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Bertelsmann passa Thomson Reuters e vira o maior grupo editorial do mundo

O ranking anual das 50 maiores empresas do livro mostra que o topo do mercado global continua concentrado nas mãos de poucos conglomerados.

Entrada da sede da Bertelsmann em Gütersloh, na Alemanha, com o nome da empresa na marquise
Foto: Bertelsmann Unternehmenskommunikation/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 DE)

O grupo alemão Bertelsmann, dono da Penguin Random House, assumiu a liderança do mercado global de livros, segundo o ranking anual Global 50, divulgado em 1º de outubro e apresentado na Feira de Frankfurt em 7 de outubro, como relatou a Publishers Weekly. A empresa registrou um faturamento de US$ 6,98 bilhões no ano passado e ultrapassou a Thomson Reuters, que caiu para o terceiro lugar na lista de 2026. O segundo lugar ficou com o RELX Group.

O Global 50 Publishing Ranking, elaborado pelo consultor Rüdiger Wischenbart, lista as maiores empresas do setor com base nas receitas. A edição deste ano mostra que as dez maiores editoras respondem por 56% de todo o dinheiro gerado pelas empresas do ranking. O segmento de publicações científicas, técnicas e profissionais lidera com 49% das vendas. O mercado de interesse geral (o chamado trade) representa 32%, enquanto o setor educacional fica com 19%.

O recorte brasileiro marca presença com duas empresas de educação: a Cogna Educação aparece na 39ª posição, e a Editora FTD ocupa o 44º lugar. No setor educacional global, o relatório aponta uma divisão clara: as empresas que migraram do livro didático tradicional para plataformas digitais estão em expansão, enquanto as que dependem do modelo impresso enfrentam pressão crescente.

A 20ª edição do estudo ampliou o escopo para além da cadeia tradicional de publicação. O relatório passou a analisar o impacto da autopublicação, das assinaturas digitais, das narrativas em série e de fornecedores de tecnologia, citando empresas de áudio e plataformas como a brasileira Skeelo. O documento descreve a transformação do mercado como a passagem de uma cadeia de valor controlada para um ecossistema aberto, em que atenção, confiança, descoberta e acesso direto ao público se tornam ativos cada vez mais valiosos.

O levantamento destaca ainda o crescimento do mercado na China. Por lá, a venda de livros por plataformas de e-commerce e redes sociais, como o Douyin e o WeChat, cresceu mais de 30% em 2025 e se tornou o maior canal de varejo do país.

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Fonte e apuração

Fonte original
Publishers Weekly, 06 OUT ↗
Também em
PublishNews ↗
Data do fato
01 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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