Herói byroniano
Herói byroniano é uma variante do herói romântico que leva o nome do poeta inglês Lord Byron. Para Peter Thorslev, autor do estudo de referência, esses heróis são "invariably solitaries" (invariavelmente solitários). O anti-herói, por sua vez, às vezes é usado de modo tão amplo que cobre também os heróis byronianos; o guia sobre protagonista, antagonista, vilão e anti-herói o trata como antecessor.
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Qual é a origem do herói byroniano?
Em The Byronic Hero: Types and Prototypes (1962), Thorslev descreve o tipo e diz que a cultura dele morreu na Inglaterra quase junto com Byron. Segundo Robert Christiansen, autor de Romantic Affinities (1988), Childe Harold (1812) puxa de Hamlet, do Werther de Goethe (1774), do Mr. Falkland de Caleb Williams, de William Godwin (1794), e do René de Chateaubriand. Os vilões góticos "impenitentes" da escritora Ann Radcliffe, desde 1789, prefiguram o tipo.
O público confundiu Byron com Harold, apesar do prefácio. Lady Caroline Lamb, contemporânea do poeta, disse dele, antes de os dois terem um caso, "mad, bad and dangerous to know" (louco, mau e perigoso de conhecer).
O que Macaulay disse dos heróis de Byron?
A definição de Thomas Babington Macaulay é uma crítica, e não um elogio. Na Edinburgh Review de junho de 1831, ao resenhar as Letters and Journals of Lord Byron, com notas biográficas de Thomas Moore, ele escreve que mal seria exagero dizer que Byron só sabia mostrar um homem e uma mulher: o homem, "proud, moody, cynical, with defiance on his brow, and misery in his heart" (orgulhoso, mal-humorado, cínico, com desafio na testa e miséria no coração), desdenhoso dos outros, implacável na vingança e capaz de afeto profundo; a mulher, toda doçura, capaz de se transformar em tigresa pela paixão.
Quem descende do herói byroniano?
Entre os descendentes do tipo estão Heathcliff, de O morro dos ventos uivantes (1847), Rochester, de Jane Eyre (1847), Edmond Dantès (1844) e Pechórin, de Um herói do nosso tempo (Lermontov, 1839). Steerforth, de Dickens, também entra na lista: no artigo "Charles Dickens and the Byronic Hero" (1969), o crítico W. J. Harvey mostra que David não consegue odiá-lo. O escritor Kingsley Amis, em The James Bond Dossier (1965), lê o James Bond dos livros como byroniano, "lonely, melancholy" e de "cold and cynical veneer" (solitário, melancólico, de verniz frio e cínico). George R. R. Martin chama Jon Snow de herói byroniano, segundo o Meduza de 22/08/2017.
Qual é o limite do tipo, segundo Macaulay?
Para Macaulay, o limite é a repetição: um único homem e uma única mulher, sempre os mesmos. O herói byroniano é precursor do anti-herói moderno.
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O guia completoTipos de personagens: protagonista, antagonista, vilão e anti-herói — Os tipos de personagens de uma história são o protagonista, que move a ação, o antagonista, que se opõe a ele, e os secundários à volta.Termos vizinhos
Lidas no texto integral
Lidas em resumo ou pela referência
- Peter L. Thorslev Jr., The Byronic Hero: Types and Prototypes, University of Minnesota Press, 1962, p. 4 e 192.
- Robert Christiansen, Romantic Affinities, Bodley Head, 1988, p. 201–203.
- Jonathan David Gross, Byron: The Erotic Liberal, Rowman & Littlefield, 2001, p. 148.
- W. J. Harvey, "Charles Dickens and the Byronic Hero", Nineteenth-Century Fiction, 1969, p. 305–316. doi:10.2307/2932860
- Kingsley Amis, The James Bond Dossier, 1965; Fiona MacCarthy, Byron: Life and Legend, John Murray, 2002, p. 557.
- Meduza, reportagem sobre George R. R. Martin, 22/08/2017.
VERSE MEDIA. Herói byroniano. Enciclopédia Verse, 18 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/oficio-narrativo/personagem/heroi-byroniano. Acesso em: [data].
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