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Como começar um conto: primeiras frases que prendem (com exemplos)

Para começar um conto, escolha um destes seis caminhos para a primeira frase: o acontecimento já em curso, uma fala, a voz de quem conta, uma lacuna, um lugar que ameaça ou o desejo da personagem; o antecedente entra depois. Em qualquer um, escolha a frase que já carregue uma peça do fim. A armadilha comum é aquecer: abrir pelo costume, pela paisagem ou pela explicação antes de haver alguém querendo alguma coisa.

Você já sabe o que acontece no conto, talvez até como ele acaba, e a página continua em branco na primeira linha. Cada tentativa sai explicando quem é a personagem, onde ela mora, como o dia estava, e três parágrafos depois a história ainda não começou. \"Por onde eu entro nisso?\"

O que você leva

saber como começar um conto, tendo visto o movimento feito num trecho de obra real e com um exercício para aplicar

Pra quem é

No conto não há espaço para aquecimento: quem já tem a ideia trava na primeira frase e quer técnicas de abertura e exemplos.

Nesta página
  1. Como escolher a primeira frase de um conto?
  2. Quais são os jeitos de começar um conto? Seis aberturas com exemplo
  3. Como o começo de um conto prepara o fim? O exemplo de "Idéias de canário"
  4. Exercício: como escrever e testar a primeira frase do seu conto
Folha de papel em branco com uma caneta apoiada em cima, sobre uma mesa de madeira.
A página em branco antes da primeira frase. Foto de ᛟᛞᚨᛚᚹ ᚨᚱᚲᛟᚾᛊᚲᛁ no Pexels

Preço vem com a data na frase. O que estiver sublinhado em mostarda é análise nossa; o resto tem fonte no fim da página. Termo com ponto abre a definição ao passar o mouse.

Como escolher a primeira frase de um conto?

Escolha a primeira frase a partir do efeito que o conto quer deixar, decidido antes ou achado no rascunho, como mostra o guia sobre como escrever um conto. No conto, o começo pesa mais do que no romance. A romancista Edith Wharton, em The Writing of Fiction (1925), escreveu que o primeiro cuidado de quem escreve um conto deve ser saber começar. A regra de que a primeira página de um romance contém o germe do todo, diz ela, vale ainda mais para o conto, porque nele a trajetória é tão curta que o clarão e o estrondo quase coincidem.

O erro típico é começar como quem começa um romance. O contista russo Anton Tchekhov reconheceu esse defeito nos próprios contos numa carta de 27 de outubro de 1888: escrevendo com prazo de revista, ele se soltava no começo, que por isso parecia o início de um romance, e o meio saía amontoado e tímido.

Dois contos brasileiros de domínio público abrem por uma digressão antes da história. "Boccatorta", do escritor Monteiro Lobato (Urupês, 5ª ed., 1919), abre pelo costume português de dar nome de santo às terras descobertas; "O moleque", do escritor Lima Barreto (Histórias e sonhos, 1920), abre por uma observação que o geógrafo Reclus fez na Geographia Universal sobre os nomes tupis dos lugares. Nos dois, a personagem e o conflito só chegam depois do ensaio (leitura nossa).

Abrir com algo chamativo também não resolve sozinho. Para Wharton, a abertura vívida tem de ser mais do que um truque: ela deve situar o conto, como o desenhista que dá o essencial de um rosto em poucos traços, e servir de pista para tudo o que foi cortado. Na imagem dela, não adianta dar um tapa na orelha do leitor se não há uma salamandra para lhe mostrar, isto é, algo que fez a história valer a pena.

Escolha também o momento. O escritor Jacob M. Appel, num guia da revista Writer's Digest de 2011, aconselha começar no primeiro momento de conflito grande, e não antes; no mesmo texto, avisa que quem começa no momento mais dramático da história só tem para onde descer. Para ele, a frase de abertura deve trazer voz, ponto de vista, um esboço de enredo e um sinal da personagem. Os seis caminhos abaixo são maneiras diferentes de pôr isso numa linha.

Quais são os jeitos de começar um conto? Seis aberturas com exemplo

Cada abertura abaixo traz a técnica, a primeira frase de um conto em domínio público e o erro típico. A tabela resume quando usar cada uma; a escolha entre elas é de quem escreve, e o critério é nosso, tirado dos contos citados.

abertura use quando exemplo erro típico
acontecimento em curso o conto gira em torno de um ato e de suas consequências Machado, "O caso da vara" abrir no pico e não ter para onde subir
fala o conflito está entre duas pessoas Machado, "Theoria do medalhão" diálogo longo antes de o leitor conhecer as vozes
voz de quem conta o jeito de contar é o que o conto tem de próprio; primeira pessoa Simões Lopes Neto, "Trezentas onças" voz que soa bem e não promete nenhum caso
lacuna mistério, enigma, fantástico Lima Barreto, "A nova Califórnia" esconder do leitor o que a personagem sabe
lugar que ameaça o ambiente é o adversário ou define as regras do mundo Jack London, "To Build a Fire" paisagem bonita que não pesa em nada
desejo da personagem o fim vai cobrar exatamente aquilo que ela quer Machado, "Noite de almirante" descrever a personagem sem dizer o que ela quer

Pelo acontecimento já em curso

Ponha o ato que dispara o conto na primeira frase, com hora e lugar, e deixe o porquê para depois. A fuga vem na primeira linha de "O caso da vara", do romancista e contista Machado de Assis (Páginas recolhidas, 1899): "Damião fugiu do seminário às onze horas da manhã de uma sexta-feira de agosto.". Logo depois, o leitor já tem a pergunta prática do fugitivo, para onde ir. O antecedente da fuga vem depois, e o preço dela aparece na última frase, quando Damião pega a vara e a entrega a Sinhá Rita.

"An Occurrence at Owl Creek Bridge", do contista Ambrose Bierce, começa com o homem já no alto da ponte, mãos amarradas e corda no pescoço; a causa da execução só aparece na parte II. O erro típico é confundir ação em curso com clímax: Bierce abre num momento extremo, mas guarda a virada do conto para o fim, e é isso que evita a descida de que Appel fala (leitura nossa).

Pela fala

Abra numa fala que já contenha o conflito e deixe o leitor montar a cena pelo que se diz. Sem narrador, "Theoria do medalhão", de Machado (Papéis avulsos, 1882), monta a cena só pelas falas: pai e filho conversam às onze da noite, depois do jantar dos 21 anos do rapaz, e quem fala, onde e quando se descobre pelas próprias falas. A primeira linha é "— Estás com somno?".

A fala também pode apresentar o protagonista pelo olhar de outra pessoa. "Um homem célebre" (Várias histórias, 1896) abre com uma moça perguntando "o SENHOR é que é o Pestana?", e a reação dele, "vexado, aborrecido", entrega o conflito do conto, a fama que ele não quer. Em "The Open Window", do contista Saki (H. H. Munro), a primeira fala é da sobrinha de quinze anos, muito senhora de si, que vai enganar o visitante: "My aunt will be down presently, Mr. Nuttel" (minha tia já desce, sr. Nuttel).

O erro típico é abrir com uma sequência longa de falas: para Appel, ela fica difícil de seguir antes que o leitor conheça as vozes. Saki abre com uma fala só, atribuída e qualificada (leitura nossa).

Pela voz de quem conta

Deixe o narrador falar com alguém, com o vocabulário e o ritmo dele, antes de qualquer fato. Um travessão abre "Trezentas onças", do escritor João Simões Lopes Neto (Contos gauchescos, 1912): é o narrador falando a um ouvinte no lugar onde o caso aconteceu, "aqui neste mesmo passo". A primeira frase é "— Eu tropeava, nesse tempo.".

A voz funciona melhor quando já promete um caso. "The Black Cat", do contista Edgar Allan Poe, abre com o narrador avisando que não espera ser acreditado, "I neither expect nor solicit belief" (não espero nem peço que acreditem), e negando estar louco. "The Ransom of Red Chief", do contista O. Henry, abre com uma frase de quem conta vantagem e já anuncia o desastre: "It looked like a good thing: but wait till I tell you." (parecia um bom negócio, mas espere até eu contar).

A voz pode vir como juízo seco: "O comprador de fazendas", de Lobato, abre com "EIOR fazenda que a do Espigão, nenhuma.", e a frase seguinte dá a prova, a fazenda já arruinou três donos.

O erro típico é a voz que se basta e não promete nada. No romance há espaço para a voz rodar antes do caso, como mostra o guia sobre como começar um livro; no conto, ela precisa anunciar um caso já na primeira frase (leitura nossa).

Pela lacuna

Comece pelo que ninguém sabe e deixe o leitor no lugar de quem pergunta. "A nova Califórnia", de Lima Barreto (datado de 1910 no fim do texto), abre com "Ninguém sabia donde viera aquele homem.". A cidade, e o leitor com ela, só conhece o nome que vem na correspondência dele, Raimundo Flamel. É o caminho para conto de mistério e de enigma.

A lacuna também pode vir numa fala que promete o tipo de história. "Singular ocorrência", de Machado (Histórias sem data, 1884), começa no meio de uma conversa de rua: "Ha occurencias bem singulares.", e o interlocutor puxa o caso pergunta a pergunta. O erro típico é esconder do leitor o que a própria personagem sabe e chamar isso de mistério. Em "A nova Califórnia", ninguém na cidade sabe, e o leitor pergunta junto com ela; em "Singular ocorrência", quem sabe o caso é quem fala, e o leitor pergunta junto com o interlocutor.

Pelo lugar que ameaça

Abra no ambiente só quando ele for o adversário ou a regra do mundo. "To Build a Fire", do escritor Jack London, abre no frio: "Day had broken cold and grey, exceedingly cold and grey" (o dia nascera frio e cinzento, muito frio e cinzento), com o homem deixando a trilha principal do Yukon. O frio que vai matá-lo é a primeira coisa no texto. Em "The Masque of the Red Death", Poe abre pela peste que define o mundo do conto: "The 'Red Death' had long devastated the country." (a Morte Rubra devastava o país havia muito).

O contraste também serve. "The Monkey's Paw", do contista W. W. Jacobs, põe a noite fria e molhada lá fora contra a sala aquecida onde pai e filho jogam xadrez, e o pai arrisca o rei sem necessidade.

O erro típico é a paisagem que não pesa em nada. Tchekhov apontou outro, numa carta ao escritor Dmitri Grigorovitch sobre um conto dele: no começo, a palavra frio repetida demais faz a sensação embotar e virar hábito no leitor. London repete o frio na primeira frase e muda de assunto em seguida, para o homem e a trilha (leitura nossa).

Pelo desejo da personagem

Apresente a personagem pelo que ela quer, ou pelo objeto em que o fim vai tocar. "Noite de almirante", de Machado (Histórias sem data, 1884), abre com o marinheiro Deolindo saindo do arsenal às três da tarde com "um grande ar de felicidade nos olhos", e os colegas nomeiam o que ele espera da noite com Genoveva. O fim inverte a promessa: ele volta, não conta a verdade e sorri como quem viveu uma grande noite.

"Miss Brill", da contista Katherine Mansfield, abre num dia bonito e na decisão da personagem de usar a pele, o objeto que o fim do conto vai ferir: "Miss Brill was glad that she had decided on her fur." (Miss Brill estava contente por ter decidido usar a pele). O erro típico é descrever a personagem por fora, idade e roupa, sem dizer o que ela quer.

Como o começo de um conto prepara o fim? O exemplo de "Idéias de canário"

Diagrama de uma linha com duas pontas ligadas por um arco, a loja de belchior no começo e no fim.
A loja de belchior abre o conto e é a última palavra dele. Diagrama: Verse

Feche o conto no mesmo objeto, ou na mesma dúvida, que abriu. "Idéias de canário", de Machado (Gazeta de Notícias, 1895; Páginas recolhidas, 1899), tem 1.628 palavras na edição da Wikisource e mostra o movimento inteiro. É um conto fantástico: um canário de loja de belchior conversa com um homem e muda de ideia sobre o que é o mundo.

A primeira frase. Um narrador apresenta o protagonista e já avisa a descrença: Macedo, estudioso de ornitologia, contou a amigos "um caso tão extraordinario que ninguem lhe deu crédito". A segunda frase vai mais longe: "Alguns chegam a suppor que Macedo virou o juizo.". São dois caminhos juntos, a voz que apresenta e a lacuna (o que houve com Macedo?). Poe faz parecido em "The Black Cat", cujo narrador abre dizendo que não espera ser acreditado; em Machado, quem avisa a descrença é o narrador que apresenta Macedo (leitura nossa).

O acontecimento. O relato de Macedo começa num acidente de rua: um tílburi em disparada quase o derruba, e ele escapa "saltando para dentro de uma loja de belchior". Não há preparação; o homem entra na loja porque quase foi atropelado.

O meio. O canário define o mundo três vezes. Na loja, o mundo "é uma loja de belchior" com uma gaiola pendurada num prego. Na casa de Macedo, vira um jardim com repuxo e uma gaiola branca e circular. Solto, no galho de uma árvore, vira um espaço infinito e azul, com o sol por cima.

O fim. Macedo lembra ao pássaro que o mundo já fora uma loja de belchior, e o canário responde com a última frase do conto: "Mas ha mesmo lojas de belchior?". O amigo que assiste à cena acha Macedo "doudo". As duas pontas se tocam: a loja de belchior abre o caso e é a última palavra do conto, e a suspeita da segunda frase, a de que Macedo perdeu o juízo, se cumpre diante de uma testemunha (leitura nossa).

O que se tira daí para o próprio conto: a primeira frase de "Idéias de canário" não explica o canário, a loja nem a tese sobre o mundo; ela só põe na mesa uma descrença e um homem, e o fim devolve as duas (leitura nossa).

Exercício: como escrever e testar a primeira frase do seu conto

Faça este exercício com o conto que já tem na cabeça, antes ou depois do primeiro rascunho. Os passos 2 e 5 vêm de Appel, que manda testar várias frases de abertura e voltar ao começo ao terminar, porque o conto pode mudar tanto no caminho que a abertura deixa de servir; os critérios do passo 3 são nossos, tirados dos contos acima.

  1. Escreva o fim em uma linha. O efeito que o conto deve deixar, ou a última imagem, se já existir. Se ainda não existe, escreva o que a personagem quer.
  2. Escreva cinco primeiras frases para o mesmo conto, cada uma por um caminho diferente da tabela: acontecimento, fala, voz, lacuna, lugar ou desejo.
  3. Teste cada frase com três perguntas. Há alguém nela? Que pergunta o leitor leva para a frase seguinte? Que palavra, objeto ou gesto dela pode voltar no fim, como a loja de belchior volta em "Idéias de canário"?
  4. Fique com a frase que responde às três e apague tudo o que estava escrito antes dela. O que precisar desse material entra mais adiante, no meio do conto.
  5. Ao terminar o rascunho, volte à primeira frase e releia o fim logo depois dela. Se a palavra ou o objeto que você marcou não voltou, troque a frase ou mude o fim.

Versão em branco para copiar:

Escreva cinco primeiras frases e fique com a que prende
Caminhos: acontecimento em curso · fala · voz de quem conta · lacuna · lugar que ameaça · desejo da personagem
Fim do conto (efeito ou última imagem):
Caminho 1 ( ): 
Caminho 2 ( ): 
Caminho 3 ( ): 
Caminho 4 ( ): 
Caminho 5 ( ): 
Para a frase escolhida:
  Quem está nela:
  Pergunta que o leitor leva:
  O que pode voltar no fim:
Depois do rascunho, voltou? (sim / não → trocar a frase ou o fim)

Funcionou quando o leitor lê a segunda frase por causa da primeira, e quando, ao chegar à última, reconhece algo que estava ali desde a primeira linha, como a loja de belchior que abre e fecha o conto de Machado. Para escolher o fim que essa frase vai encontrar, siga para o guia sobre estrutura do conto; para outras primeiras linhas analisadas uma a uma, a página de primeiras frases de livros famosos.

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O guia-mãeComo escrever um conto: as etapas, da ideia ao envio — Para escrever um conto, siga sete etapas: ache a ideia, decida o efeito e o fim, separe a história visível da que fica calada, escreva a primeira frase a serviço do efeito, avance o meio pelo concreto, termine sem comentar e revise cortando.

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Quem fala sobre isso 7pessoas

  • Edith Wharton †romancista e contista americana (1862–1937)

    Obra sobre o tema: The Writing of Fiction, 1925, cujo capítulo "Telling a Short Story" trata do começo do conto como o primeiro cuidado de quem escreve.

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  • Jacob M. Appelescritor, médico, advogado e bioeticista americano; autor de mais de duzentos contos publicados (bio do Writer's Digest, 2011)

    Obra sobre o tema: "10 Ways to Start Your Story Better", Writer's Digest, 2011, guia para a abertura do conto.

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  • Edgar Allan Poe †contista, poeta e crítico americano (1809–1849)

    Obra sobre o tema: resenha de Twice-Told Tales, de Nathaniel Hawthorne, Graham's Magazine, 1842, em que descreveu o contista que concebe primeiro um efeito único e só depois os incidentes.

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  • Horacio Quiroga †contista uruguaio (1878–1937)

    Obra sobre o tema: "Decálogo del perfecto cuentista", 1927, dez preceitos para quem escreve contos.

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  • Julio Cortázar †contista e romancista argentino (1914–1984)

    Obra sobre o tema: conferência "Algunos aspectos del cuento", Havana, 1962, sobre o tema do conto, a intensidade e a tensão.

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  • Ricardo Piglia †escritor e crítico argentino (1941–2017); professor na Universidade de Buenos Aires e em Princeton

    Obra sobre o tema: "Teses sobre o conto", em Formas breves (1999), sobre o conto que conta duas histórias.

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  • Raymond Carver †contista e poeta americano (1938–1988)

    Obra sobre o tema: "A Storyteller's Shoptalk", The New York Times Book Review, 1981, sobre como escrevia contos.

    Página ↗

O que a rede diz 7 vozes

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Autoria: Verse MediaRevisado em 8 out. 2026Passos conferidos em 8 out. 2026Publicado em 8 out. 202620 fontes · 19 no integral

As técnicas vêm de uma escritora com obra sobre o ofício (Edith Wharton), das cartas de Tchekhov e de um guia de ofício da *Writer's Digest*, lido em resumo. Cada abertura foi conferida na primeira frase do conto, aberto no texto integral na Wikisource ou no Projeto Gutenberg; os trechos em português estão na grafia da edição de referência (com a letra capitular perdida restituída entre colchetes), e as traduções do inglês são nossas. O exemplo trabalhado, "Idéias de canário", foi lido inteiro. A tabela de quando usar cada abertura e os critérios do exercício são leitura nossa dos contos citados.

Lidas no texto integral

Lidas em resumo ou pela referência

Cite esta página
VERSE MEDIA. Como começar um conto: primeiras frases que prendem (com exemplos). Enciclopédia Verse, 7 out. 2026. Disponível em: https://www.versemedia.com.br/enciclopedia/generos-e-tropes/formas-narrativas/como-comecar-um-conto. Acesso em: [data].

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