Conlang
Conlang é uma língua criada de propósito, e o nome abrevia o inglês constructed language, "língua construída"; segundo o OED, citado por Kressie Kenner, autora de um texto sobre a etimologia da palavra, o primeiro uso registrado é de 1991. A prática de criar línguas se chama conlanging. O guia sobre como escrever fantasia discute por que a televisão exige que a língua inventada seja real.
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De onde vem a palavra conlang?
A palavra nasceu na Usenet em 1991, segundo o OED citado por Kenner: numa frase em que alguém dizia que o Loglan tinha mais chance de aceitação do que qualquer outra "con lang", exceto talvez o esperanto. A forma de uma palavra só aparece em 1999, e o dicionário Merriam-Webster incluiu o termo em fevereiro de 2017. O primeiro ponto de encontro dos criadores de línguas foi a Conlang Listserv, segundo David J. Peterson, criador do dothraki e do valiriano para a série Game of Thrones.
Quais são os tipos de língua construída?
Segundo Peterson, em The Art of Language Invention (2015), uma língua a priori tem traços que não se baseiam em língua existente, e uma a posteriori é o contrário. Outras línguas construídas buscam eliminar a ambiguidade, como o Loglan, ou maximizar a concisão, como o Ithkuil, segundo reportagem de Joshua Foer na The New Yorker (2012).
Existiam línguas construídas antes do termo?
Sim. A Lingua Ignota, registrada no século XII por santa Hildegarda de Bingen, é considerada a primeira língua inteiramente artificial, segundo a reportagem de Foer.
O que Tolkien tem a ver com conlang?
J. R. R. Tolkien, autor de O Senhor dos Anéis, criou línguas pelo prazer de criá-las e inaugurou o método histórico, em que se parte de uma protolíngua que evolui no tempo, segundo Peterson.
Como Tolkien e as línguas inventadas chegaram ao Brasil?
Pelas traduções, e em boa parte pela mão de Ronald Kyrmse, brasileiro que atua como tradutor e consultor de tradução das principais obras de Tolkien e de textos sobre ele em português do Brasil. Entre elas estão Contos Inacabados (2002) e Beowulf: Uma Tradução Comentada (2015). Kyrmse também escreveu Explicando Tolkien (Martins Fontes, São Paulo, 2003), livro de ensaios sobre a vida e a obra do autor. Fundou a primeira sociedade tolkieniana do país, a Heren Hyarmen, em 1989, e integrou o Quendili, grupo da Tolkien Society dedicado ao estudo das línguas élficas.
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O guia completoComo escrever fantasia: do mundo ao subgênero, pelos mestres do gênero — Escrever fantasia passa por oito decisões, e para cada uma há um mestre do gênero a ouvir: a coerência do mundo (Tolkien), quanto dele mostrar (N.Lidas no texto integral
- David J. Peterson, "How I created the languages of Dothraki and Valyrian for Game of Thrones", OUPblog, 26/07/2014. https://blog.oup.com/?p=72076
- Kressie Kenner, "The Etymology of Conlang", 20/04/2017. https://kressie.com/2017/04/20/the-etymology-of-conlang/
Lidas em resumo ou pela referência
- "Ronald Kyrmse", Wikipedia (inglês). https://en.wikipedia.org/wiki/Ronald_Kyrmse
- "Ronald Kyrmse", Tolkienpedia, El Anillo Único. https://v6.elanillounico.com/tolkienpedia/personas/ronald-kyrmse/
- David J. Peterson, The Art of Language Invention, Penguin, 2015, p. 21–22.
- Joshua Foer, "John Quijada and Ithkuil, the Language He Invented", The New Yorker, 24/12/2012. https://www.newyorker.com/magazine/2012/12/24/utopian-for-beginners
VERSE MEDIA. Conlang. Enciclopédia Verse, 30 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/generos-e-tropes/fantasia/conlang. Acesso em: [data].
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