente o cenário, e a EDItEUR proíbe usá-lo para a nacionalidade do autor. Para a literatura do Brasil, o Thema tem outro qualificador, 5TK-BR-A, para obra associada ao Brasil ou à cultura brasileira.

Na ficção adulta, o código principal do Thema tem de começar por F, e Short stories (FYB) acompanha, mas em geral não é o principal, o oposto do BISAC, em que os contos de um autor têm código pleno. A comparação ponto a ponto entre os dois sistemas está em BISAC vs Thema.

Quem dá a CDD do livro e o que ela diz sobre ele?

Gavetas de madeira de um fichário de biblioteca com fichas catalográficas.
A CDD nasceu para ordenar fichas e estantes de biblioteca, e é o bibliotecário que a atribui ao livro. Foto de Tima Miroshnichenko no Pexels

Quem põe a CDD é o bibliotecário que faz a ficha catalográfica, e a ficha da CBL pode trazer, no lugar dela, a CDU ou a NLM, como mostra o guia sobre como fazer a ficha catalográfica do livro. Para a literatura, a CDD diz a língua, e não o gênero comercial: pela tabela, um romance policial, uma fantasia e uma história de amor de autor brasileiro caem no mesmo 869.

O 869 é o número da literatura em português na CDD oficial, e a literatura brasileira não tem número próprio. Fichas brasileiras, como a de Memórias póstumas de Brás Cubas lida campo a campo em ficha catalográfica: exemplo e modelo, escrevem B869, com um B na frente, opção que a própria CDD prevê para separar as literaturas em português de cada país, como mostra a tabela CDD. A CDD pertence à OCLC, e a história do sistema está no termo CDD.

Na estante, o número diz ainda menos. A biblioteca de Frankfort, em Illinois, disse à Library Journal em 2009 que ela e outras bibliotecas públicas americanas tinham começado anos antes a tirar da CDD a ficção e a biografia; na enquete da revista, um bibliotecário conta que a sua biblioteca põe a ficção por sobrenome do autor, às vezes por gênero. Onde achar a tabela e que número a ficha costuma dar ao livro de literatura está em tabela CDD.

Como classificar o livro por gênero e por faixa etária?

Gênero e idade se dizem no BISAC e no Thema, e os dois escrevem a idade de jeitos diferentes. No BISAC, o gênero é a subseção da ficção: FIC009000 para fantasia, FIC022000 para mistério e policial, FIC015000 para terror; no Thema, é o código F do gênero, como FM para fantasia e FF para crime e mistério.

A palavra "romance" engana quem traduz. Em português ela nomeia toda narrativa longa de ficção, e o regulamento do Prêmio Jabuti de 2026 define romance como "literatura ficcional em prosa longa", como mostra o guia sobre conto, crônica ou novela. Na nossa leitura das subseções da lista, Romance (FIC027000) é, no BISAC, a seção das histórias de amor, e um romance literário sem trama amorosa vai em Literary ou no gênero dele.

No BISAC, a idade vem na seção: Juvenile Fiction é para crianças de 0 a 11 anos e Young Adult Fiction para jovens de 12 a 18, segundo o BISG, e as duas não se misturam entre si nem com a ficção adulta. A IngramSpark escreve 12 a 17 para o juvenil: a fronteira muda conforme quem escreve a regra. A troca de seção muda até o nome do gênero: o romance de amor infantil é JUVENILE FICTION / Love & Romance (JUV026000), e o juvenil, YOUNG ADULT FICTION / Romance / General (YAF052000).

O Thema recusa os nomes: usa números de idade, os qualificadores 5A, porque nomes como juvenile, middle grade e young adult têm sentidos diferentes de país para país. Todo livro infantil ou juvenil leva um qualificador de idade inicial (5AH a partir de 7 anos, 5AK a partir de 9, 5AN a partir de 12); o código Y é sempre o principal e, na ficção infantil e juvenil, é um YF, como YFH para fantasia.

No pedido de ISBN da CBL, o público entra num campo próprio, ao lado do assunto. Esse campo não se confunde com a classificação indicativa do Ministério da Justiça, que, pela Portaria nº 502, de 2021, informa a idade de espetáculos, rádio e televisão, cinema, vídeo sob demanda, jogos, aplicativos e RPG; o livro não está na lista.

Quais códigos BISAC e Thema usar em cada gênero?

A tabela abaixo dá o primeiro e o segundo código BISAC e o código Thema de onze tipos de livro, da ficção adulta à poesia, ao infantil e às memórias, com os rótulos como estão nas listas oficiais, conferidas em outubro de 2026.

O mesmo livro em BISAC e Thema, por gênero.

Os códigos do seu livro, gênero por gênero
livro BISAC, 1º código BISAC, 2º código Thema
romance literário de autor brasileiro FIC019000 Literary FIC089000 World Literature / Brazil FBA + 5TK-BR-A
fantasia FIC009000 Fantasy / General (épica: FIC009020) FIC089000, se o autor é brasileiro FM (épica: FMB)
policial e mistério FIC022000 Mystery & Detective / General FIC089000, se o autor é brasileiro FF
thriller e suspense FIC031000 Thrillers / General (suspense: FIC030000) FIC089000, se o autor é brasileiro FH
terror FIC015000 Horror / General FIC089000, se o autor é brasileiro FK
romance de amor contemporâneo FIC027020 Romance / Contemporary FIC089000, se o autor é brasileiro FRD
contos de um autor o código do gênero FIC029000 Short Stories (single author) o código F do gênero + FYB
poesia de autor brasileiro POE012000 Caribbean & Latin American nenhum DCF
infantil de fantasia, a partir de 7 anos JUV037000 Fantasy / General nenhum YFH + 5AH
juvenil de fantasia, a partir de 12 anos YAF019000 Fantasy / General nenhum YFH + 5AN
memórias BIO026000 Memoirs nenhum DNC

A ordem dos códigos e a escolha entre eles é leitura nossa sobre as regras: FIC089000 vai em segundo porque o primeiro código é o principal, e não entra nos livros infantis e juvenis porque essas seções não se misturam com a ficção adulta; 5TK-BR-A é para obra associada ao Brasil, e o 1KLSB só entra quando a história se passa no Brasil. A CDD fica fora da tabela, porque o número é do bibliotecário; o de partida da literatura brasileira está em tabela CDD.

A classificação faz o livro vender mais?

O que se mede é o metadado completo, e o BISAC entra como uma das peças: no estudo da Nielsen Book de 2016 nos Estados Unidos, o conjunto básico de metadados incluía o código BISAC, e os títulos com o conjunto completo e capa venderam em média 75% mais; o estudo mede correlação de médias por ISBN, não causa.

Na nossa leitura, o código pesa onde a estante é montada por regra. O Google Play Livros diz que os gêneros da loja se baseiam no BISAC e converte qualquer outro padrão para o equivalente BISAC; na distribuição americana, o código atravessa a cadeia sem que o comprador o veja. A IngramSpark afirma que livreiro e bibliotecário pulam o título que não se deixa classificar à primeira vista, sem dado que o meça.

Onde o livreiro monta a estante, o código pesa menos. Ouvidos pela Publishers Weekly em 2025, dois livreiros independentes americanos trataram o BISAC como ferramenta menor ou arriscada de seguir à risca: a Next Chapter Books, de St. Paul, arruma cerca de 9 mil livros em 45 categorias próprias, guiadas por dado de venda, e a Book Passage, na Califórnia, diz que seguir o BISAC à risca arrisca isolar subcategorias num gueto.

Uma biblioteca americana foi pelo caminho oposto ao desses livreiros. Em 2007, a Perry Branch Library, em Gilbert, no Arizona, abriu com a não ficção organizada por um sistema adaptado do BISAC, e o distrito de bibliotecas do condado de Maricopa justificou a troca com uma pesquisa anual em que 75% dos usuários disseram ir à biblioteca para folhear. A circulação média subiu de 28.693 no ano fiscal 2007/08 para 39.693 em 2008/09, numa unidade nova, com mais poltronas e sinalização, e o número não isola o efeito do código.

Perguntas frequentes

Quantos códigos BISAC posso usar?

Até três, pela recomendação do BISG, e menos quando poucos já descrevem o livro inteiro. O primeiro é o principal, e cada um deve ser o mais específico possível; a lista seção por seção está em códigos BISAC.

Quantos códigos BISAC existem?

Cerca de 6 mil, em 54 seções, na edição de 2025; cada código tem nove caracteres. A lista muda uma vez por ano, no outono do hemisfério norte.

Qual é o código BISAC de literatura brasileira?

Na ficção, FIC089000, FICTION / World Literature / Brazil, que marca a origem do autor, e não o cenário. Na poesia não há código do Brasil: o mais próximo é POE012000, POETRY / Caribbean & Latin American.

A KDP pede código BISAC?

Não. No painel da KDP o autor escolhe três categorias da própria loja da Amazon, e a página de ajuda não menciona o BISAC; como escolher as categorias está em palavras-chave e categorias na Amazon.

Qual é a CDD da literatura brasileira?

Na CDD oficial, 869, o número da literatura em português; fichas brasileiras escrevem B869, com um B na frente. O número completo é dado pelo bibliotecário, e a tabela está em tabela CDD.

O número da CDD muda onde o livro fica na estante?

Na ficção, nem sempre: a biblioteca de Frankfort, em Illinois, e outras bibliotecas públicas americanas já tiravam a ficção da CDD, e um bibliotecário ouvido pela Library Journal em 2009 conta que a sua a põe por sobrenome do autor, às vezes por gênero. Algumas filiais foram além e trocaram a CDD por categorias de livraria.

Onde consultar a lista BISAC?

No site do BISG, que deixa consultar a lista inteira de graça, seção por seção; baixá-la para usar num sistema pede licença paga. Como achar o código certo está em códigos BISAC.

Qual a diferença entre CDD e CDU?

A CDD é americana, da OCLC, organizada em dez classes; a CDU nasceu dela, na Bélgica, como sistema internacional e facetado, e pertence ao UDC Consortium. As duas chegam ao livro pela ficha catalográfica, postas pelo bibliotecário.

Onde cada código entra, na ordem

Linha com três etapas em ordem: pedido de ISBN, ficha catalográfica e plataformas, com o código de cada uma.
O BISAC entra primeiro, no pedido de ISBN; a CDD vem com a ficha; as plataformas repetem o BISAC e acrescentam Thema e categorias. Diagrama: Verse

O BISAC vem primeiro, no pedido de ISBN, e vale escolhê-lo antes, com a tabela acima, já que as plataformas pedem o mesmo código depois. A CDD vem com a ficha catalográfica, feita pelo bibliotecário, como mostra o guia sobre ficha catalográfica, CIP e depósito legal. Depois, nas plataformas: os mesmos códigos BISAC no impresso e no e-book, o Thema se o livro vai para fora pela distribuidora, e as três categorias da loja na KDP.

O resto do caminho está nos guias vizinhos: o número em como tirar o ISBN no Brasil, a ficha e o depósito em ficha catalográfica, CIP e depósito legal e a vitrine da Amazon em palavras-chave e categorias na Amazon.

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Termos usados nesta página

TermoThemaThema é o esquema de categorias de assunto para o comércio global de livros, publicado pela EDItEUR, a mesma organização que mantém o ONIX.TermoEDItEUREDItEUR é o órgão de padrões comerciais das cadeias globais de livros, e-books, audiolivros e periódicos, com sede registrada em Londres, segundo o próprio site.TermoONIX for BooksONIX for Books é, nas palavras da EDItEUR, o padrão internacional para representar e comunicar informação de produto da indústria do livro.TermoMetadadosMetadados são dados que descrevem outros dados: nas palavras do tesauro da UFRGS, "dados sobre dados".TermoBISAC vs ThemaBISAC vs Thema é a comparação entre as duas listas de categorias de assunto que o comércio de livros usa para classificar um título: o BISAC, mantido pelo comitê de códigos de assunto do BISG, nos Estados Unidos, e o Thema, publicado pela EDItEUR e apresentadoTermoCDD (Classificação Decimal de Dewey)CDD (Classificação Decimal de Dewey) é um esquema de classificação de bibliotecas que divide o conhecimento em dez classes principais, criado por Melvil Dewey (1851–1931), autor do folheto de 1876 que lhe deu origem, e hoje de propriedade da OCLC, cooperativa TermoCDU (Classificação Decimal Universal)CDU (Classificação Decimal Universal) é um esquema de classificação de bibliotecas, derivado da CDD, criado na Bélgica por Paul Otlet e Henry La Fontaine, que permite construir números compostos e é hoje gerido pelo UDC Consortium.TermoCLILCLIL é a sigla da Commission de liaison interprofessionnelle du livre, que, segundo o ActuaLitté, publicou em 2013 uma nova classificação temática e administrava o Fichier Exhaustif du Livre (FEL), um catálogo comercial de livros.TermoBISAC (BISAC Subject Headings)BISAC (BISAC Subject Headings) é a lista de cabeçalhos de assunto que o BISG mantém para classificar livros no comércio, sobretudo no norte-americano.TermoBISG (Book Industry Study Group)BISG (Book Industry Study Group) é a organização de associados do mercado de livros dos Estados Unidos, com sede em Nova York, que reúne quem produz, vende e empresta livros em torno de dados, pesquisa e padrões.TermoONIX 3.0ONIX 3.0 é a versão do ONIX for Books, o padrão em XML da EDItEUR para informação de produto do livro, publicada em 2009, que trocou o formato separado de atualização da 2.1 por "block updates".TermoBIC Subject CategoriesBIC Subject Categories são o esquema de classificação de assunto da Book Industry Communication (BIC), desenvolvido para o comércio de livros britânico; a BIC anunciou o fim do esquema para fevereiro de 2024, em favor do Thema.TermoONIX para Audiolivros / AcessibilidadeONIX para audiolivros e acessibilidade é o conjunto de campos do ONIX for Books, o padrão internacional para comunicar informação de produto da indústria do livro, que declara no registro de um título digital ou de um audiolivro quais recursos de acessibilidadTermosameAs / Wikidata (DefinedTerm)sameAs é a propriedade do schema.org que traz a URL de uma página de referência que indica sem ambiguidade a identidade do item, como a página do item no Wikidata, a da Wikipedia ou o site oficial; aplicada a um DefinedTerm, a palavra, o nome, a sigla ou a fra

Em breve

bisaccddcdubisgclil

Quem fala sobre isso 5pessoas

  • Barbara Fisterbibliotecária e escritora americana; foi bibliotecária e professora no Gustavus Adolphus College, onde é professora emérita (Wikipedia, conferida em 2026)

    Obra sobre classificação de livros em bibliotecas: a reportagem "The Dewey Dilemma", sobre bibliotecas que trocaram a CDD por categorias adaptadas do BISAC (Library Journal, 2009).

    Página ↗
  • Claire Kirchjornalista; assina reportagem na Publishers Weekly em 2025

    Obra sobre o BISAC na livraria: a reportagem "What's a Bookseller to Do with BISAC Codes?", com livreiros independentes americanos (Publishers Weekly, 2025).

    Página ↗
  • Marcelo Nair dos Santosprofessor do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), doutor em Ciência da Informação; docente de Representação Temática III, a disciplina de classificação decimal (plano de ensino de 2022)

    Obra sobre a CDD na literatura: o manual "Classificação Decimal de Dewey: classificação das obras literárias", com a seção sobre separar e nacionalizar as literaturas (UFES, 2010).

    Página ↗
  • Chris Saynoreditor de padrões (Standards Editor) da EDItEUR, a organização que mantém o Thema e o ONIX, em 2021 (bio do texto)

    Obra sobre o assunto principal no Thema: o texto "The importance of <MainSubject/> in your ONIX", sobre escolher o código principal e não somar o código geral (BookNet Canada, 2021).

    Página ↗
  • Connie Harbisondiretora de garantia de qualidade da Baker & Taylor e presidente do comitê do BISG que mantém o BISAC (Subject Codes Committee), segundo a bio do BISG de dezembro de 2025

    Cargo no BISAC: preside o comitê do BISG que mantém a lista de códigos e apresentou a atualização de 2025 (BISG, 2025).

    Página ↗

O que a rede diz 3 vozes

  • Capa do post de @carolinefawleyTikTok

    A booktoker propõe entender de uma vez a tal da classificação indicativa dos livros, olhando para os romances e as fantasias que circulam no booktok.

    @carolinefawleyTikTok ↗
  • Capa do post de Bibliocanto UFMG: Como organizar os livros de literatura de diferentes gêneros?YouTube

    O canal de biblioteconomia da UFMG sugere que a biblioteca escolar classifique a literatura primeiro pelo público, como o infantojuvenil, e depois só faça uma marcação para separar os gêneros.

    Bibliocanto UFMGYouTube ↗
  • Capa do post de Biblio Responde: Classificação Decimal de Dewey - Praticando 1YouTube

    O canal de biblioteconomia chama para praticar a Classificação Decimal de Dewey com exercícios, e deixa as lâminas da aula para baixar.

    Biblio RespondeYouTube ↗

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A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.

Autoria: Verse MediaRevisado em 18 out. 2026Passos conferidos em 18 out. 2026Publicado em 18 out. 202625 fontes · 19 no integral

Esta página parte do material de pesquisa da Verse sobre ISBN e metadados e de uma leitura própria das listas oficiais do BISAC e do navegador do Thema, conferidas código a código em outubro de 2026, das orientações da Metabooks, do Google Play Livros, da IngramSpark e da KDP, e das páginas da CBL sobre o pedido de ISBN e a ficha. O debate sobre bibliotecas e livrarias vem de reportagens da *Library Journal* e da *Publishers Weekly* e da página de prêmios da NACo sobre o caso de Maricopa. A tabela de códigos por gênero e a ordem dos códigos são leitura nossa sobre as regras, marcada no texto. Listas mudam a cada edição: valem na data indicada.

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Lidas em resumo ou pela referência

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VERSE MEDIA. Como classificar um livro: BISAC, Thema e CDD, e quem escolhe cada um. Enciclopédia Verse, 18 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/metadados-e-identificadores/isbn-e-metadados/bisac-thema-cdd. Acesso em: [data].

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