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Onde vender ebook além da Amazon: Google Play, Apple Books, Kobo e distribuidores

Além da Amazon, o autor brasileiro vende e-book no Google Play Livros, na Apple Books e na Kobo, que pagam até 70% e aceitam conta daqui; Barnes & Noble e assinaturas, como a Skeelo, chegam por distribuidor. Sair do KDP Select, que corta pela metade o repasse da Amazon.com.br, só compensa a quem tem leitor fora dela: na edição de 2026 do Panorama do Consumo de Livros, a última compra de livro digital foi na Amazon para 54,8% dos consumidores, no Google para 19,6% e na Skeelo para 10,1%.

Você publicou na Amazon e lê, em todo fórum de autor, que ficar só nela é arriscado. A lista de lojas para ir além é longa e quase toda em dólar, e não fica claro qual delas tem leitor em português nem quanto se perde ao sair da exclusividade.

O que você leva

A lista das lojas de e-book fora da Amazon que aceitam o autor brasileiro, com o que cada uma paga, como o dinheiro chega e quanto pesa entre os leitores daqui, e a conta em reais que diz se vale sair do KDP Select.

Pra quem é

Leu que ir para todas as lojas rende mais, pôs o e-book na Apple, no Google e na Kobo, perdeu os 70% da Amazon brasileira e o Kindle Unlimited, e as vendas fora da Amazon não apareceram.

Nesta página
  1. Onde vender ebook além da Amazon?
  2. Quais lojas de e-book existem no Brasil e em qual o leitor compra?
  3. Vale sair do KDP Select para vender em todas as lojas?
  4. Como publicar na Apple Books sendo brasileiro?
  5. O Google Play Livros aceita autor brasileiro?
  6. Vale publicar na Kobo pelo Kobo Writing Life?
  7. Vale usar uma distribuidora de e-book ou publicar direto em cada loja?
  8. Dá para vender livro no Mercado Livre e na Shopee?
  9. As lojas em uma tabela
  10. A conta de sair do Select
  11. Perguntas frequentes
  12. O que fazer com isso
Um leitor de e-book e um livro impresso lado a lado sobre uma mesa de madeira.
O leitor de e-book pode comprar em mais de uma loja; a página mostra em quais. Foto de @felipepelaquim - no Pexels

Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.

Onde vender ebook além da Amazon?

São três lojas abertas ao autor brasileiro, e o que separa uma da outra não é o percentual, que fica perto de 70% nas três, mas o leitor que está nelas e o jeito de o dinheiro chegar. Esta página trata do livro; o e-book vendido em plataformas de infoproduto fica fora.

  • Google Play Livros. A tabela oficial de países marca o Brasil como aberto a vendedor novo, e o perfil de pagamento brasileiro criado hoje recebe em reais. Paga 70% a quem aceitou os termos atualizados da Central de Parceiros e 52% a quem não aceitou, como mostra o guia sobre como publicar um livro de graça.
  • Apple Books. A Apple paga 70% em todo e-book, qualquer que seja o preço, sem taxa de entrega de arquivo. Vende em 51 países e regiões, o Brasil entre eles, e aceita conta bancária brasileira em reais.
  • Kobo. Pela ajuda do Kobo Writing Life na versão de 2024, o autor recebe 70% do preço em e-book original a partir de R$ 7,99 e 45% abaixo disso. Paga ao banco brasileiro em dólar.

A livraria americana Barnes & Noble, que tem plataforma própria, a Barnes & Noble Press, chega ao brasileiro pelo distribuidor: a Draft2Digital a inclui entre as lojas para onde entrega, como mostra o guia sobre como publicar um ebook. O mesmo vale para as assinaturas de leitura, que recebem o livro do autor independente por distribuidores como o Clube de Autores; as assinaturas, uma a uma, estão em Audible, Storytel, Skeelo e Kobo Plus.

Ficam duas perguntas: em qual dessas lojas o leitor brasileiro compra, e quanto custa deixar a exclusividade da Amazon para estar nelas.

Quais lojas de e-book existem no Brasil e em qual o leitor compra?

Pessoa lendo um e-book na tela de um tablet.
Onde o leitor brasileiro compra é o que decide em quais lojas vale estar. Foto de Letícia Alvares no Pexels

A Amazon foi a loja da última compra de livro digital de mais da metade dos consumidores no Brasil; o Google é a segunda porta e a terceira é uma assinatura. Na edição de 2026 do Panorama do Consumo de Livros, pesquisa da CBL (Câmara Brasileira do Livro) com a Nielsen BookData, a última compra de livro digital foi feita na Amazon por 54,8% dos consumidores, no Google por 19,6% e na Skeelo, aplicativo de leitura por assinatura, por 10,1%: as três somam 84,5%. O "digital" da pesquisa inclui o audiolivro, que já responde por 24% dessa última compra.

A série mostra a Amazon crescendo e o Google recuando. Na edição de 2023, feita com 16 mil entrevistas, a Amazon tinha 46%, o Google 25%, a Skeelo 8,9% e a Apple 5,9%; na de 2026, Apple e Kobo não aparecem entre as lojas citadas pela matéria do PublishNews, site de notícias do mercado editorial. Na nossa leitura, o aparelho ajuda a explicar o Google: na mesma edição de 2023, metade dos leitores digitais lia no celular e 19% num leitor de livros digitais.

Há um retrato mais antigo com outro resultado, e a diferença é o que se mede. Em 2016, o Global eBook Report, relatório internacional sobre o mercado de e-books organizado por Rüdiger Wischenbart, estimou a partir do faturamento digital de editoras, sem autopublicação, a Amazon com 60% do e-book vendido no Brasil, a Apple com 15%, Saraiva e Google com 10% cada e a Kobo com cerca de 5%. O Panorama pergunta ao consumidor onde ele comprou; o Global eBook Report olhava a receita das editoras e excluía a autopublicação. Nenhum dos dois diz quanto o livro autopublicado vende em cada loja.

A pesquisa anual das editoras com a Nielsen, por sua vez, mede canal de venda, não loja, e não dá a fatia da Amazon. Ela dá o tamanho: em 2025, o conteúdo digital respondeu por 9% do faturamento das editoras, e as assinaturas de e-book cresceram 63%.

Duas editoras mostraram quais lojas tratam como alternativa num episódio de fevereiro de 2024: durante a renegociação do contrato com a Bookwire, distribuidora digital que atende cerca de 700 editoras no Brasil, a Amazon tirou da loja Kindle os e-books distribuídos por ela. A Todavia mandou o leitor comprar na Kobo, na Apple, no Google e na Skeelo; a Aleph indicou a Skeelo.

A Saraiva, que em 2016 tinha 10% do e-book vendido pelas editoras, teve a falência decretada em 2023, como registra o guia sobre como publicar um livro de graça. A Livraria Cultura levou a Kobo ao Brasil em 2012, com o leitor Kobo Touch, como conta o termo e-reader, e a central de ajuda da Kobo em português ainda a lista entre as livrarias parceiras cuja conta se vincula à da Kobo.

Para quem escreve em português e vende para o Brasil, ir além da Amazon é, nesta ordem, Google e assinatura; para quem tem leitor fora do país, o mapa é outro, e as listas em inglês valem mais (leitura nossa).

Vale sair do KDP Select para vender em todas as lojas?

No Brasil, ir para todas as lojas custa metade do repasse da Amazon.com.br, e o retorno vem de uma loja onde cerca de um em cada cinco consumidores fez a última compra de livro digital; a conta só fecha para quem tem leitor fora da Amazon brasileira. A regra que faz o custo é da Amazon: na Amazon.com.br, os 70% só valem para o e-book inscrito no Select, e fora dele a venda no Brasil paga 35%, com as faixas de preço que o guia sobre como publicar um livro detalha.

A conta, com um e-book de R$ 19,90 e 2 MB, mostra o tamanho da troca. O guia sobre quanto ganha um autor na Amazon faz a venda no Brasil render R$ 13,51 no Select e R$ 6,97 fora dele: cada venda na Amazon perde R$ 6,54 quando o autor sai. A mesma venda no Google, na Apple ou na Kobo rende até R$ 13,93, os 70% de R$ 19,90 (conta nossa; na Kobo, os 70% são sobre o preço sem impostos). Uma venda fora da Amazon cobre, portanto, o que se perde em duas vendas dentro dela.

Se as vendas do autor seguissem a proporção do Panorama, 54,8 na Amazon para 19,6 no Google, cada 100 vendas na Amazon viriam com cerca de 36 no Google (conta nossa). Nessa proporção, a saída rende menos que o Select, e o empate pede cerca de 47 vendas fora da Amazon para cada 100 dentro dela, como mostra a conta no fim desta página; as páginas lidas no Kindle Unlimited, que só o Select recebe, pesariam a favor dele, e o peso delas está em Kindle Unlimited vale a pena para o autor?.

Quem defende cada lado está em Amazon KDP ou Clube de Autores.

O que a experiência de autores acrescenta é a condição. A autora independente Joanna Penn, citada pela ALLi em 2019, pôs no Select o thriller histórico do pai, Nada, porque a maior parte das vendas dele seria na Amazon, e usa o Select nos livros em espanhol e italiano; a maior parte do catálogo em inglês, ficção e não ficção, fica em todas as lojas, para não depender de uma só. A romancista americana Alyne Hart tirou os livros do Kindle Unlimited para ir a todas as lojas num lançamento, viu as vendas desabarem em todas as lojas menos na Amazon ("everywhere but Amazon", nas palavras dela), voltou, e em 2018 saiu de novo, disposta a crescer devagar fora dela.

Na nossa leitura, o caso de Penn dá a condição: o livro cujas vendas estarão na Amazon, como o do pai dela, tende a ficar no Select, e o catálogo em língua com leitor nas outras lojas vai para fora dele; o de Hart mostra que sair pede disposição para crescer devagar. Para o autor brasileiro que escreve em português, quem decide é a conta acima, com os números do próprio livro; as regras do período de exclusividade estão em Amazon KDP ou Clube de Autores.

Como publicar na Apple Books sendo brasileiro?

Na Apple, a regra favorece o brasileiro e o leitor é pouco. Além dos 70% em qualquer preço, sem taxa de entrega, ela não vende posição na loja e não pede casamento de preço com outras lojas. O livro se publica pelo navegador, no portal Apple Books for Authors, com uma conta iTunes Connect; nenhuma das páginas da Apple consultadas pede Mac.

Para abrir a conta, a Apple pede uma Conta Apple, os direitos digitais sobre o livro e autorização para assinar documentos em nome próprio ou da empresa. Para vender, e não só dar o livro de graça, o titular aceita o contrato de livros pagos e, depois da verificação, informa os dados fiscais e bancários; os formulários fiscais são os do país de quem publica, e a Apple avisa que leva alguns dias para conferir a informação junto ao IRS, a receita federal americana.

O dinheiro chega em reais. O guia de pagamentos da Apple aceita conta bancária no Brasil, em reais, com pagamento mínimo de US$ 0,02; a transferência é eletrônica e sai até 45 dias depois da primeira sexta-feira de cada mês fiscal. O Brasil está entre os 51 países e regiões em que a Apple Books vende livros, e o livro aprovado pela equipe de revisão aparece na loja mais de 24 horas depois da aprovação.

A ressalva é o leitor: no Panorama de 2023, a Apple foi a loja da última compra digital de 5,9% dos consumidores brasileiros de livro digital. Os detalhes de arquivo, capa e identificador estão nos guias sobre EPUB, MOBI, AZW3 ou PDF, como formatar e converter seu e-book e preciso de ISBN?.

O Google Play Livros aceita autor brasileiro?

Aceita, e paga em reais; o "não aceita" que ainda circula vem, na nossa leitura, de um fechamento de 2015. No fim de maio daquele ano, o Google fechou a Central de Parceiros a cadastros novos, dizendo querer melhorar a gestão de conteúdo; a imprensa do setor associou o fechamento à pirataria na loja. Durante o fechamento, o autor chegava ao Google Play sobretudo por agregador; em novembro de 2017, o Google já aceitava independentes, mas nem sempre. O programa reabriu em junho de 2018.

A regra de 2026 é outra. Na tabela oficial, o Brasil tem cadastro de vendedor aberto, compras e pagamento; perfis de pagamento brasileiros criados agora recebem em reais. Para receber, o autor precisa de endereço e conta bancária locais num dos países com pagamento, e o Google inicia o pagamento no dia 15 de cada mês, cobrindo o mês anterior.

É a segunda loja do comprador brasileiro de livro digital, com 19,6% da última compra na edição de 2026 do Panorama. O cadastro, o arquivo, o preço e o aceite dos termos que levam o repasse a 70%, passo a passo, estão em como publicar no Google Play Livros.

Vale publicar na Kobo pelo Kobo Writing Life?

Leitor de e-book de tinta eletrônica com um trecho de texto na tela.
O leitor de tinta eletrônica é o território onde a Kobo é forte. Foto de Perfecto Capucine no Pexels

A Kobo tem regra em reais para o autor, mas paga em dólar, e as matérias sobre o Panorama não dão número para ela; na nossa leitura, serve a quem tem leitor fora do Brasil. Pela ajuda do Kobo Writing Life, na versão de 2024, o e-book original rende 70% do preço sem impostos a partir de R$ 7,99, ou US$ 2,99 nos Estados Unidos, e 45% abaixo desse piso; o domínio público, 20%. A ajuda oficial não põe teto de preço nos 70%.

A Kobo paga em dólar: o real não está entre as moedas dela, e a conversão e a tarifa ficam com o autor. Quando a Kobo paga e o mínimo para receber estão em como publicar na Kobo, com a abertura da conta, o envio do e-book e a comparação com o KDP.

Vale usar uma distribuidora de e-book ou publicar direto em cada loja?

A distribuidora troca uma parte do repasse por uma conta só, e no Brasil é por distribuidores como o Clube de Autores e a Bibliomundi que o autor independente chega à Skeelo; o Google, a loja que mais pesa aqui depois da Amazon, fica de fora da Draft2Digital. A Draft2Digital, que entrega o e-book a Apple Books, Barnes & Noble, Kobo e outras lojas e fica com cerca de 10% do preço, está no guia sobre como publicar um ebook. Ela paga por depósito internacional, Payoneer ou PayPal.

Outros distribuidores cobram de outro jeito: a PublishDrive, por assinatura em vez de comissão; a StreetLib, italiana, com conta grátis e, pela central de ajuda atualizada em agosto de 2026, entrega a mais de 50 lojas, bibliotecas digitais e aplicativos de assinatura, o Google Play entre eles.

No Brasil, o Clube de Autores faz esse papel, da Skeelo ao Google Play, com 20% do preço final em loja parceira e 50% do líquido em assinatura; como leva o mesmo e-book também ao Kindle, o livro distribuído por ele fica fora do Select, regra que Amazon KDP ou Clube de Autores detalha formato por formato. A Skeelo também recebe autopublicação pela Bibliomundi, distribuidora digital com quem fechou parceria em 2021.

Na nossa leitura, o arranjo que serve ao brasileiro combina os dois: direto no Google, que a Draft2Digital não cobre, e na Apple, que paga em reais, e distribuidor para as assinaturas e as lojas menores. Os distribuidores, um a um, estão em como distribuir seu livro em todas as lojas.

Dá para vender livro no Mercado Livre e na Shopee?

O e-book, na Shopee, não: a central de ajuda da Shopee Brasil põe "qualquer produto intangível ou online", com o e-book como primeiro exemplo, na lista de itens proibidos.

O livro impresso chega ao marketplace pela impressão sob demanda: o Clube de Autores anuncia o impresso no Mercado Livre, na Estante Virtual, na Amazon, no Magazine Luiza, no Submarino, no Shoptime e nas Americanas, e paga ao autor 20% do preço de venda final nesses canais. Os outros caminhos do livro de papel, da tiragem à prateleira, estão em como colocar seu livro em livraria física.

As lojas em uma tabela

O que cada loja paga e como o dinheiro chega ao autor brasileiro, com regras conferidas em outubro de 2026 (o repasse da Kobo, na versão de 2024 da ajuda).

As lojas lado a lado
loja o que paga condição como o brasileiro recebe quando paga última compra digital no Brasil (Panorama CBL/Nielsen) como entrar
Amazon KDP 70% no Select, 35% fora, na venda no Brasil 70% de R$ 5,99 a R$ 31,99, só no Select depósito na conta cadastrada cerca de 60 dias depois do mês 54,8% (2026) direto
Google Play Livros 70% (52% sem os termos atualizados) aceitar os termos na Central de Parceiros em reais, com endereço e banco locais a partir do dia 15 do mês seguinte 19,6% (2026) direto
Apple Books 70% em qualquer preço contrato de livros pagos, dados fiscais e bancários em reais, mínimo de US$ 0,02 até 45 dias depois da 1ª sexta do mês fiscal 5,9% (2023) direto, pelo navegador
Kobo 70% a partir de R$ 7,99; 45% abaixo e-book original em dólar, por transferência internacional dia 15 do segundo mês, acima de 50 dólares canadenses fora das lojas citadas (2023 e 2026) direto ou distribuidor
Skeelo e outras assinaturas pelo distribuidor (no Clube, 50% do líquido) entrar por distribuidor pelo distribuidor pelo distribuidor 10,1% (só a Skeelo, 2026) Clube de Autores, Bibliomundi
Shopee e-book proibido — — — — —
Mercado Livre (impresso) no Clube, 20% do preço final impressão sob demanda pelo distribuidor pelo distribuidor — Clube de Autores

A conta de sair do Select

Três barras empilhadas com a receita de 100 vendas na Amazon: no Select, fora do Select com 36 vendas no Google e no ponto de empate com 47 vendas nas outras lojas.
A conta da tabela em desenho: com 47 vendas fora para cada 100 na Amazon, sair do Select empata. Diagrama: Verse

Com um e-book de R$ 19,90 e 2 MB, a venda no Brasil, pelo cálculo do guia sobre quanto ganha um autor na Amazon, e as outras lojas a 70% (conta nossa):

cenário Amazon (100 vendas) outras lojas total
no Select 100 × R$ 13,51 = R$ 1.351,00 — R$ 1.351,00
fora do Select, vendas na proporção do Panorama (36 no Google) 100 × R$ 6,97 = R$ 697,00 36 × R$ 13,93 = R$ 501,48 R$ 1.198,48
ponto de empate R$ 697,00 47 × R$ 13,93 = R$ 654,71 R$ 1.351,71

Fora da conta: as páginas lidas no Kindle Unlimited (a favor do Select), o câmbio e a tarifa da Kobo e o Google a 52% sem os termos atualizados (R$ 10,35 por venda, empate em cerca de 63 vendas).

Perguntas frequentes

Precisa de Mac para publicar na Apple Books?

Não. A Apple descreve o envio do EPUB pelo portal Apple Books for Authors, no navegador, e nenhuma das páginas dela consultadas exige Mac. Para vender, o que ela pede são os dados fiscais e bancários do titular.

O Google Play Livros está aceitando autor novo no Brasil?

Está: em outubro de 2026 a tabela oficial marca o Brasil como aberto a vendedor novo, com pagamento em reais. O passo a passo está em como publicar no Google Play Livros.

A Kobo paga em reais?

Não. A Kobo paga em dólar quando a moeda do país do banco não está entre as dela, e o real não está; o banco brasileiro converte. O resto da regra está em como publicar na Kobo.

Posso vender o mesmo e-book na Amazon e nas outras lojas?

Pode, fora do KDP Select. Inscrito no Select, o e-book não pode estar em nenhuma outra loja digital, e a regra completa está em Amazon KDP ou Clube de Autores.

Dá para pôr o livro no Kindle Unlimited e na Skeelo?

Não ao mesmo tempo: o Select pede o e-book só na Amazon durante o período de 90 dias, e a Skeelo é distribuição digital. O impresso fica livre nos dois casos, como mostra Amazon KDP ou Clube de Autores.

Posso sair do Select no meio do período?

Não: despublicar não encerra a exclusividade antes do fim dos 90 dias em curso. Na nossa leitura, o caminho é desligar a renovação, que é automática, e esperar o fim do período; a regra está em Amazon KDP ou Clube de Autores.

Preciso de ISBN para vender fora da Amazon?

Depende da loja: o Google Play Livros usa um identificador próprio para quem não tem ISBN, e a Apple pede um código do vendedor. As regras de cada uma estão em preciso de ISBN?.

Dá para vender e-book na Shopee?

Não: a Shopee Brasil põe o e-book entre os produtos proibidos. O impresso chega aos marketplaces pela impressão sob demanda, como o Clube de Autores.

O que fazer com isso

Escolha a loja pelo leitor: as três de fora pagam perto de 70%, mas, entre os compradores brasileiros de livro digital, o Google teve 19,6% da última compra na edição de 2026 do Panorama e a Apple, 5,9% na de 2023. Faça a conta com o seu preço antes de deixar o Select e, se sair, saia uma vez: direto no Google e na Apple, distribuidor para as assinaturas. O lado da Amazon, do cadastro ao pagamento, está em como publicar e vender na Amazon KDP; o livro de papel na prateleira, em como colocar seu livro em livraria física.

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Em breve

audible storytel skeelo e kobo pluskindle unlimited vale a pena para ocomo distribuir seu livro em todas as

Quem fala sobre isso 4pessoas

  • John Dopplerinvestiga serviços de autopublicação como Watchdog da Alliance of Independent Authors (ALLi); escreve ficção científica, fantasia urbana e terror (bio do artigo, 2019)

    Obra sobre vender só na Amazon ou em várias lojas: "Publishing Exclusively to Amazon vs Publishing Wide", ALLi, 2019.

    Página ↗
  • Joanna Pennautora de thrillers (como J. F. Penn) e de não ficção para autores; mantém o site e o podcast The Creative Penn (bio do site, 2019)

    Obra sobre vender só na Amazon ou em todas as lojas: "Exclusivity vs Publishing Wide For Ebooks, Print, And Audio", The Creative Penn, 2019.

    Página ↗
  • Alyne Hartromancista que publica por conta própria (blog da autora no Goodreads, 2018)

    Obra sobre tirar os livros da exclusividade da Amazon e vender em todas as lojas: "Why I've Left Kindle Unlimited and Taken My Books Wide", 2018.

    Página ↗
  • Rüdiger Wischenbartautor do Global eBook Report, relatório sobre o mercado internacional de e-book (site dele, 2016)

    Pesquisa sobre o mercado de e-book em vários países, o Brasil entre eles: Global eBook Report, edição de 2016.

    Página ↗

O que a rede diz 5 vozes

  • Capa do post de Além dos Livros: Como publicar no Google Play Livros: criando sua conta | Uma alternativa real ao KDP da AmazonYouTube

    Diz que todo mundo fala de Amazon KDP e pouca gente leva a sério o Google Play Livros, e mostra passo a passo como criar a conta para publicar lá, apresentando a loja como uma alternativa concreta para o autor independente.

    Além dos LivrosYouTube ↗
  • Capa do post de Marina Blanc: 3 Plataformas para VENDER E-BOOK | Marina BlancYouTube

    Uma autora de livros de super-heróis apresenta as três plataformas que considera as melhores para vender o livro digital.

    Marina BlancYouTube ↗
  • Capa do post de Lis Rodrigues: Faturamento com E-books na Amazon KDPYouTube

    Faz uma conversa franca sobre as promessas de faturamento alto com e-book na Amazon KDP, conta quanto esse caminho rende de fato e aponta que o escritor pode lucrar mais com o próprio trabalho de outra forma.

    Lis RodriguesYouTube ↗
  • Capa do post de @authorharleighroseTikTok

    Lista dez lugares para vender fora da Amazon o livro infantil publicado pelo KDP, para quem autopublica e não quer depender de uma loja só.

    @authorharleighroseTikTok ↗
  • Capa do post de @theauthorimprintTikTok

    Lembra ao autor independente que a Amazon não precisa ser a única opção: dá para vender exemplares próprios e autografados, edições especiais, em eventos ou por outras plataformas de impressão sob demanda, mantendo a Amazon como parte da estratégia.

    @theauthorimprintTikTok ↗

O que está acontecendo

  • Kindle Unlimited deve superar US$ 5 bilhões em pagamentos a autores independentes ↗

    O Kindle Unlimited, serviço de assinatura de ebooks da Amazon, deve ultrapassar em novembro a marca de US$ 5 bilhões em pagamentos acumulados a autores independentes e pequenas editoras desde seu lançamento, em 2014. Segundo levantamento publicado pelo site The New Publishing Standard, o total cheg…

  • Audiobooks on Spotify Are Going Global ↗

    Today at the Frankfurt Book Fair, the world’s largest gathering of people who love books, we announced that audiobooks on Spotify are going global. By the end of 2026, listeners in more than 180 markets will be able to find their next great book on Spotify, right alongside the music and podcasts th…

  • Por que as vendas de livros crescem no Brasil enquanto os leitores diminuem? ↗

    Num cenário em que 53% dos brasileiros não são leitores, segundo pesquisa, redes sociais e áudio impulsionam o mercado editorial

  • Skeelo e Mercado Livre anunciam parceria para distribuir livros digitais ↗

    O Skeelo anunciou nesta quinta-feira (25) sua chegada ao Meli+, programa de assinaturas do Mercado Livre. Ao longo deste mês, os assinantes de Meli+ poderão acessar os audiolivros e e-books já incluídos no plano. Para acessar o Skeelo, os assinantes devem entrar na aba do programa no site ou aplica…

  • Crescem as publicações independentes de livros no Brasil ↗

    Impulsionadas pelas plataformas digitais, as publicações independentes ganham cada vez mais espaço no Brasil. O movimento fortalece a diversidade literária e amplia as oportunidades para novos autores, contribuindo para o crescimento de todo o setor editorial

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Autoria: Verse MediaRevisado em 20 out. 2026Passos conferidos em 20 out. 2026Publicado em 20 out. 202624 fontes · 15 no integral

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VERSE MEDIA. Onde vender ebook além da Amazon: Google Play, Apple Books, Kobo e distribuidores. Enciclopédia Verse, 20 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/plataformas-e-canais/lojas-e-marketplaces/alem-da-amazon. Acesso em: [data].

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