A plataforma de inteligência artificial Midjourney vai transferir os bancos de dados de vídeo usados no treinamento de seus modelos para os advogados da Disney. A entrega faz parte de um acordo entre as partes no processo de direitos autorais movido pelo estúdio, homologado pela Justiça americana em 7 de outubro, segundo o blog especializado Chat GPT Is Eating the World.
A disputa começou em junho de 2025, quando a Disney e a Universal processaram a empresa por infração direta e secundária de direitos autorais. Na época, a queixa focava na capacidade da ferramenta de gerar imagens quase idênticas a personagens protegidos sem qualquer licença. No entanto, os estúdios já alertavam que a Midjourney estava desenvolvendo um gerador de vídeos treinado com material audiovisual protegido.
Com o acesso aos dados de treinamento, os especialistas da Disney poderão quantificar exatamente o que foi copiado dos arquivos da empresa, em vez de depender de estimativas externas. A newsletter The Inference aponta que a Midjourney já está produzindo amostras de resultados no processo, com 385 gerações por personagem, o que permitirá aos peritos extrapolar as contagens para a população total.
O mercado de direitos autorais já tem precedentes de quanto custa o uso não autorizado de obras por inteligências artificiais. A The Inference lembra que gravadoras como a Universal e a Sony estabeleceram um teto de 9 bilhões de dólares em um processo recente contra a geradora de músicas Suno. O valor foi calculado com base no limite legal de 150 mil dólares por cada uma das mais de 60 mil faixas supostamente copiadas.
Diferente de concorrentes que levantaram centenas de milhões de dólares para bancar defesas jurídicas e eventuais acordos de licenciamento, a Midjourney não tem o mesmo caixa. A empresa opera com recursos próprios e, se os peritos da Disney chegarem a uma cifra bilionária a partir dos dados de vídeo revelados, a conta cairá direto no balanço financeiro da plataforma, que se prepara para lançar a sétima versão de seu modelo de imagens.
Dica pro Autor
Guarde os registros de criação e as datas de publicação das suas obras visuais. Se a Justiça continuar forçando as plataformas de IA a abrir seus bancos de dados, provar que o seu trabalho foi usado sem licença vai depender de cruzar o que está lá com o que você tem documentado.
Fonte e apuração
- Fonte original
- Chat GPT Is Eating the World, 06 OUT ↗
- Também em
- theinference.org ↗
- Também em
- itsartlaw.org ↗
- Data do fato
- 07 OUT
- Cobertura no Brasil
- nenhuma matéria em português até 10 out, 13:16
- Como foi feita
- rascunho com apoio de IA a partir da fonte acima; apurado e editado pela Redação Verse
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