Prosa e estilo
Como escrever bem frase a frase, pelo que ensinam os mestres: diálogo, mostrar em vez de contar e figuras de linguagem.
3 guias · 27 páginas · 19 verbetes · 8 ferramentas · 278 fontes

Os guias, na ordem de leitura
Sumário
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Show, don't tell: o que é mostrar em vez de contar e quando contar
Para o crítico Percy Lubbock, que em 1921 deu a forma clássica ao show, don't tell (mostrar em vez de contar), a arte da ficção começa quando a história é exibida de modo a contar-se sozinha, e não entregue como informação.
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Como escrever diálogos naturais: o que ensinam os mestres
Para escrever diálogos naturais, os mestres, de Elizabeth Bowen a Elmore Leonard, ensinam a fingir a conversa em vez de copiá-la: cortar o enchimento da fala real, dar função a cada fala, deixar o principal por baixo, como fazem Machado de Assis e Dalton Trevi
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Figuras de linguagem na ficção: o que são, quais são e como os mestres usam
Para o linguista José Luiz Fiorin, figuras de linguagem são operações que trocam um sentido por outro, como a metáfora e a ironia, ou que repetem, suprimem ou trocam de lugar palavras e sons, como a anáfora e a elipse, e com isso intensificam ou atenuam o sent
Para usar agora
Ferramentas deste sistema
Mostrar ou contar: o que fazer em cada situação
em “Show, don't tell: o que é mostrar em vez de contar e quando contar”
Modelo para copiarCopie o exercício do lugar sem a personagem
em “Descrição sensorial: como usar os cinco sentidos para descrever cenas e cenários”
Modelo para copiarCopie a ficha da cena antes da primeira fala
em “Exemplos de diálogos em livros entre dois personagens: trechos comentados e um molde”
Modelo para copiarCopie o modelo e monte a sua metáfora
em “Exemplos de metáforas: trechos de livros e como criar as suas na ficção”
Passo a passoReescreva a frase da emoção em quatro passos
em “Como descrever sentimentos na escrita: medo, choro, raiva e paixão sem nomear”
Tabela-resumoAche o defeito do seu diálogo e faça o teste
em “Como escrever diálogos naturais: o que ensinam os mestres”
Tabela-resumoVinte figuras num trecho de livro
em “Figuras de linguagem na ficção: o que são, quais são e como os mestres usam”
Modelo para copiarCopie a forma de cada caso de fala
em “Pontuação de diálogo: travessão, aspas e vírgula, caso a caso”
19 termos
Índice de termos
A
Alegoria é a figura em que o que as palavras dizem é uma coisa e o que elas querem dizer é outra, na definição de Quintiliano, retórico romano.
Alívio cômicoAlívio cômico (em inglês, comic relief) é o momento ou a personagem de humor que dá ao público uma pausa do conteúdo sombrio e pesado de uma obra, segundo o site literarydevices.net (2019).
C
D
I
Imagem sensorial (em inglês, imagery) é o recurso literário de usar linguagem que evoca no leitor impressões dos sentidos, de modo que ele forma uma imagem mental ou sente algo do que o texto descreve.
IroniaIronia é a expressão ou o gesto que dá a entender, em determinado contexto, o contrário ou algo diferente do que significa, segundo o dicionário Priberam.
Ironia dramáticaIronia dramática é a situação em que o público sabe algo que as personagens ignoram, e por isso lê as palavras e os atos delas como contraproducentes ou contrários ao que a situação realmente exige, segundo os críticos Abrams e Harpham em A Glossary of Literar
L
M
Metaficção é a ficção que, de forma consciente e sistemática, chama a atenção para o seu estatuto de artefato, a fim de questionar a relação entre ficção e realidade, segundo a crítica Patricia Waugh em Metafiction: The Theory and Practice of Self-Conscious Fi
MetáforaMetáfora é a figura que aplica a uma coisa o nome de outra, por transferência, na definição que o filósofo grego Aristóteles deu na Poética, por volta de 335 a.C.
MimeseMimese (do grego mímēsis) é a imitação, em literatura e arte, de aspectos do mundo real, sobretudo de ações humanas; o conceito é usado na filosofia, na estética e na crítica literária.
Mostrar, não contarMostrar, não contar é o conselho de ofício que pede à ficção que apresente a ação, a fala e o detalhe em vez de o narrador declarar o que se passa; o crítico Percy Lubbock formulou a ideia em 1921, ao pedir uma história "so exhibited that it will tell itself",
P
R
S
Simbolismo, na ficção, é o uso de símbolos: elementos concretos, como objeto, personagem, imagem, situação ou ação, que sugerem sentidos abstratos, mais fundos ou não literais, na definição do manual Perrine's Literature.
SubtextoSubtexto é o significado implícito de uma fala ou de um texto: o que não vem dito, mas o público entende, segundo o livro The Subtle Subtext: Hidden Meanings in Literature and Life (2021), de Pernot.
T
V
Na imprensa
O que está acontecendo
Quem fala sobre isso
Elizabeth Bowenromancista e contista anglo-irlandesa (1899–1973), autora de The Death of the Heart (1938)
Elmore Leonardromancista e roteirista norte-americano (1925–2013), autor de romances policiais e de faroeste
Robert McKeeprofessor de roteiro norte-americano (nascido em 1941), conhecido pelo seminário Story
Phillip Lopateensaísta e escritor norte-americano (n. 1943); professor de escrita da Universidade Columbia até 2023
Sandra Gerthescritora e editora alemã (n. 1978), que assina romances como Jae; editora sênior da Ylva Publishing, a casa que publicou o livro
Mark Forsythescritor britânico (n. 1977), autor de livros sobre palavras e retórica e do blog The Inky Fool
Ward Farnsworthprofessor de direito norte-americano (n. 1967), W. Page Keeton Chair na Faculdade de Direito da Universidade do Texas; autor de livros de retórica
Edith Whartonromancista e contista norte-americana (1862–1937), autora de The Age of Innocence (1920)
George Lakofflinguista cognitivo norte-americano (n. 1941), professor de linguística da Universidade da Califórnia em Berkeley de 1972 a 2016
George Orwellescritor e jornalista britânico (1903–1950)TikTok e YouTube
O que a rede diz

“Diálogo artificial estraga a leitura; três dicas para as falas de um livro soarem naturais e realistas.”
Ficçomos (youtube) · youtube
“Diálogo deixa quem escreve inseguro (está natural? está no tom?), e a resposta passa pelas três funções do diálogo segundo Robert McKee: exposição, caracterização e ação.”
Carol Santoian (youtube) · youtube
“Como escrever diálogos sem repetir "disse ele" a cada fala e ainda deixar claro quem está falando, com ou sem verbo de elocução.”
Ficçomos (youtube) · youtube
“Os melhores diálogos de filmes e livros imitam a vida real: há quem fale devagar, quem fale depressa, quem fale sozinho e quem nem goste de falar, e o jeito de falar mostra a personagem.”
Antofágica (youtube) · youtube
“Três estratégias para diálogos que prendem o leitor: o que fica nas entrelinhas, uma voz única para cada personagem e as respostas emocionais.”
@aldeialiteraria (tiktok) · tiktok
“Dicas simples de diálogo para quem começa, lembrando que toda regra pode ser quebrada quando a cena pede; escrever sotaque ou fala fora da norma letra por letra, só com parcimônia, para o leitor não tropeçar (em inglês).”
@twiddling_thumbs (tiktok) · tiktok
“Cada escritor define mostrar e contar de um jeito; para ela, contar é quando um momento importante da história fica sem profundidade de detalhe ou de voz narrativa. O vídeo abre com a frase da lua e do caco de vidro atribuída a Tchekhov (em inglês).”
Diane Callahan - Quotidian Writer (youtube) · youtube
“Do jeito que é repetido, o conselho engana; o vídeo começa pela escolha da palavra específica antes de chegar ao mostrar e ao erro mais comum de quem escreve (em inglês).”
Hello Future Me (youtube) · youtubeOutros sistemas
79 págs. Ofício Narrativo Estrutura narrativa 4 guias
70 págs. Plataformas e Canais Plataformas de leitura 3 guias
19 págs. Produção Editorial Livro digital 3 guias
26 págs. Gêneros e Tropes Formas narrativas 4 guias
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23 págs. Pessoas e Papéis Profissionais do livro 6 guias
52 págs. Gêneros e Tropes Terror e suspense 2 guias
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