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Pesquisa mapeia as quatro dimensões da imaginação de quem lê ficção

O estudo da Universidade de Durham mostra que a imersão na história exige foco ativo e revela como cada leitor constrói o mundo do livro na própria cabeça.

Mulher com tatuagens no braço em pé no mar enquanto lê um livro aberto, em foto em preto e branco.
Imagem ilustrativa · Foto: Matteo Basile/Pexels

A imaginação de quem lê ficção não é um bloco único, mas se divide em quatro dimensões diferentes, segundo um estudo da Universidade de Durham, no Reino Unido, divulgado em 24 de outubro de 2026 pelo Infobae. A pesquisa, feita em parceria com o Festival Internacional do Livro de Edimburgo e liderada por Georgia Punton, testou 867 leitores entre 2023 e 2024 para mapear como os leitores constroem mundos mentais.

O questionário de 16 perguntas, batizado de ReaderBank Imagination Quiz, revelou que a experiência de leitura se apoia em espaço e visão (a capacidade de erguer cenários e paisagens), voz e linguagem (a cadência da prosa e o timbre dos diálogos na voz interior), modelos de pessoas (a tendência de imaginar os personagens agindo na vida real) e perspectiva (se o leitor se vê dentro da cena em primeira pessoa ou se observa os acontecimentos de fora).

Os dados mostram como cada perfil costuma ler. Leitores com pontuação alta na construção de espaço e visão tendem a mergulhar mais fundo nos mundos inventados e a praticar o que a psicologia chama de devaneio construtivo. Já aqueles que criam modelos detalhados dos personagens relataram continuar pensando neles mesmo depois de fechar o livro, pontuando mais alto em uma escala padrão de pensamentos intrusivos e não desejados. A dimensão de voz e linguagem, por outro lado, não mostrou uma correlação forte com a imaginação auditiva geral, um dado considerado inesperado pela equipe.

O levantamento também derruba a ideia de que a leitura profunda seja uma distração passiva. A sensação de "se perder" dentro de um livro não demonstrou nenhuma relação com um controle deficiente da atenção. Para os pesquisadores, isso sugere que a imersão literária é um processo ativo e focado, o que separa o leitor absorto do leitor apenas distraído.

A partir das respostas, a equipe criou seis perfis de leitores (Camaleão, Médio, Espectador, Narrador, Ouvinte e Viajante) para ilustrar as diferentes formas de habitar um livro. O objetivo de longo prazo do projeto, financiado pela fundação Wellcome, é usar a ferramenta para entender a diversidade da imaginação humana e personalizar terapias de saúde mental.

Dica pro Autor

Varie os estímulos que você entrega ao leitor ao revisar seu original. Como a imaginação se divide em espaço, voz e pessoas, garanta que a sua prosa ofereça detalhes sensoriais de ambiente, ritmo nos diálogos e atitudes claras dos personagens para fisgar diferentes perfis de leitura.

Na Enciclopédia: Descrição sensorial: como usar os cinco sentidos para descrever cenas e cenários →

Fonte e apuração

Fonte original
Infobae, 24 OUT ↗
Data do fato
24 OUT
Como foi feita
rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado por Ricardo Cestari
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