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Como criar um selo editorial próprio: nome, marca e ISBN

Para criar um selo editorial, escolha um nome que ninguém use, cadastre na CBL (Câmara Brasileira do Livro) o responsável pela publicação, no CPF ou num CNPJ, e imprima o nome do selo na página de créditos de cada livro. Abrir empresa não é exigência para ter ISBN, porque a CBL atende pessoa física, mas o nome do selo precisa estar decidido antes do primeiro ISBN.

O livro está pronto e a capa leva o seu nome de autor. Você quer que a página de créditos mostre uma editora, e abre o formulário do ISBN no campo do nome da editora. Falta decidir o que escrever ali. "Qual nome vai nesse campo?"

O que você leva

saber como criar um selo editorial, tendo visto o movimento num caso real e com um checklist para aplicar

Pra quem é

quem já publica sozinho quer lançar os livros sob uma marca de editora (nome, registro, ISBN no nome do selo)

Nesta página
  1. Que nome dar ao selo e como saber se está livre?
  2. Preciso registrar a marca e abrir empresa?
  3. Como usar o selo no ISBN?
  4. Como fica na prática: um selo montado por autores
Livros de lombadas variadas alinhados numa prateleira de madeira.
Cada lombada leva o nome de um selo: é ele que o autor vai escolher. Foto de James Collington no Pexels

O que é um selo editorial e por que as editoras têm vários está no guia sobre como funciona uma editora por dentro; nesta página o selo é o do próprio autor e o roteiro vai do nome ao ISBN.

Que nome dar ao selo e como saber se está livre?

Escolha um nome que o autor não precise trocar, porque ele vai para o ISBN, a conta de distribuição e o catálogo. Pode ser inventado ou o nome de um negócio que o autor já tem, segundo David Wogahn, consultor que diz ter ajudado mais de 100 autores a criar selos. Um leitor do blog da ALLi (Alliance of Independent Authors) contou, num comentário de 2021, que descobriu depois de escolher o nome que alguém nos EUA já publicava livros da mesma área com ele.

A checagem tem três partes. Procure o nome no buscador e com o domínio.com, como recomenda Debbie Young, autora e dona do selo Hawkesbury Press, no blog da ALLi. Procure também na base de marcas do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), que o guia do próprio instituto recomenda antes de pedir o registro, com busca por palavra-chave, número de processo ou depositante. E procure na busca de publicações da CBL, que filtra por selo editorial.

O erro típico é tratar a busca como formalidade: o nome que passa no buscador pode estar registrado por outro como marca.

Preciso registrar a marca e abrir empresa?

Não para ter ISBN: no Brasil, a CBL aceita pedido de pessoa física ou jurídica, e a ALLi lembra que usar um selo não obriga a abrir empresa formal. O que muda é quem fica como titular do ISBN: um número atribuído a pessoa, empresa ou selo é intransferível. Quem tira o ISBN no CPF não leva esse número para uma empresa aberta depois.

O pedido de registro da marca no INPI segue uma ordem: busca prévia, cadastro no e-INPI, pagamento da GRU (guia de recolhimento), formulário no e-Marcas e acompanhamento na Revista da Propriedade Industrial, publicada às terças. Deferido o pedido, a marca é concedida sem nova taxa de concessão, e o registro pode ser renovado a cada dez anos.

O pedido custa por classe R$ 880 com especificação pré-aprovada, ou R$ 1.720 com especificação de preenchimento livre; com o desconto de 50% de pessoa física, microempreendedor ou microempresa, R$ 440 e R$ 860. Os valores são da tabela em vigor desde 20/12/2025 (Portaria GM/MDIC nº 110/2025), e o enquadramento do desconto deve ser conferido no cadastro antes de emitir a guia.

Desconfie de quem aparece sem ser chamado oferecendo registro de marca para o nome do selo: a ALLi alertou, em 2015, que há quem procure editores iniciantes assim.

Como usar o selo no ISBN?

Esquema da página de créditos de um livro com o nome do selo e o ISBN na ficha catalográfica.
No livro impresso, o ISBN fica na página de créditos, no verso da folha de rosto, dentro da ficha catalográfica. Diagrama: Verse

Peça o ISBN com o nome do selo já decidido, porque a CBL quer título, autoria e editora definidos antes do registro. O passo a passo da CBL é cadastrar-se como pessoa física ou jurídica, entrar no perfil e informar os dados da publicação; o ISBN custa R$ 28,60, com prazo de dois dias úteis (preço de 18/10/2026); o código de barras e a ficha catalográfica são pagos à parte, como mostra o guia sobre quanto custa o ISBN. O titular cadastrado é a editora, a empresa ou a pessoa física responsável pela publicação.

O prefixo editorial, que ocupa de dois a seis dígitos do ISBN, identifica a editora, a empresa ou o selo, e cada selo precisa do seu, mesmo dentro de um grupo. Cada formato, de brochura a e-book e audiolivro, leva ISBN próprio.

Sem ISBN próprio, a plataforma aparece no lugar do selo. No KDP, com o ISBN gratuito o selo aparece como "Publicado de forma independente"; com ISBN comprado, o autor pode listar o próprio selo, e o KDP não publica se o selo divergir do cadastrado na agência do ISBN. Na IngramSpark, o ISBN é atrelado ao nome do selo na hora do cadastro.

Trocar o nome do selo depois pede ISBN novo no Brasil, e o número atribuído não muda; a regra está no guia sobre como tirar ISBN no Brasil. A CBL diz que os dados do cadastro só mudam se o livro ainda está em editoração.

No livro impresso, o ISBN vai na página de créditos, no verso da folha de rosto, dentro da ficha catalográfica, precedido da sigla "ISBN".

Como fica na prática: um selo montado por autores

Num texto de abril de 2014, o autor Daniel Cariello contou que ele e outros três autores que se autopublicavam (Yury Hermuche, Carolina Nogueira e Gabriela Goulart) decidiram criar o selo Longe para reunir os livros. Sem distribuidora, fizeram um site para cada autor e um para o selo. O que o caso mostra é a decisão anterior a tudo: um nome comum a quatro livros que já existiam, escolhido antes de qualquer número e de qualquer taxa.

O texto não conta como o selo foi registrado nem como saiu o ISBN; essa parte é o roteiro desta página, aplicado em ordem ao selo do autor.

Checklist do selo (versão para copiar)

Confira os oito passos do seu selo, do nome ao ISBN

Funcionou quando a página de créditos do arquivo final mostra o nome do selo, o ISBN emitido pela CBL e a ficha catalográfica, e o mesmo nome aparece no cadastro da plataforma.

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O guia-mãeComo funciona uma editora por dentro: aquisição, conselho e catálogo — Por dentro, uma editora compra o direito de publicar e banca o risco: o editor escolhe o original, monta a projeção de vendas, o P&L, e decide sozinho, em algumas casas, ou defende o livro numa reunião com comercial e marketing, nas grandes.

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Em breve

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Quem fala sobre isso 6pessoas

  • Jane Friedmanescreve sobre o mercado editorial americano no site e na newsletter The Bottom Line; foi editora de aquisição numa editora de porte médio a partir de 1998 (janefriedman.com, 2025)

    Obra sobre a conta que decide o que a editora publica: "The Book P&L: How Publishers Make Decisions About What to Publish", 2015, atualizada em 2025.

    Página ↗
  • Phoebe Morgandiretora editorial (Publishing Director) de ficção comercial na Hodder & Stoughton, do grupo Hachette UK (The Honest Editor, 2025)

    Obra sobre a reunião em que a editora decide comprar um livro: "Acquisitions Meetings", The Honest Editor, 2025.

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  • Harold Underdowneditor de livros infantis nos Estados Unidos; escreve guias sobre como esse mercado publica (underdown.org, 2007)

    Obra sobre o caminho do original até o contrato dentro da editora: "Acquisition Basics: From Submission to Contract", 2007.

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  • John B. Thompsonsociólogo, professor da Universidade de Cambridge; diretor da Polity Press, a editora do livro (Wikipedia, consultada em 2026)

    Obra sobre o negócio das editoras comerciais: Merchants of Culture: The Publishing Business in the Twenty-First Century, Polity, 2010.

    Página ↗
  • Luiz Schwarczeditor; fundador, em 1986, e CEO da Companhia das Letras, editora cujas páginas oficiais esta página usa como fonte (Correio da Manhã, 2025)

    Obra sobre o ofício de editor: O primeiro leitor, 2025, a história dele como editor por quase 50 anos, com capítulos de lições sobre edição.

    Página ↗
  • Deb Vanasseautora de dezenas de livros publicados; editora freelancer e autora-editora (bio do artigo na IBPA, 2025)

    Obra sobre a conta de lucros e perdas de cada título: "How to Build a Smarter P&L", IBPA, 2025.

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A Verse Media faz infraestrutura para quem escreve e publica livros no Brasil. A Enciclopédia é a parte pública disso: páginas escritas a partir de fonte aberta, com preço e data na frase, para que um autor decida sem depender de quem vende o serviço. Toda afirmação de fato tem fonte listada. O que é análise nossa está marcado no texto. Fato que nenhuma fonte sustenta não entra. A pesquisa e a redação usam modelos de linguagem com regras de fonte e checagem independente; a revisão é humana.

Autoria: Verse MediaRevisado em 23 out. 2026Passos conferidos em 23 out. 2026Publicado em 23 out. 202616 fontes · 15 no integral

Os passos vêm da documentação da CBL, do INPI, da Amazon KDP e do manual internacional do ISBN, lidos em outubro de 2026, e de três textos de apoio de autopublicação. O caso do selo Longe é o relato de um dos fundadores e não detalha registro nem ISBN. Valores e regras mudam: confira a tabela do INPI e os preços da CBL antes de pagar.

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Lidas em resumo ou pela referência

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Cite esta página
VERSE MEDIA. Como criar um selo editorial próprio: nome, marca e ISBN. Enciclopédia Verse, 23 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/mercado-e-industria/economia-do-livro/como-criar-um-selo-editorial. Acesso em: [data].

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