Leis estaduais de incentivo à cultura (ProAC SP, ICMS-cultura)
Leis estaduais de incentivo à cultura são leis de estado que trocam parte do ICMS de uma empresa pelo patrocínio a um projeto cultural aprovado; o modelo mais conhecido é o ProAC ICMS de São Paulo, da Lei 12.268/2006. Como na Lei Rouanet, cuja renúncia é de imposto de renda, a empresa financia o projeto e abate o valor de um imposto; aqui, o ICMS. O guia sobre edital para publicação de livros, Lei Rouanet e PNAB diz quando essa porta serve a um livro.
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O ProAC tem duas portas: edital e ICMS
A Lei estadual 12.268, de 20 de fevereiro de 2006, institui o Programa de Ação Cultural (ProAC), executado pela secretaria estadual de cultura. A primeira porta é a de recursos do orçamento e do Fundo Estadual de Cultura distribuídos por editais com comissão julgadora, o "ProAC Editais"; a segunda é o incentivo fiscal de ICMS previsto no art. 6º, o "ProAC ICMS".
No ProAC ICMS, a renúncia fica limitada a 0,2% da parte estadual da arrecadação de ICMS do exercício anterior, e a empresa abate entre 0,01% e 3% do saldo devedor anual do imposto, em faixas fixadas por decreto. Segundo a página do programa, o teto por projeto sobe da pessoa física ao MEI, ao cooperado e à pessoa jurídica, com limites próprios para formação, planos anuais e restauro.
Qual é a base legal do ICMS-cultura no Rio de Janeiro?
A Lei estadual 8.266, de 26 de dezembro de 2018, autoriza o estado a reinstituir o incentivo da Lei 1.954/1992: crédito presumido de ICMS à empresa fluminense que patrocine ou doe a projeto cultural ou esportivo (art. 1º). A lei cita os convênios 27/2006, 141/2011 e 190/2017 do Confaz.
Qual lei vale em Minas Gerais?
Em Minas, a Lei 24.462, de 26 de setembro de 2023, é a que vale hoje; antes valia a Lei 22.944/2018. Nela, o incentivador deduz do ICMS devido, conforme o porte, até 10%, 7% ou 3% no período (o Executivo pode elevar o último a 5%), e a renúncia total tem teto de 0,30% da receita líquida anual do ICMS, até 0,40% se cumpridas condições fiscais. Diferente de São Paulo e do Rio, a empresa mineira também põe dinheiro próprio: 5%, 15% ou 25% do repasse, conforme a faixa, salvo as dispensas da lei.
O que muda para quem escreve?
Em São Paulo, "Literatura" é segmento do ProAC ICMS e a publicação de livro é um tipo de projeto aceito; o autor pessoa física pode aprovar um livro, mas só recebe se uma empresa contribuinte de ICMS decidir patrociná-lo. O guia citado no topo compara essa porta com os editais.
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O guia completoEdital para publicação de livros: Lei Rouanet, PNAB e como financiar seu livro com incentivo — Edital para publicação de livros é aberto por estados e municípios, nos casos recentes em geral com dinheiro federal da PNAB; a Funarte e a Biblioteca Nacional não têm edital que pague publicação, e a Lei Rouanet só autoriza procurar patrocinador.Termos vizinhos
Lidas no texto integral
- ALESP, Lei estadual 12.268, de 20/02/2006 · https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2006/lei-12268-20.02.2006.html
- Governo do Rio de Janeiro, Lei estadual 8.266, de 26/12/2018 · https://www.rj.gov.br/esporte/sites/default/files/arquivos-paginas/Lei%20Estadual%208266%20de%2026%20de%20dezembro%20de%202018.pdf
- ALMG, Lei estadual 24.462, de 26/09/2023 · https://www.almg.gov.br/legislacao-mineira/texto/LEI/24462/2023/
- Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de SP, "ProAC ICMS", consultada em 11/2026 · https://www.cultura.sp.gov.br/sec_cultura/Fomento/ProAC_ICMS
- Presidência da República, Lei 8.313/1991 (texto compilado) · https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8313cons.htm
Lidas em resumo ou pela referência
VERSE MEDIA. Leis estaduais de incentivo à cultura (ProAC SP, ICMS-cultura). Enciclopédia Verse, 2 nov. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/ecossistema-cultural/politica-e-regulacao/leis-estaduais-de-incentivo-a-cultura-proac-sp-icms-cultura. Acesso em: [data].
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