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Sites parecidos com o Wattpad para publicar sua história

Para quem escreve, os sites parecidos com o Wattpad se separam pelo que pedem em troca. Os de fanfic e de web serial, como o Spirit, o Archive of Our Own e o Royal Road, não pagam o autor ou deixam o dinheiro correr por fora, e não pedem exclusividade. Os apps que pagam, como GoodNovel, Dreame e Webnovel, pagam uma parte da receita (a GoodNovel e o Dreame, também bônus por meta de escrita), em troca de contrato, muitas vezes exclusivo e de longo prazo. E três alternativas que listas seguiram recomendando, uma delas em abril de 2026, fecharam ou estão fechando: Kindle Vella, Radish e Tapas. Em português, fora do Wattpad, a comunidade de quem escreve está nos sites brasileiros de fanfic, como o Spirit, que proíbe vender, e o +Fiction (antigo Nyah!), cujos termos não foram conferidos; entre os apps que pagam, GoodNovel e Dreame têm site em português. Por que o próprio Wattpad não paga quem escreve em português está em como ganhar leitores (e dinheiro) no Wattpad.

Você já sabe que o Wattpad não paga quem escreve em português e foi procurar outro lugar para postar a mesma história. Cada site que abriu prometia algo diferente, sem deixar claro, de cara, o que ia pedir de volta.

O que você leva

A comparação entre os sites parecidos com o Wattpad — quem paga, o que cada um exige em troca (exclusividade, cessão de direitos) e quais já fecharam — para decidir onde postar a mesma história.

Pra quem é

Foi procurar outro site para postar a mesma história depois de descobrir que o Wattpad não paga em português, e cada site prometia algo diferente sem deixar claro o que ia pedir de volta em direitos.

Nesta página
  1. Quais são os sites parecidos com o Wattpad?
  2. Qual site parecido com o Wattpad paga?
  3. Onde estão os leitores em português?
  4. Dá para postar a mesma história em mais de um site?
  5. Do que depende a escolha
  6. Exemplo: *Dungeon Crawler Carl*, do Royal Road à Penguin

Quem procura onde ler cai nos mesmos sites, mas a pergunta aqui é de quem posta. O Webtoon, da mesma empresa dona do Wattpad, é de quadrinho: os termos dele definem o conteúdo do serviço como webcomics e quadrinhos digitais.

Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.

Quais são os sites parecidos com o Wattpad?

São de três famílias, e o que as separa é o documento que o autor aceita ao postar: os termos de uso que só pedem licença para exibir (Royal Road, Inkitt, Wattpad), os que proíbem ganhar dinheiro (Spirit, AO3) e o contrato que cede direitos em troca de pagamento (GoodNovel, Dreame, Webnovel). A tabela reúne o que os documentos de cada um diziam em 24/09/2026; os contratos de autor, que não são públicos, estão na versão que o Writer Beware analisou.

Onde postar a sua história, site a site
site quem opera português como o autor ganha o que o autor cede estado em 24/09/2026
Wattpad (a régua) Webtoon Entertainment aceito para publicar Originals só em seis idiomas, sem o português; prêmios dos Wattys licença não exclusiva, para publicar no serviço ativo
Spirit Fanfics e Histórias Spirit Tecnologia, empresa brasileira, com foro em São José do Rio Preto (SP) site brasileiro nada: os termos proíbem vender, anunciar e pôr link para loja, financiamento coletivo ou assinatura os termos não têm cláusula de licença; o site pode remover conteúdo sem aviso e recomenda guardar cópia ativo, agora em spiritfanfiction.com; 325.085 histórias originais no contador do site
+Fiction (antigo Nyah! Fanfiction) site brasileiro, no ar desde nov/2005 site brasileiro sem informação conferida termos não conferidos ativo com o nome novo, com originais e fanfics
Archive of Our Own (AO3) Organization for Transformative Works não conferido nada: proíbe pedir doação, linkar Patreon e oferecer encomenda paga, inclusive em obra original não conferido ativo
Royal Road Not Yet Media, empresa de Israel não conferido botão de doação (PayPal ou Patreon), sem porcentagem do site; desativado para fanfic licença não exclusiva e revogável para exibir e promover no site ativo
Scribble Hub operado dos Estados Unidos não conferido os termos não preveem pagamento ao autor os termos não têm cláusula de licença ativo
GoodNovel Singapore New Reading Technology, de Singapura site e programa de autor em português bônus por meta de palavras e parcela do lucro, por contrato exclusivo ou não exclusivo termos de uso: licença não exclusiva para hospedar e exibir; o contrato é outro documento ativo
Dreame Stary, de Singapura site em português, com menu "Torne-se um Escritor" bônus de atualização diária e, em geral, 50% (exclusivo) ou 30% (não exclusivo) da receita líquida, por contrato termos de uso: licença perpétua e irrevogável sobre o que se posta; contrato analisado pelo Writer Beware em 2022: todos os direitos, pelo prazo do copyright ativo
Webnovel Cloudary Holdings, de Hong Kong (a contratante no contrato de 2023) não conferido 50% da receita líquida, com repasse a partir de US$ 200, por contrato contrato analisado pelo Writer Beware em 2023: licença exclusiva e perpétua de todo o copyright, pela vida do autor mais 50 anos ativo (concurso de 2026 anunciado, por resumo de busca)
Inkitt (e o app pago Galatea) Inkitt GmbH, de Berlim o Galatea tem vitrine em português, de títulos traduzidos; publicar em português na Inkitt não conferido as histórias com melhor retenção vão para o Galatea, que o leitor paga Inkitt: licença de exibição que termina num prazo razoável depois que o autor apaga a obra, salvo os termos de uma promoção especial ativo

O FanFiction.Net ficou fora: os termos de uso não abriram até 24/09/2026.

Das alternativas que listas ainda recomendavam, três saíram ou estão saindo do mapa: o Kindle Vella, da Amazon, fechou em 26/02/2025; a Radish anunciou o fim para 31/12/2025; e o fechamento da Tapas foi noticiado em 22/09/2026, sem data de fim publicada até 24/09/2026. A lista do bibli, publicada em abril de 2026, ainda recomendava o Vella e a Radish entre as melhores alternativas do ano. Entre as que seguem abertas, o primeiro corte é o dinheiro: quem paga, quanto e em troca de quê.

Qual site parecido com o Wattpad paga?

Os que pagam dentro da plataforma pagam pela constância da escrita e por uma parte de uma receita que eles mesmos definem, em troca de contrato; nos que não prendem a obra, o dinheiro vem de fora deles.

A GoodNovel publica em português as regras do programa de autores de 2026: com 5 mil palavras publicadas, o autor já pode pedir contrato, exclusivo ou não. O exclusivo paga US$ 50 quando o livro chega a 30 mil palavras, US$ 150 no mês em que o autor publica pelo menos 50 mil palavras em 25 dias ou mais, e um bônus de US$ 200 a US$ 325 ao terminar livros de 150 mil palavras ou mais, desde que tenham rendido pelo menos US$ 20 de parcela de lucro. A partir do quarto pagamento, o bônus mensal só sai se o livro render US$ 20 no mês, e seis meses sem atualizar tiram o direito ao bônus de conclusão. O contrato do Dreame que o blog Writer Beware analisou faz conta parecida: o bônus de atualização diária exige um capítulo por dia, 50 mil palavras ou mais por mês e no máximo dois dias de ausência. Na nossa leitura, o que esses programas pagam primeiro é volume e regularidade; o leitor entra depois, pela parcela da receita.

O preço está no contrato. O do Webnovel, lido por Victoria Strauss, que mantém o Writer Beware, blog de alerta a escritores sobre contratos e golpes, pedia em janeiro de 2023 licença mundial, exclusiva, perpétua e irrevogável de todo o copyright da obra, com áudio, impresso, cinema e TV, tradução e merchandising, pela vida do autor mais 50 anos, sob a lei de Hong Kong; o autor só podia sair se o Webnovel descumprisse o contrato, recebia 50% da receita líquida e ficava proibido de fazer declarações adversas à exploração da obra. O da Stary, dona do Dreame, na versão analisada em 2022, toma todos os direitos pelo prazo do copyright, com sublicença sem aprovação do autor; a saída só vem depois de 36 meses, se o livro tiver rendido menos que um teto, e devolvendo o que o autor recebeu. Em outubro de 2024 o teto caiu de US$ 200 para US$ 50 por livro, e em junho de 2025 Strauss registrou autores abaixo do teto do contrato deles (um, bem abaixo dos US$ 200) que tiveram a saída recusada ou ficaram sem resposta, dizendo não saber se era caso isolado ou política da empresa. "Receita líquida", nos dois contratos, é definida pela própria empresa; o percentual não se compara ao direito autoral calculado sobre o preço de capa (a leitura é nossa).

Na Inkitt, de Berlim, o site onde se posta não paga nem prende; o dinheiro está em outro app da empresa, o Galatea. Os termos de uso dizem que o autor continua dono do que posta e só dá licença para exibir, licença que termina num prazo razoável depois que ele apaga a obra, salvo o que disserem os termos de uma promoção especial. Para o Galatea, um algoritmo leva as histórias com melhor retenção de leitores. Em 2021, o fundador Ali Albazaz disse à TechCrunch que a maioria dos escritores do Galatea tinha feito mais de US$ 100 mil em vendas; são números da empresa, sem auditoria. A Radish tinha mais de 2 mil autores no fim, segundo a Publishers Weekly, e os mais bem-sucedidos chegaram a ganhar mais de US$ 40 mil por mês no auge. Os contratos por trás desses ganhos, do Galatea e da Radish, não foram abertos, e o número não se lê sem o contrato.

Para ler um contrato desses, a Alliance of Independent Authors (ALLi), associação internacional de autores independentes, publicou em 2024 sete bandeiras vermelhas: renúncia aos direitos morais, tomada ampla de direitos, pagamento sobre lucro líquido, falta de transparência, cláusula que proíbe falar mal da empresa, direito de preferência excessivo e multa ou perda de ganhos na saída. A cláusula de saída é, na nossa leitura, a mais fácil de conferir: um contrato justo, para a ALLi, deixa o autor sair se a plataforma descumprir o combinado ou depois de um prazo fixo, sem devolver tudo o que ganhou. Pelos trechos descritos acima, os contratos do Webnovel e da Stary acendem pelo menos três bandeiras cada (a conta é nossa).

Nos sites que não prendem a obra, o dinheiro corre fora. O Royal Road deixa o autor pôr um botão de doação, por PayPal ou Patreon, no pé de cada capítulo da história aprovada, sem ficar com porcentagem, e desativou a doação para fanfic; a assinatura Premium de autor é o autor quem paga, para ter estatísticas e ferramentas. O Patreon fica com 10% do que o criador ganha, mais taxas de pagamento e saque; o Substack, com 10% de cada transação, mais a taxa do cartão. AO3 e Spirit vão além e proíbem o comércio. O AO3 não deixa pedir doação nem linkar o Patreon em lugar nenhum do site, inclusive em obra original, e não aceita nem a menção a capítulos antecipados vendidos em outro lugar; os termos do Spirit proíbem vender ou anunciar livros e capítulos, com link para Amazon, financiamento coletivo ou assinatura.

Mesmo sem comércio, o AO3 já levou uma autora ao mercado. A romancista Ali Hazelwood contou à Collider, em 2021, que escrevia fanfic no AO3 quando uma agente literária leu as histórias dela lá e mandou mensagem; Hazelwood mandou a ela a fic que achava mais fácil de retrabalhar e assinou com a agente; a reescrita veio depois. A fic, de Star Wars, virou The Love Hypothesis, com personagens novos, publicado em 2021. O AO3 não pagou nada; deu a leitura que uma agente foi buscar.

Onde estão os leitores em português?

Fora do Wattpad, a comunidade brasileira de ficção que dá para medir está nos sites nacionais de fanfic, que não pagam; os apps que pagam chegam ao português de jeitos diferentes: a GoodNovel com programa de autor na língua, o Dreame com site e menu para escritor, o Galatea só com vitrine de títulos traduzidos.

O Spirit Fanfics e Histórias, da Spirit Tecnologia, empresa brasileira com foro em São José do Rio Preto (SP), se apresenta como plataforma para autopublicação de livros e mostrava, em 24/09/2026, 325.085 histórias na categoria de originais, além das fanfics. Segundo o TecMundo, ficou conhecido por volta de 2013, com categorias de fanfic sobre pessoas famosas. Os termos proíbem vender e anunciar; a única promoção permitida é pelos anúncios oficiais, nas opções que a própria plataforma oferece.

O Nyah! Fanfiction, no ar desde novembro de 2005, é o veterano. Um artigo de 2017 da revista Temática, da UFPB, das pesquisadoras Lívia Cirne, Jaciane Barreira Oliveira e Thayná da Silva Freire, registra, com números do próprio site, cerca de 16 mil fanfics e mais de 300 mil usuários cadastrados em 2013. O mesmo artigo descreve o que o site dava a quem começava: uma Liga dos Betas, de leitores que ajudam o autor iniciante com gramática, coesão e coerência, uma seção com regras do português, desafios de escrita e os comentários. Hoje o endereço abre o +Fiction, que se declara sucessor do Nyah!, com originais e fanfics; segundo o trecho do FAQ que aparece na busca (a página não abriu), contas e histórias foram mantidas na troca de nome.

Nos apps que pagam, o português aparece em graus diferentes. A GoodNovel publica na língua as regras do programa de autores, e o site do Dreame em português tem no menu o item "Torne-se um Escritor", embora a página de benefícios em português não tenha aberto. O Galatea, da Inkitt, marca os títulos traduzidos da vitrine como "(Português Brasileiro)", como Mason, de Zainab Sambo. Se a Inkitt e o Webnovel aceitam histórias escritas em português, os sites não permitiram conferir até 24/09/2026.

Nada impede usar mais de um ao mesmo tempo, até o dia em que um contrato impede.

Dá para postar a mesma história em mais de um site?

Dá, enquanto nenhum contrato pedir exclusividade: a exclusividade vem do contrato pago e do KDP Select da Amazon; nenhum dos termos de uso que abrimos a pede, mas o do Dreame fica com a licença para sempre e o AO3 não deixa tirar a obra do ar para publicá-la (os do Webnovel e do +Fiction não abriram). E licença não exclusiva pode seguir valendo depois que a história sai do ar.

Os termos do Royal Road pedem licença não exclusiva e revogável; os da Inkitt, uma licença que termina num prazo razoável depois que o autor apaga a obra, salvo os termos de uma promoção especial; os de uso da GoodNovel, licença não exclusiva para hospedar e exibir; e os do Wattpad, licença não exclusiva, limitada a publicar no serviço. Não exclusiva quer dizer que o autor pode publicar em outro lugar; não diz se o site para de usar o texto quando ele sai. Os termos de uso do Dreame, na versão de setembro de 2025, e os do Webtoon Canvas pedem licença não exclusiva, porém perpétua e irrevogável. Nos contratos, a exclusividade vem por escrito, e às vezes de um jeito menos óbvio: o contrato não exclusivo da GoodNovel exige que o livro seja concluído primeiro lá.

O KDP Select, programa da Amazon que põe o e-book no Kindle Unlimited, dá à Amazon, em inscrições de 90 dias, a exclusividade de vender e distribuir em formato digital o livro e qualquer livro substancialmente semelhante. Como a cláusula fala em distribuir, e não só em vender, a série grátis em outro site conflita com a inscrição enquanto estiver no ar (a leitura é nossa, sobre o texto da cláusula). O Royal Road tem um status para isso, o "Stub", para a história que deixou de estar inteira no site, e dá como exemplo de motivo os contratos de exclusividade como o do Kindle Unlimited; o leitor precisa sair do site ou pagar para ler o resto. O AO3 vai no sentido contrário e não deixa a fic virar amostra: proíbe prévia de obra comercial e proíbe apagar boa parte de uma obra porque alguma versão dela foi ou será publicada profissionalmente.

O outro risco é o site fechar. O Kindle Vella encerrou em 26/02/2025: as histórias saíram de venda, quem tinha comprado seguiu lendo nos apps Kindle, o painel de relatórios do autor sumiu, e a Amazon recomendou republicar as histórias como e-book. A Radish avisou por e-mail, em julho de 2025, que ia encerrar o app em 31/12/2025, prometendo pagar direitos na taxa normal até o fim; a reportagem da Publishers Weekly não diz nada sobre devolver direitos aos autores. A Tapas, que a Kakao Entertainment tinha fundido com a Radish em 2022, teve o fechamento noticiado em 22/09/2026 pelo jornal coreano Money Today, segundo o qual a Kakao ia avisar editoras e detentores de direitos naquele dia, num aviso que deveria trazer o cronograma, a gestão das obras e o acerto de contas. Os termos do Spirit dizem ao autor que guarde cópia do que publica; o conselho serve para qualquer um desses sites.

Do que depende a escolha

A resposta muda com cinco condições:

  • Fanfic ou história original. Fanfic cabe no AO3, no Spirit e no +Fiction; nenhum dos dois primeiros deixa ganhar com ela, e o Royal Road desativou a doação para fanfic.
  • Gênero. A Seattle Met chama o Royal Road de site de LitRPG, e a Slate, de plataforma de web serial; foi nesse nicho que Dungeon Crawler Carl começou. A vitrine em português do Galatea mostra romance traduzido, marcado como "(Português Brasileiro)", como Mason, de Zainab Sambo.
  • Idioma. Em português, com leitor brasileiro: Wattpad, Spirit e +Fiction; em português e pago: GoodNovel e Dreame, que têm site na língua.
  • Ritmo. Os programas pagos cobram produção: 50 mil palavras por mês em 25 dias ou mais na GoodNovel, um capítulo por dia no bônus diário do Dreame. Quem escreve devagar recebe só a parcela da receita, quando recebe.
  • Planos para o livro depois. Quem pretende pôr o e-book no Kindle Unlimited vai ter de tirar a versão grátis do ar enquanto estiver no programa; quem quer oferecer a obra a editora ganha margem se o site não tiver pedido exclusividade, licença perpétua nem os direitos de áudio e tradução (a leitura é nossa).

Exemplo: *Dungeon Crawler Carl*, do Royal Road à Penguin

fones de ouvido ao lado de um livro fechado sobre uma mesa
O audiolivro, não o impresso, foi o que fez a série decolar, segundo o próprio autor Foto de https://kaboompics.com/ no Pexels

O caso de Dungeon Crawler Carl, série de LitRPG do escritor Matt Dinniman, passa por quase todos os critérios da tabela e fica, na nossa leitura, no polo oposto ao dos contratos que pagam por meta de escrita e parcela da receita.

Dinniman começou a postar a história no Royal Road sem planejar sequer publicar na Amazon: era, nas palavras dele à revista Seattle Met, o projeto divertido dele. Antes de viver da série, viajava por exposições de gatos vendendo desenhos dos bichos aos donos; quando a pandemia parou esse circuito, conta a Slate, passou a vender os livros na loja Kindle e abriu um Patreon, que em fevereiro de 2026 tinha cerca de 15 mil membros pagantes. O primeiro livro saiu na Amazon em outubro de 2020, e o audiolivro, pela produtora Soundbooth Theater, poucos meses depois; foi com o áudio, segundo a Publishers Weekly, que a série decolou. Segundo o próprio Dinniman, citado pela Slate em fevereiro de 2026, o audiolivro vende mais que o impresso e o e-book somados.

A editora chegou depois do público. Quando a Ace, selo da Penguin Random House, comprou os três primeiros livros, em abril de 2024, Dinniman já tinha vendido 800 mil exemplares dos livros 1 a 6 somando impresso, e-book e áudio; foi a primeira aquisição de LitRPG do selo. O contrato cobriu só o impresso: ele manteve os direitos digitais. Em dezembro de 2025, segundo o New York Times, citado pela Seattle Met, a série, então com sete livros, passava de 6 milhões de exemplares (a Slate dá o mesmo número em fevereiro de 2026). A NBCUniversal comprou a opção de adaptação para TV, e a Seattle Met fala numa série em desenvolvimento para o Peacock.

Passado pela tabela:

critério Dungeon Crawler Carl
onde postou Royal Road, de graça, em capítulos
gênero LitRPG, o nicho forte do site
o que o site pede hoje licença não exclusiva e revogável para exibir (termos de 01/09/2026; os da época não foram conferidos)
de onde veio o dinheiro Kindle, Patreon e audiolivro, todos fora do Royal Road
o que cedeu, e a quem o impresso à Ace (o e-book ficou com ele), depois de 800 mil exemplares vendidos; o audiolivro saiu pela produtora Soundbooth Theater e a opção de TV foi para a NBCUniversal

Pelos termos de hoje, a licença do Royal Road não impediria nenhum desses passos. Com o contrato do Webnovel descrito acima, a mesma história teria entregado de saída, e de uma vez, o áudio, a tradução e a adaptação; no caso de Dinniman, o impresso foi para a Ace, o audiolivro saiu pela Soundbooth Theater e a opção de TV foi para a NBCUniversal, cada um com um parceiro diferente, e o áudio virou, segundo ele, o formato que mais vende a série (a comparação é nossa). É a troca que cada site da tabela propõe, medida num caso que deu certo, e um caso que deu certo não diz quantas séries tentaram o mesmo.

Continue por aqui

O guia-mãeComo ganhar leitores (e dinheiro) no Wattpad — Em setembro de 2026, o único programa do Wattpad que reparte com o autor o que o leitor paga, o Wattpad Originals, só aceita seis idiomas, e o português não está entre eles.

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Termos usados nesta página

Quem fala sobre isso 3pessoas

  • Sarah Brouilletteprofessora do Departamento de Inglês da Carleton University, Ottawa (2023)

    Obra sobre trabalho e dinheiro no Wattpad: "Wattpad, Platform Capitalism, and the Feminization of Publishing Work", Book History, 2023.

    Página ↗
  • Victoria Strausscofundadora do Writer Beware, projeto de alerta a escritores ligado à Science Fiction and Fantasy Writers Association; romancista (2022)

    Obra sobre contrato de concurso do Wattpad: "Keeping Moral Rights: A Wattpad Contest Controversy", Writer Beware, 2022.

    Página ↗
  • Janet Reidagente literária em Nova York, à frente do blog Janet Reid, Literary Agent (2020)

    Obra sobre postar no Wattpad e depois buscar editora: "Querying work you posted for free", 2020.

    Página ↗

O que a rede diz 6 vozes

  • Capa do post de Victória Silva: VALE A PENA POSTAR LIVROS NO WATTPAD? COMO É A EXPERIÊNCIA DE SER AUTOR NO WATTPAD | Victória SilvaYouTube

    Conta como foi postar o próprio livro, O Azul do Meu Passado, no Wattpad e responde duas dúvidas de quem escreve: se vale a pena publicar lá e se dá para ganhar dinheiro na plataforma.

    Victória SilvaYouTube ↗
  • Capa do post de Ficçomos: MINHA RELAÇÃO COM A ESCRITA | DINHEIRO, LEITORES, COMO COMECEI ETC.YouTube

    Numa conversa franca sobre a própria escrita, a autora diz como começou, se já ganhou dinheiro escrevendo e como é a relação com os leitores e com os comentários que recebe nas histórias do Wattpad.

    FicçomosYouTube ↗
  • Capa do post de Julia Braga: 5 dicas para ter mais leitores no Wattpad!YouTube

    A autora reúne cinco dicas para ter mais leitores no Wattpad; na descrição do mesmo vídeo, pede apoio à campanha de financiamento coletivo que levaria o livro dela, Querido Bebê, ao papel.

    Julia BragaYouTube ↗
  • Capa do post de Felipe Sali: COMO BOMBAR SEUS LEITORES NO WATTPAD | Dicas Para Escritores #02YouTube

    Diz ter milhões de leitores no Wattpad e receber todo dia mensagens de gente perguntando como fazer sucesso lá; o vídeo junta as dicas que ele gostaria de ter ouvido quando começou.

    Felipe SaliYouTube ↗
  • Capa do post de Lucas de Lucca: Porque não vale a pena publicar no Wattpad #escreverparaowattpadYouTube

    Defende que há situações em que não compensa pôr a história no Wattpad e que é preciso saber distingui-las; aponta a venda de livro digital como o caminho para ganhar dinheiro com a escrita.

    Lucas de LuccaYouTube ↗
  • Capa do post de @autorapaulamcaroTikTok

    Usou o Wattpad como filtro para saber se a primeira novela seria bem recebida; pela reação dos leitores, decidiu se autopublicar, e divide o que funcionou para ela.

    @autorapaulamcaroTikTok ↗

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Autoria: Verse MediaRevisado em 29 set. 2026Passos conferidos em 29 set. 2026Publicado em 29 set. 202630 fontes · 24 no integral

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Cite esta página
VERSE MEDIA. Sites parecidos com o Wattpad para publicar sua história. Enciclopédia Verse, 24 set. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/plataformas-e-canais/plataformas-sociais-de-leitura/sites-parecidos-com-wattpad. Acesso em: [data].

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