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Jornalismo literário

Jornalismo literário é, para o editor Mark Kramer, a não ficção em que as artes de estilo e de construção narrativa associadas à ficção servem para revelar o que de fato acontece, que é a essência do jornalismo. O nome tem rivais, e nem todos aceitam o rótulo; como se faz uma reportagem assim está no guia sobre ensaio, jornalismo literário e true crime.

Como mais se chama o jornalismo literário?

Em inglês, "narrative journalism" e "literary journalism" são usados como nomes do mesmo campo. No Brasil, o jornalista Felipe Pena, em Jornalismo literário (2006), lista como subgêneros o romance-reportagem, a biografia, o New Journalism, a ficção jornalística e o jornalismo gonzo. Nem todos aceitam o rótulo: o criador da piauí, João Moreira Salles, prefere falar em apuração, narrativa e escrita, segundo o Comunique-se (2007), como conta o guia.

Em que ele difere da notícia?

A notícia segue a pirâmide invertida; os jornalistas narrativos costumam apresentar o texto em ordem cronológica ou dividido em episódios, segundo Schmidt (2017). Podem usar suspense, flashbacks e flashforwards, e escrever como se os fatos fossem parte de um enredo e as pessoas, personagens. A narrativa dá mais espaço ao contexto e às circunstâncias por trás dos acontecimentos e tenta fazer o leitor entender os motivos e as ações das fontes, segundo a revisão sistemática de van Krieken (2021). Kramer descreve a voz do jornalista literário como íntima, informal, franca, humana e irônica, a de um narrador que não fala por nenhuma instituição.

De onde vem?

O pesquisador van Krieken (2019) vê no teatro e na mitologia da Grécia antiga os prováveis progenitores do gênero, e Marsh (2010) compara os flashbacks do jornalismo narrativo à cronologia alterada de Homero e de Sófocles. Ahearn (1976) encontra traços do jornalismo narrativo nos escritos de Daniel Defoe, no século XVIII, e nos romances realistas do século XIX. Nos Estados Unidos, o historiador John C. Hartsock cita, como tentativas de escrever relatos não ficcionais à maneira de romances, Georgia Scenes (1835), de Augustus Baldwin Longstreet, e as reportagens de Stephen Crane sobre Nova York nos anos 1890.

No Brasil, o cronista e repórter João do Rio é tratado como pioneiro da crônica-reportagem; os livros dele venderam bem, mas, segundo Bak e Reynolds (2011), o jornalismo literário só voltou a ter força no país nos anos 1940 e 1950.

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O guia completoComo escrever um ensaio, um livro-reportagem ou um true crime: a não-ficção que prende — Um ensaio começa pelo assunto e para onde se sente completo, ensinou o filósofo Theodor Adorno; um livro-reportagem ou um true crime usa as ferramentas do romance que o repórter Tom Wolfe listou, a cena à frente, para o que o editor Mark Kramer pede do jornali

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Autoria: Verse MediaRevisado em 28 out. 2026Passos conferidos em 28 out. 2026Publicado em 28 out. 202610 fontes · 1 no integral

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VERSE MEDIA. Jornalismo literário. Enciclopédia Verse, 28 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/generos-e-tropes/nao-ficcao/jornalismo-literario. Acesso em: [data].

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