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Romance contemporâneo

Romance contemporâneo é o subgênero de romance que se passa de 1950 até o presente, pela definição de subgêneros da Romance Writers of America (RWA) na versão de 2016 da página da associação, cópia do Internet Archive. Na crítica literária brasileira, a expressão aparece com recorte próprio de cada pesquisa: Regina Dalcastagnè, pesquisadora da Universidade de Brasília, mapeou os romances publicados por três editoras entre 1990 e 2004. O guia sobre como escrever um romance trata do primeiro uso; os demais guias do tema estão em Romance.

Nesta página
  1. Até quando um livro é contemporâneo?
  2. O que o romance contemporâneo mostra, segundo a pesquisa?
  3. Com que outros rótulos o romance contemporâneo se confunde?
  4. Quem lê, e o que muda para quem escreve?

Até quando um livro é contemporâneo?

A régua da data está no guia sobre como escrever um romance; o romance histórico é o recorte anterior. O limite que importa aqui é o do tempo: Kristin Ramsdell, autora de Romance Fiction: A Guide to the Genre (1999), nota que a maioria desses livros envelhece e sai de catálogo, e que os que sobrevivem, como os de Jane Austen, passam a ser classificados como históricos.

O que o romance contemporâneo mostra, segundo a pesquisa?

Para Ramsdell, em 1999, o contemporâneo era o maior subgênero e refletia os costumes da época: antes de 1970 a heroína largava o emprego ao casar ou ter filhos; depois, passou a ter e a manter uma carreira. Com enredos mais complexos, a fronteira com a women's fiction ficou borrada. Na pesquisa de leitoras da RWA de 2014, o contemporâneo respondeu por 41% das vendas em papel e 44% das de e-book entre os subgêneros.

No recorte da crítica brasileira, Dalcastagnè conclui, sobre os romances das três editoras que mapeou, que o romance brasileiro contemporâneo tem caráter preponderantemente referencial: são raras as obras que se voltam ao passado ou que saem do cenário das grandes cidades.

Com que outros rótulos o romance contemporâneo se confunde?

Quatro rótulos se misturam com o contemporâneo: new adult, chick lit, comédia romântica e romance erótico.

O new adult tem protagonistas de 18 a 29 anos; em 2012 o rótulo se firmou no contemporâneo, quando livros autopublicados de Colleen Hoover, Tammara Webber e Jamie McGuire foram comprados por grandes editoras. A comédia romântica tem verbete próprio. A heroína do chick lit dos anos 1990 é, para a pesquisadora Eva Chen (2010), uma evolução da heroína romântica tradicional: assertiva, independente financeiramente e entusiasta do consumo. O romance erótico também tem verbete próprio.

Quem lê, e o que muda para quem escreve?

No estudo de compradoras de 2017 citado pela RWA, as mais jovens liam menos contemporâneo (ver romance paranormal). Para quem escreve, a RWA define o contemporâneo como o livro ambientado de 1950 em diante, e Ramsdell (1999) diz que ele reflete os costumes da época.

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O guia completoComo escrever romance: o casal, a barreira e o final feliz — Para a pesquisadora Pamela Regis, todo romance, a história de amor com final otimista, tem oito elementos, da sociedade que oprime o casal e da barreira entre os dois ao noivado.

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Autoria: Verse MediaRevisado em 29 out. 2026Passos conferidos em 29 out. 2026Publicado em 29 out. 20266 fontes · 2 no integral

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VERSE MEDIA. Romance contemporâneo. Enciclopédia Verse, 29 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/generos-e-tropes/romance/romance-contemporaneo. Acesso em: [data].

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