Cutter
Cutter é a notação de autor: um código de uma letra seguida de algarismos, tirado de uma tabela, que representa o sobrenome do autor, ou a primeira palavra do título, e ordena obras de mesma classificação no número de chamada de uma biblioteca. O nome vem de Charles Ammi Cutter, que criou tabelas de letras e números para a ordenação alfabética. A ficha do livro leva o código junto da CDD ou da CDU, como mostra o guia sobre ficha catalográfica, do tema ISBN e metadados.
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Como o código de Cutter é formado?
Pelo guia do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Espírito Santo, o número de Cutter sai das primeiras letras da entrada principal, sem artigo, seguidas do número que a tabela dá a esse nome. Um número de Cutter é lido como decimal: um ponto, uma letra e um ou mais algarismos.
Um trecho da tabela Cutter-Sanborn, reproduzido no guia, mostra a regra: "Scott" é 425, "Scott, G." é 426 e "Scott, J." é 427. Segundo o guia, um autor chamado Eduardo Scott fica com S425, o número de "Scott". O código é o segundo nível do número de chamada; o primeiro é o assunto, que costuma vir da CDD ou da CDU.
O que é a marca da obra?
A marca da obra é a inicial do título, sem artigo, acrescentada ao código quando uma biblioteca tem mais de um livro do mesmo autor sob a mesma classificação. Pelo guia, ela entra a partir do segundo título; no Brasil a prática se popularizou, e as obras do acervo costumam levar o código de Cutter-Sanborn seguido de uma só letra.
Quem fez a tabela, e qual é a usada no Brasil?
Segundo o guia, que cita a obra de Bohdan S. Wynar (1976), Cutter desenvolveu primeiro uma tabela de dois dígitos; Kate F. Sanborn a expandiu para três dígitos, o que levou Cutter a fazer a própria tabela de três dígitos. Há assim três variações, e a mais empregada no Brasil é a de três dígitos de Cutter-Sanborn, conhecida aqui como "tabela de Cutter". A alternativa brasileira é a tabela PHA, de Heloisa de Almeida Prado (1976).
Cutter-Sanborn, tabela de Cutter e Classificação de Cutter são a mesma coisa?
Não: o mesmo guia avisa que a tabela de três dígitos de Cutter-Sanborn não se confunde com a tabela de três dígitos do próprio Cutter nem com a Classificação de Cutter, que o guia descreve como um sistema de classificação. Este termo trata só da notação de autor.
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O guia completoFicha catalográfica, CIP e depósito legal: o que o livro é obrigado a ter — Todo livro editado no Brasil deve trazer a ficha catalográfica, que faz o papel do CIP, e o ISBN, pela Lei do Livro; e todo livro publicado, impresso ou digital, vai em depósito legal à Biblioteca Nacional em até 30 dias.Em breve
Lidas no texto integral
Lidas em resumo ou pela referência
- ITS Marc, "Definition: Cutter number", https://itsmarc.com/crs/mergedProjects/cutter/cutter/definition_cutter_number_cutter.htm.
- Bohdan S. Wynar, Introduction to cataloging and classification, 5ª ed., Littleton: Libraries Unlimited, 1976, e Heloisa de Almeida Prado, Tabela "PHA", 2ª ed., Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1976, ambos citados na lista de referências do guia da UFES e não abertos.
VERSE MEDIA. Cutter. Enciclopédia Verse, 18 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/metadados-e-identificadores/isbn-e-metadados/cutter. Acesso em: [data].
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