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Ghostwriters perdem contratos para a inteligência artificial e passam a reescrever textos de robôs

Autores em potencial estão experimentando com inteligência artificial generativa, e profissionais cada vez mais recebem pedidos para trabalhar em manuscritos gerados por máquinas.

1ºem português SEM COBERTURA NO BRASIL ÀS 13:16
Pessoa revisando e corrigindo com caneta vermelha um texto impresso em uma folha de papel sobre a mesa.
Imagem ilustrativa · Foto: cottonbro studio/Pexels

O mercado para quem escreve livros no lugar de outras pessoas está encolhendo sob o impacto da inteligência artificial. Profissionais de ghostwriting relatam à jornalista Melina Spanoudi que o volume de encomendas caiu porque os autores em potencial estão experimentando com inteligência artificial generativa, segundo apuração publicada pela The Bookseller na sexta-feira, 9 de outubro.

O ghostwriter, ou escritor-fantasma, é o profissional contratado para redigir uma obra que levará a assinatura de outra pessoa. O ofício atende desde celebridades e empresários que desejam publicar memórias e livros de negócios até autores de ficção que terceirizam a escrita de romances de gênero. Tradicionalmente, o trabalho envolve horas de entrevistas com o cliente, pesquisa e a redação do texto do zero.

Segundo a reportagem, autores em potencial passaram a experimentar a inteligência artificial generativa. O resultado dessa experimentação com a inteligência artificial generativa, no entanto, criou uma nova demanda no mercado editorial.

A reportagem aponta que os ghostwriters agora recebem cada vez mais pedidos para trabalhar em cima de manuscritos gerados por inteligência artificial.

O movimento transforma a natureza do serviço e reflete uma preocupação maior da indústria. O tema da inteligência artificial não afeta apenas os ghostwriters, mas é uma das principais discussões do mercado editorial atual. Durante o terceiro dia da Feira do Livro de Frankfurt de 2026, em 9 de outubro, a inteligência artificial foi um dos assuntos que lideraram as conversas do evento, ao lado das exportações em língua inglesa e do caos nas viagens, demonstrando o impacto amplo da tecnologia no setor.

Além das discussões sobre inteligência artificial, o noticiário da The Bookseller na mesma data destacou outras movimentações importantes no mercado literário. Entre os destaques estão a nomeação de Ali Abu Yasin como o vencedor do prêmio PEN Pinter Writer of Courage de 2026 e o leilão de seis dígitos vencido pela editora Bloomsbury pelos direitos de publicação do romance de estreia da autora Sarah Lee Walker. O período também foi marcado por reflexões de criadores de conteúdo sobre as tendências da temporada no BookTok e por debates sobre censura conduzidos pelo CEO da Walker Books na feira de Frankfurt.

Dica pro Autor

Avalie o manuscrito com cuidado antes de aceitar um trabalho para atuar em um texto gerado por inteligência artificial. Como os autores em potencial estão experimentando cada vez mais com essas ferramentas, é importante definir o escopo do serviço ao ser chamado para trabalhar em manuscritos gerados por máquinas.

Na Enciclopédia: Ghostwriter: o que faz, quanto cobra e como contratar →

Fonte e apuração

Fonte original
The Bookseller, 09 OUT ↗
Data do fato
09 OUT
Cobertura no Brasil
nenhuma matéria em português até 10 out, 13:16
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado pela Redação Verse
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