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Best-seller

Best-seller é o livro cuja demanda, pouco depois da publicação, excede em muito o que a época considera grande venda, definição do historiador S. H. Steinberg em Five Hundred Years of Printing (1955). O Priberam registra o termo como "grande êxito de vendas" e estende o sentido ao autor de livro de grande venda; BestSeller é também o nome de um dos selos do Grupo Editorial Record.

Nesta página
  1. De onde vem a expressão "best-seller"?
  2. Quantos exemplares fazem um best-seller?
  3. Quem faz as listas e como?
  4. A lista pode ser manipulada?
  5. O que o termo muda para quem escreve?

De onde vem a expressão "best-seller"?

O Oxford English Dictionary registra como primeiro uso impresso conhecido o de 1889, no jornal Kansas Times & Star, de Kansas City, nos Estados Unidos. O Etymonline descreve a expressão como abreviação de "livro mais vendido", surgida provavelmente no meio editorial. A primeira lista americana de mais vendidos é de 1895, na revista The Bookman; o New York Times publicou a sua em 12/10/1931, com cinco títulos de ficção e quatro de não ficção, só da cidade de Nova York.

Quantos exemplares fazem um best-seller?

Não há número fixo: a definição de Steinberg é relativa à época. Nos Estados Unidos, o estudo de Yucesoy et al. (2018) registra que a maioria dos best-sellers do New York Times vende entre 10 mil e 100 mil exemplares no primeiro ano. No Brasil, a Lista Nielsen-PublishNews mostra exemplares vendidos por título e cobre de 60% a 70% do varejo. Não encontramos número com fonte para o corte de entrada no Brasil: a lista mostra o topo das vendas, não o piso.

Quem faz as listas e como?

Nos Estados Unidos, as listas conhecidas são as da Publishers Weekly, do USA Today, do New York Times e do IndieBound, a das livrarias independentes. A do Times é feita pelo departamento de pesquisas de notícias do jornal, a partir de relatórios semanais de vendas de amostras de livrarias independentes, de rede e de atacadistas; o método exato é segredo comercial, disse Gregory Cowles, editor da Book Review. No Brasil, a Veja publica a sua lista de mais vendidos.

A lista pode ser manipulada?

Já foi. Em 1995, os autores Michael Treacy e Fred Wiersema gastaram US$ 200 mil para comprar 10 mil exemplares do próprio The Discipline of Market Leaders em dezenas de livrarias, e o livro ficou 15 semanas na lista; depois do escândalo, o Times passou a pôr uma adaga (†) ao lado de títulos com pedidos em massa relatados pelas livrarias. Em julho de 2015, o jornal tirou da lista A Time for Truth, do autor Ted Cruz, porque, segundo o Politico, as vendas se limitariam a compras estratégicas em massa.

O que o termo muda para quem escreve?

Para o autor, vale saber de qual lista, de qual período e de qual categoria o "best-seller" de uma capa está falando. Na leitura do guia sobre como funciona uma editora por dentro, o livro de venda média é o midlist, que fica entre o sucesso grande e o resto. A área de economia do livro reúne os termos vizinhos, como o backlist.

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O guia completoComo funciona uma editora por dentro: aquisição, conselho e catálogo — Por dentro, uma editora compra o direito de publicar e banca o risco: o editor escolhe o original, monta a projeção de vendas, o P&L, e decide sozinho, em algumas casas, ou defende o livro numa reunião com comercial e marketing, nas grandes.

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Autoria: Verse MediaRevisado em 23 out. 2026Passos conferidos em 23 out. 2026Publicado em 23 out. 202612 fontes · 1 no integral

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VERSE MEDIA. Best-seller. Enciclopédia Verse, 23 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/mercado-e-industria/economia-do-livro/best-seller. Acesso em: [data].

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